Arquivo mensal: Fevereiro 2017

Hungria constrói segunda vedação para travar o fluxo migratório

Para travar o eventual aumento do fluxo migratório na primavera, a Hungria começou a construir uma segunda vedação, paralela à que erigiu em 2015, ao longo da fronteira sul com a vizinha Sérvia.

A medida anunciada, esta segunda-feira, poderá fazer aumentar as críticas das instituições europeias e de alguns Estados-membros de que o país aprova medidas unilaterais e pouco solidárias nesta matéria.

Zoltán Kovács, porta-voz do governo húngaro em Bruxelas, explicou à euronews que a decisão “está relacionada com o que está a acontecer nas fronteiras europeias e, obviamente, com o acordo de migração com a Turquia”.

“Mas tem, sobretudo, a ver com a estimativa de que cerca de 80 mil pessoas ainda usam a rota dos Balcãs Ocidentais. A primavera está a chegar e, de acordo com uma estimativa alemã, cerca de seis milhões de pessoas estão à espera para entrar na União Europeia (UE)”, acrescentou.

O governo de Budapeste alega que tenta manter a segurança no espaço Schengen de livre circulação, controlando a sua parte da fronteira externa. O primeiro-ministro, Viktor Orban, considera que a migração é uma das maiores ameaças ao status quo na UE.

Mas a Hungria também se tem recusado a receber a sua quota de refugiados e tem sido acusada por várias entidades de abusos contra os requerentes de asilo.

Duas organizações de defesa dos direitos humanos, Hungarian Helsinki Committee e a Human Rights Watch, enviaram, na passada sexta-feira, uma queixa ao Comissário europeu para Migrações, Dimitris Avramopoulos, sobre as práticas atuais e propostas legislativas que bloqueiam a passagem e aumentam as deportações.

Adaptação de notícia publicada na Euronews a 27 de fevereiro.

Brexit: “vai demorar anos e sair muito caro” alerta Juncker

A saída do Reino Unido da União Europeia vai demorar anos e sair muito cara, voltou a alertar o presidente da Comissão Europeia.

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No Parlamento belga, esta terça-feira, Jean-Claude Juncker disse que “é preciso que os britânicos saibam, e já sabem, que não terão descontos ou que pagarão zero. Os britânicos devem respeitar os compromissos em cujas decisões estiveram envolvidos, pelo que a fatura será muito pesada”.

Bruxelas poderá exigir ao governo de Londres compensações até 60 mil milhões de euros por incumprimento de compromissos orçamentais, garantias de empréstimos e custos de projetos baseados nesse país.

Estas estimativas foram feitas pela equipa de Michel Barnier, negociador do Brexit em nome da Comissão Europeia.

Adaptação de notícia publicada na Euronews a 21 de fevereiro.

O impacto do Brexit na indústria da moda britânica

A feira Pure London foi o local ideal de discussão para designers e profissionais da indústria. Maggie Song estudou moda em Pequim, mas mudou-se para o Reino Unido há mais de 10 anos. Já fundou três marcas. As peças são desenhadas no Reino Unido, mas a produção e os materiais são chineses.

O referendo do ano passado no Reino Unido disse “sim” à saída do país da União Europeia: “Fiquei impressionada com o resultado e não sabia o que pensar, nem o que dizer. Acompanhei na internet a grande queda da libra esterlina e percebi o quão tudo seria difícil para as pequenas empresas.”

Mas nem todos têm o mesmo ponto de vista em relação à queda da moeda britânica. Julie Driscoll é o diretora da feira Pure London: “Esta é uma taxa de câmbio que interessa às empresas internacionais, para elas será mais fácil entrar no mercado do Reino Unido. Agora, existem muitas empresas estrangeiras interessadas no mercado britânico. Esta é a edição da Pure London com o maior número participantes.”

Uma opinião partilhada por Ece Kavran, de Istambul. Para esta estilista turca, Londres continua a ser a cidade ideal para novas marcas: “No mercado britânico, há sempre espaço para novas marcas, está sempre aberto a novas ideias. É isso que o torna tão especial e atraente.”

A moda é um grande negócio no Reino Unido. O setor tem um valor estimado de quase 59 mil milhões de euros por ano. É líder mundial nas vendas de moda on-line – à frente da França, Alemanha, Japão e Estado Unidos. Estes números são um incentivo para a Bilgunn Brower e para o negócio de importação de lãs da Mongólia. Para o dono da marca, o mercado do Reino Unido é perfeito devido ao clima frio do país.

Adaptação de notícia publicada na Euronews a 16 de fevereiro.

Ronaldo, Pepe e Patrício candidatos a jogador do ano

Cristiano Ronaldo, Pepe e Rui Patrício, campeões europeus por Portugal, são os nomeados para o prémio jogador do ano na gala Quinas de Ouro, anunciou esta quinta-feira a Federação Portuguesa de Futebol (FPF)

Na segunda edição da gala de prémios da FPF, o organismo que tutela o futebol português juntou-se à Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF) e ao Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF).

