Arquivo mensal: Março 2017

Eurodeputado José Manuel Fernandes desafia jovens

O Eurodeputado José Manuel Fernandes desafiou os jovens para uma intervenção política ativa e despida de preconceitos na missão de assegurar uma resposta mais forte e efetiva aos grandes desafios que se colocam atualmente a Portugal e à União Europeia.

Intervindo na Pousada da Juventude em Campo do Gerês, Terras de Bouro, no âmbito de uma ação de formação organizada pela distrital de Braga da JSD, José Manuel Fernandes reconheceu a existência de sinais preocupantes no seio da União Europeia, nomeadamente com o regressos de nacionalismos e extremismos, acompanhados de recusa de mais solidariedade e partilha, mas recusou uma visão pessimista.

“Espero que a vossa geração ajude que a União Europeia continue a ser a melhor região para se viver e a mais solidária do Planeta”, declarou o eurodeputado, numa sessão subordinada ao tema “Portugal e a Europa. Passado e Presente. Que Futuro?”.

Apesar dos grandes desafios do presente, José Manuel Fernandes vincou que a União Europeia continua a dispor de recursos e instrumentos privilegiados, aproveitando para reiterar a aposta europeia na juventude, “a geração que maior atenção merece na Estratégia Europa 2020”. A reforçar a ideia, sublinhou ainda o reforço de verbas do Erasmus +.

“A juventude é uma prioridade clara nas políticas da União Europeia. É aos jovens que cabe um papel importante para que a UE seja capaz de se rejuvenescer e ser competitiva”, afirmou, apontando o envelhecimento da população portuguesa e europeia como um dos grandes desafios atuais, a par do fenómeno da globalização, da escassez de recursos e do crescimento demográfico no Planeta.

Adaptação de notícia publicada no VilaVerde.net a 13 de dezembro.

Igualdade de género criaria milhões de empregos na Europa 

Estudo indica que emprego daria salto substancial se as mulheres oportunidades iguais nas áreas da ciência, tecnologia, engenharia e matemática

Fotografia: Direitos reservados

Se a União Europeia investir na igualdade de género, pode criar até 10,5 milhões de novos empregos e gerar um aumento de quase 10% do PIB por pessoa, revela um estudo europeu divulgado hoje. O estudo, a que a Lusa teve acesso, é da responsabilidade do Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE, na sigla em inglês), e vem mostrar os benefícios económicos da igualdade de género na União Europeia.

O EIGE demonstra que uma maior igualdade de género na Europa teria fortes e positivos impactos no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ao longo do tempo, ao mesmo tempo que traria taxas de emprego e de produtividade mais elevadas e poderia responder aos desafios do envelhecimento da população. Especificamente no que diz respeito à criação de postos de trabalho, o EIGE defende que a taxa de emprego sentiria um salto “substancial” se as mulheres tivessem igualdade de oportunidade nas áreas da ciência, tecnologia, engenharia e matemática. “Isto conduziria a um crescimento da taxa de emprego da União Europeia de entre 0,5 pontos percentuais (pp) e 0,8pp até 2030 e de entre 2,1pp e 3,5pp até 2050”, o que conduziria a uma taxa de emprego de quase 80% em 2050, no caso de mudanças substanciais.

Acrescenta o EIGE que uma evolução deste nível iria contribuir para aumentar os salários e reduzir o fosso salarial entre homens e mulheres. Reduzindo o fosso salarial, seria possível atrair mais mulheres para o mercado de trabalho, acredita o EIGE.

Adaptação de notícia publicada no Dinheiro Vivo a 8 de março.

“Sinto-me muito feliz e seguro” em Portugal

Primeiro grupo de iraquianos da minoria religiosa yazidi fica em Guimarães, enquanto o próximo será acolhido em Lisboa

Chegaram em silêncio a Lisboa os 24 refugiados yazidis que desde a noite de ontem vivem em Guimarães. Mas, sem quebrar essa reserva, uma menina não resistiu a largar o braço do pai, levantando os braços para acenar e fazer o V da vitória com ambas as mãos.

