Partido da Terra contra árvores que atraem pássaros à 2.ª Circular

Eurodeputado diz que segurança aérea está em risco e vai levar discussão a Bruxelas. Projeto sai do papel em junho.

Vegetação na 2.ª Circular sim, mas não de uma espécie com folha caduca e capaz de atrair aves.

Para o Partido da Terra, ecologista na sua génese, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) deveria plantar naquela via endros em vez de lódãos-bastardos, que, a concretizar-se o projeto atual, representará 70% das árvores a florescer no novo separador central com 3,5 metros de largura. A explicação? A sua toxicidade, que repele os pássaros que, defende o eurodeputado do grupo com representação na Assembleia Municipal de Lisboa, podem vir a pôr em risco a segurança dos aviões na aproximação ao aeroporto.

O Partido da Terra considera ainda que o lódão-bastardo – a árvore que os autores do projeto da 2.ª Circular defendem ser a ideal por se “adaptar bem em meio urbano” e tolerar “alguma poluição” – não deve ser a espécie que deve predominar na remodelada 2.ª Circular, uma vez que as mesmas detém ter folha caduca e bolotas que, ao caírem sobre a via, podem tornar a estrada mais derrapante.

A recomendação foi apresentada ontem numa conferência de imprensa que contou com a presença do único eurodeputado do Partido da Terra, que se mostrou bastante crítico de um projeto que afirma ter sido “feito em cima do joelho” e sem que tenham sido consultadas entidades como a Associação de Pilotos Portugueses de Linhas Aéreas e e o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA).

Notícia publicada no Diário de Notícias a 26 de fevereiro.