Os três futebolistas, decisivos na campanha da seleção nacional rumo ao título europeu em 2016, lutam por um dos prémios mais importantes da gala, enquanto o selecionador Fernando Santos, Rui Vitória, campeão pelo Benfica, e Vítor Oliveira, que conduziu o Desportivo de Chaves à I Liga (e atualmente treina o Portimonense), são os nomeados a treinador do ano de futebol masculino.

A seleção principal, a seleção de futebol de praia e seleção de sub-17 são as candidatas a equipa do ano masculina, enquanto, no setor feminino, as nomeadas são a seleção A, o Futebol Benfica e o Valadares Gaia.

Os premiados serão escolhidos pelos treinadores, pelos futebolistas e pelos adeptos, que podem votar no sítio oficial da Gala Quinas de Ouro na Internet.

Na cerimónia serão ainda premiados os melhores árbitros de 2015/16 e serão revelados o “onze” do ano de futebol masculino e o “onze” do ano de futebol feminino, que serão escolhidos pelo SJPF.

Adaptação de notícia publicada no Diário de Notícias a 16 de fevereiro.

Economia cresce 1,4% e supera todas as previsões em 2016

PIB acelerou para 1,9% no quarto trimestre, indica o INE. Economia tem melhor final do ano desde 2008, igualando marca de 2013.

António Costa. Fotografia: ANDRÉ KOSTERS / LUSA

A economia portuguesa acelerou em termos reais no quatro trimestre, crescendo 1,9% face a igual período de 2015, e terminou o ano com uma expansão de 1,4%, sendo que este último valor que supera todas as previsões mais recentes, indicam dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Em todo o caso, a economia desacelerou face a 2015. Segundo o INE, “no 4º trimestre de 2016, o Produto Interno bruto (PIB) registou, em termos homólogos, um aumento de 1,9% em volume”, desempenho mais forte do que o do 3º trimestre, quando a economia cresceu 1,6%.

Adaptação de notícia publicada no Dinheiro Vivo a 14 de fevereiro.

Oceanos em 2050 vão ter mais plástico do que peixes

Fórum considera necessário “uma reformulação total das embalagens e dos plásticos em geral”, bem como a procura de alternativas ao petróleo.

O aumento da utilização de plásticos é de tal forma significativo que em 2050 os oceanos vão ter mais detritos plásticos do que peixes, alertou o Fórum Económico Mundial de Davos.

“O sistema atual de produção, de utilização e de abandono de plásticos tem efeitos negativos significativos: entre 80 mil milhões a 120 mil milhões de dólares (entre 73 mil milhões de euros a 109 mil milhões de euros) em embalagens de plásticos são perdidas anualmente. A par do custo financeiro, se nada mudar, os oceanos terão mais plásticos do que peixes (em peso) até 2050”, indicou um comunicado do fórum, que vai reunir até sábado líderes mundiais e bilionários.

Estas conclusões têm como base um estudo da fundação da reconhecida velejadora britânica Ellen MacArthur, em parceria com a consultora McKinsey.

Segundo o relatório, a proporção entre as toneladas de plástico e as toneladas de peixe registadas nos oceanos era de um para cinco em 2014. Em 2025, será de um para três e em 2050 irá evoluir de um para um.

O fórum considera necessário “uma reformulação total das embalagens e dos plásticos em geral”, bem como a procura de alternativas ao petróleo, a principal matéria para a produção do plástico.

Adaptação de notícia publicada no Diário de Notícias a 20 de janeiro.

Portugal mantém oitavo lugar no ranking da FIFA

Argentina continua a liderar a tabela, seguida do Brasil.

A seleção portuguesa, campeã europeia de futebol, mantém o oitavo lugar no ‘ranking’ da FIFA, que continua a ser liderado pela Argentina, seguida pelo Brasil e pela campeã mundial Alemanha.

Nas dez primeiras posições verificou-se, em relação a janeiro, apenas uma ligeira alteração, com a França a subir ao sexto lugar, por troca com a Colômbia, que desceu à sétima posição.

A realização da Taça das Nações Africanas (CAN2017) provocou mudanças significativas, com os campeões Camarões a ocuparem agora o 33.º lugar, com uma subida de 29 posições, e o Egito, finalista vencido, a ser 23.º, com uma progressão de 12 postos.

O Burquina Faso, seleção treinada pelo português Paulo Duarte, terceira classificada e uma das surpresas da CAN, é agora 38.º classificado, 15 posições acima do que tinha em janeiro, quando era 53.º.

Adaptação de notícia publicada no Diário de Notícias a 9 de fevereiro.