“Thanks Portugal, I LOVE YOU” (Obrigado Portugal, gosto muito de ti), dizia o cartaz que o único dos yazidis sem família, Saman Ali, trazia bem à vista de todos ao atravessar a zona das chegadas do aeroporto Humberto Delgado (em Lisboa), em direção a uma sala onde foram recebidos pelo ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, e outros responsáveis ligados à área das migrações.

Vindo da Grécia com uma hora de atraso, após escala em Roma, o grupo de 24 refugiados – nove dos quais menores – era constituído por seis famílias e um homem, Saman Ali, que a perdeu às mãos dos terroristas do Estado Islâmico. Uma sétima família de seis elementos adiou a viagem devido a problemas de saúde de um deles, explicou Eduardo Cabrita.

Os yazidis são uma minoria religiosa de origem curda que tem sido alvo de perseguição e massacres na Síria e no Iraque por parte dos apoiantes do Estado Islâmico. Estima-se em 700 mil o número de membros da comunidade, a qual venera um anjo – Melek Tawwus – que o Islão sunita vê como representação do Diabo.

Adaptação de notícia publicada no Diário de Notícias a 7 de março.

Jovens têm dificuldades no mercado de trabalho

O desemprego jovem é um dos grandes desafios que se colocam ao futuro da Europa. Muito se fala deste problema e muito dinheiro está a ser investido nele. O Real Economy passou por Portugal, com escalas em Lisboa e Porto, e também pela Irlanda, para observar este problema. Em ambos os países, os números do desemprego jovem caíram, mas ainda se mantém altos.

Os discursos, as políticas e o dinheiro investido sucedem-se, mas estará de facto todo este investimento a ter reflexo positivo? Em Portugal, 13,3 por cento da população ativa não tem emprego, dos quais 33,6 por cento são jovens. De facto, a situação não é tão má como em Espanha, mas ainda é uma das piores da Europa. Como é que Portugal esta a lidar com o problema e que faz falta para melhorar a situação dos jovens portugueses?

“Desde o início da crise, o número de jovens que deixaram Portugal em busca de trabalho no estrangeiro é já equivalente à população da segunda maior cidade do país, o Porto”, refere o enviado especial de Real Economy à capital “alfacinha”, apontando para mais de 200 mil emigrantes portugueses entre os 20 e os 40 anos, “muitos deles com um elevado currículo académico”. Esta questão do alto nível de instrução não, porém, um exclusivo português: “41 por centos dos emigrantes europeus possui formação universitária”, sublinha.

Adaptação de notícia publicada na Euronews a 10 de março.

Portugal é dos países europeus com mais chumbos nas escolas

Portugal é ainda o país onde as retenções acontecem de forma mais precoce, segundo um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Apenas 14%  dos alunos que chumbam num ano lectivo tem sucesso escolar no seguinte, conclui um estudo promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos e que está a ser debatido, no Conselho Nacional de Educação (CNE), em Lisboa. As conclusões do estudo, divulgadas pela TSF, provam que o chumbo dos alunos conduz a uma espécie de ciclo vicioso de insucesso escolar.

“Portugal é um dos países da Europa em que mais se chumba. Destaca-se também pela retenção precoce . É um dos países onde mais se chumba até ao 6º ano”, sintetizou à TSF Mónica Vieira, coordenadora de conteúdos da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Os responsáveis por esta investigação pretendiam perceber qual é o efeito de um chumbo e se contribui para aumentar a exigência e, consequentemente, os resultados do aluno, ou se, pelo contrário, apenas os agrava.

”Chumbar não está, de facto, associado a um ganho de aprendizagem, aliás, isto é uma característica que não é só de Portugal. Os dados do estudo o que apontam é que todos os alunos que tiveram um passado de retenção têm, em média, um pior resultado”, explicou Mónica Vieira.

Adaptação de notícia publicada no TSF a 23 de janeiro.

Hawking avisa que progresso tecnológico pode ser “autogolo” para a Humanidade

O cientista alerta para o facto de um “desastre para o planeta Terra” ser “quase certo nos próximos mil ou dez mil anos” e aponta as colónias no espaço como a possibilidade de sobrevivência do Homem.

Stephen Hawking alertou para os riscos que a Humanidade tem fabricado para si mesma e para o seu futuro afirmando que o progresso tecnológico e científico criará “várias formas de as coisas puderem correr mal” e pode mesmo significar um “autogolo” da Humanidade contra si própria.

Enumerando a guerra nuclear, o aquecimento global ou vírus geneticamente modificados, que acrescem aos perigos da Inteligência Artificial já anteriormente apontados por Hawking, o físico avisou que “um desastre para o planeta Terra” é “quase certo nos próximos mil ou dez mil anos”.

A sobrevivência da espécie humana residirá, então, na criação de colónias no espaço. “Contudo, não estabeleceremos colónias autossuficientes no espaço pelo menos durante os próximos cem anos, por isso temos de ser bastante cuidadosos neste período”.

Adaptação de notícia publicada no Diário de Notícias a 19 de janeiro.

Desigualdades entre os sexos ainda são realidade

Em dezembro de 1977, a ONU decretou o Dia da Mulher. Em 1976, a Constituição Portuguesa consignou a igualdade na lei.

Em 2017, 11 anos depois das quotas na política, o governo fez avançar as quotas nas administrações das empresas. Há quem ache que isso diminui as mulheres e quem lembre que ao ritmo atual levará quase dois séculos para que se chegue à igualdade no mercado de trabalho.

As mulheres merecem ganhar pior porque são mais pequenas, mais fracas e menos inteligentes. A frase, de um eurodeputado polaco, foi repetida em tom de escândalo pelo mundo fora. Certo: é uma frase escandalosa. Pelo menos para quem acredite que mulheres e homens valem o mesmo – que é o que as constituições dos países civilizados estatuem e o que, acredita-se, as pessoas civilizadas defendem. Mas, se assim é, porque é que, mesmo nos países ditos civilizados como Portugal é suposto ser, as mulheres ganham genericamente quase 25% menos do que os homens – e ganham menos mesmo quando têm a mesma idade e formação e experiência – e estão sub-representadas nos cargos de poder? Porquê, se as mulheres estão em maioria nas universidades (são 60% em Portugal), se há mais doutoradas do que doutorados, se em termos de formação académica dão cartas? O que é que se passa? O que é que falha?

Eles são educados para o espaço público, elas para o privado. Elas são oneradas, como por decreto divino, com o cuidado dos filhos e o trabalho doméstico. Uma carga que justifica em grande parte a diferença salarial, como concluiu um estudo recente de uma economista dinamarquesa: as mulheres com filhos têm mesmo menor produtividade, algo que não se passa, pelo contrário, com os homens com filhos. E as mulheres sem filhos, cuja produtividade não é inferior à dos homens, são prejudicadas pelo preconceito contra as mulheres.

Por outro lado, as expectativas que se projetam nas crianças desde muito cedo, desde os brinquedos que lhes oferecem às atitudes que se estimulam e se castigam, e continuam a projetar-se nas pessoas ao longo da vida, moldam sonhos e ambições. Numa famosa palestra sobre desigualdade, a única mulher administradora do Facebook, Sheryl Sandberg, conta como ao receber a delegação de uma empresa, composta por homens e mulheres, eles se sentaram na mesa principal e elas escolheram cadeiras na retaguarda. “Temos de nos sentar à mesa”, concluiu Sandberg, que tem 47 anos e foi eleita para o conselho de administração do FB em 2012. “É só assim que chegamos lá.”

Adaptação de notícia publicada no Diário de Notícias a 8 de março.

Acordo EU-Mercosul: Brasil quer entrar na Europa por Portugal

“Com acordo EU-Mercosul, os valores de investimento do Brasil em Portugal podiam crescer exponencialmente”, defende Murteira Nabo.

Murteira Nabo, antigo presidente da PT

Portugal pode afirmar-se como uma porta de entrada privilegiada para os países do Mercosul entrarem no mercado europeu, quando for assinado o futuro acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. Negociado há mais de 20 anos, é agora esperado que a assinatura deste acordo histórico possa tornar-se uma realidade até ao final de 2017, prevê Francisco Murteira Nabo, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira (CCILB), que hoje organiza em parceria com a Associação Industrial Portuguesa (AIP) um seminário sobre as Relações Empresariais Portugal-Brasil. “O Brasil está interessado em entrar na Europa por Portugal, por isso podemos ter um papel fundamental nas ligações comerciais da UE com o Mercosul. Numa economia globalizada em que a competitividade é feira por grandes blocos económicos e cada país tem de se inserir no seu próprio bloco, ganhar escala e competir globalmente”, explicou Murteira Nabo em declarações ao Dinheiro Vivo antes do seminário. Além de porta de entrada na EU, “Portugal também beneficiará muito por via do acordo UE-Mercosul porque terá um maior poder negocial”. O principal alvo, diz o presidente da CCILB, é o enorme mercado do Brasil, que está na mira dos empresários portugueses.

Adaptação de notícia publicada no Dinheiro Vivo a 8 de março.

BCE deve deixar taxas de juro inalteradas na próxima reunião

O Banco Central Europeu deverá manter inalteradas as taxas de juro de referência para a zona euro na sua reunião de quinta-feira, em Frankfurt. Mario Draghi. Fotografia: REUTERS/Kai Pfaffenbach

O Banco Central Europeu (BCE) deverá manter inalteradas as taxas de juro de referência para a zona euro na sua reunião de quinta-feira, em Frankfurt, segundo os analistas ouvidos pela Lusa. O economista chefe do Montepio Geral, Rui Bernardes Serra, considera que, depois de na reunião de dezembro o BCE ter estendido por mais nove meses o programa de compra de dívida e de ter anunciado que, a partir de 1 de abril, o ritmo de compras mensais será reduzido, é esperada uma “manutenção das taxas de juro e do essencial do programa”.

Adaptação de notícia publicada no Dinheiro Vivo a 8 de março.

Jogam futebol, têm sucesso e sentem que hoje são mais respeitadas

Futebol no feminino. Fizeram história ao conseguir o apuramento para o Europeu. Muitas são profissionais, outras trabalham e estudam.

São quase todas profissionais, muitas atuam em grandes clubes no estrangeiro e já fizeram história, ao apurarem a seleção feminina de futebol pela primeira vez para um Europeu da modalidade, um marco que pode ter contribuído para que as pessoas olhem para elas de outra maneira.

As nossas atletas não se sentem discriminadas por jogarem à bola. “Nunca senti isso. Comecei a jogar com os meus irmãos, que me incentivaram, depois com amigos. Era a menina da equipa, mas nada de depreciativo. É verdade que cheguei a ouvir nos primeiros tempos um “vai para casa”, mas hoje é raro isso acontecer. E também há insultos no futebol masculino”, sublinha Matilde, enquanto Patrícia Morais, guarda-redes de 24 anos do Sporting, diz que “cada vez se fala mais no futebol feminino”. “É um sinal de crescimento, que nos deixa a todas orgulhosas”, diz ao DN. (…) Por cá também há atletas que fazem exclusivamente do futebol o seu modo de vida, como Patrícia Morais e Ana Borges, agora no Sporting, depois de terem jogado em França e em Inglaterra.

Num mundo cada vez mais profissional, sobretudo se tivermos em conta a realidade das jogadoras chamadas para a Algarve Cup – que será a base para o Europeu -, também existem exceções. Matilde Fidalgo está a poucos meses de completar o mestrado em Engenharia de Energia e do Ambiente, Jamila Martins trabalha num restaurante e Patrícia Gouveia num banco. As duas últimas não integraram a convocatória para a prova no Algarve, que hoje termina, mas são ambas internacionais. Patrícia está grávida de 24 semanas, vai ter uma menina, mas já disse que pretende voltar ao futebol.

Patrícia Morais também coloca o futebol em primeiro lugar e já pensa daqui a uns anos ser treinadora de guarda-redes, embora pisque o olho, de quando em vez, aos estudos de Marketing entretanto interrompidos. Diferente é a posição da engenheira Matilde Fidalgo, que, mesmo sem descurar seguir a via profissional no futebol, coloca os estudos em primeiro lugar.

Adaptação de notícia publicada no Diário de Notícias a 8 de março.