Arquivo mensal: Outubro 2019

Há 25 anos que Portugal não consegue convergir com a Europa

Portugal tem vivido num período de estagnação da convergência face à União Europeia devido às  fragilidades estruturais da economia

De acordo com um estudo do Banco de Portugal, apesar do aumento do PIB  entre 1960 e meados de 1990, verifica-se uma “estagnação do processo de convergência da economia portuguesa”.

Apesar da recuperação recente, o “PIB ‘per capita’ relativo em 2018 está aquém do nível registado em 1995”.

O fraco desempenho da produtividade total dos fatores , como a ineficácia do sistema judicial, a redução da dimensão das empresas ou o pouco investimento em inovação, para além  da redução do contributo positivo do stock de capital  e a ausência de trabalho são os principais fatores para esta estagnação.

“A análise da evolução do nível de rendimento ‘per capita’ em Portugal comparativamente à média da UE mostra que o processo de convergência real da economia portuguesa não prosseguiu nos últimos 25 anos”, concluiu o Banco de Portugal.

Segundo o estudo, o ponto positivo  é a melhoria do capital por trabalhador e da qualificação dos trabalhadores, que ainda continua abaixo da média da UE.

Para Portugal conseguir voltar ao processo de convergência com a UE será necessário um “aumento do capital humano, promoção de condições para um aumento sustentado do investimento e a melhoria do enquadramento institucional e do funcionamento dos mercados”, segundo os investigadores.

Enquanto que a convergência real consiste no processo de aproximação dos níveis de rendimento dos países mais pobres aos países mais ricos, a produtividade total dos fatores indica a produção obtida com um determinado conjunto de recursos empregados e explica o comportamento e desenvolvimento da economia de um país.

Adaptação da notícia de  DN/Lusa publicada no Diário de Notícias a 10 de Outubro de 2019

Demasiadas companhias a voar e aumento de indemnizações explicam falências

Segundo os especialistas, a falência das companhias europeias deriva de fatores que têm contribuído para subir custos das companhias e da necessidade de consolidação

Num mês em que outras duas companhias europeias faliram (as francesas Aigle Azur e XL Airways) a Adria Airways foi a companhia mais recente a falir, sendo que nos últimos dois anos  36 companhias aéreas acabaram por desaparecer.

Segundo Chris Goater, diretor de comunicação da IATA, a justificação para esta situação não está na subida de preços dos combustíveis  nem na concorrência das low cost, mas sim no facto de existirem demasiadas empresas para o negócio, mesmo num período em que existem muitos viajantes.”Basta comparar o número de companhias a voar na Europa e as que existem nos Estados Unidos, que são mercados mais ou menos da mesma dimensão, para perceber que há demasiadas linhas aéreas na Europa.” .

 De acordo com o diretor,  as fusões ou aquisições seriam a única forma para evitar que mais companhias caiam em processos de falência.

Thomas Reynaert, managing director da Aviation for Europe (A4E) constata : “A subida de preço dos combustíveis, a par de um aumento significativo na concorrência, vieram gerar problemas.”  Contudo, as regras europeias são a principal  razão para o fracasso de certas companhias aéreas. “Regulamentos como a diretiva EU261, que prevê os direitos e compensações dos passageiros, e o alargar dos direitos dos passageiros pelo Tribunal Europeu a que assistimos na última década, combinados com alguma má gestão dos serviços de navegação aérea – com os consequentes atrasos e cancelamentos de voos – têm um impacto brutal nas linhas aéreas mais pequenas, explica.

As  indemnizações e compensações garantidas a todos os passageiros que sejam afetados por atrasos ou cancelamentos e os aeroportos a trabalhar no máximo da sua capacidade não ajudam à sucessão de falências verificada, uma vez que sempre que há atrasos ou cancelamentos,  a fatura de custos multiplica-se, o que explica a onda de falências que fez desaparecer uma média de uma companhia aérea europeia por mês, neste ano, como refere Reynaert.

Adaptação da notícia de Joana Petiz de Diário de Notícias a 6 de Outubro de 2019 

UEFA manifesta-se contra o racismo no futebol

Após os incidentes no jogo Bulgária-Inglaterra, a UEFA manifestou-se contra o racismo no futebol e pede ajuda a todos no combate a esta realidade 

© Carlos Manuel Martins/Global Imagens

As ocorrências no jogo da segunda-feira, dia 14 de outubro, entre a Bulgária e a Inglaterra, levaram a que a Union of European Football Associations (UEFA) expressasse o seu descontentamento.

Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, declarou, através de um comunicado, que “a UEFA está empenhada em fazer tudo o que é possível para eliminar esta doença do futebol”. Neste sentido, relembraram a sua parceria com a rede FARE (Futebol Contra o Racismo na Europa) e que são o organismo federativo com penas mais severas para casos como estes, desde o encerramento parcial do estádio até à punição de um jogador com 10 jogos de suspensão.

A federação argumentou que “de maneira mais ampla, a família do futebol – de administradores a jogadores, treinadores a adeptos – precisa trabalhar com governos e ONG para travar uma guerra contra os racistas e marginalizar as suas visões repugnantes para a sociedade. As próprias federações de futebol não podem resolver esse problema por si só. Os governos também precisam fazer mais. Somente trabalhando juntos, em nome da decência e da honra, progrediremos”.

As manifestações de racismo que levaram à interrupção do jogo por duas vezes, provocaram, ainda, o pedido de demissão do presidente da União Búlgara de Futebol, Borislav Mihaylov, bem como manifestações do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, contra o sucedido.

Adaptação da notícia da Lusa publicada no Diário de Notícias a 15 de outubro de 2019

Brexit pode afetar Ronaldo e Messi

Desportistas como Cristiano Ronaldo e Lionel Messi poderão ficar impedidos de entrar em solo britânico, caso não haja acordo na saída do Reino Unido da União Europeia

Com o futuro incerto do Reino Unido na União Europeia, o advogado Andrew Osborne explica que vários desportistas a nível mundial poderão vir a ver impossibilitada a sua entrada em território britânico, caso o país e a UE não formalizem um acordo até ao final deste mês.

“Se fores cidadão da União Europeia e tiveres sido condenado [incluindo penas suspensas] por alguma ofensa, ser-te-á negada a entrada no Reino Unido”, explica o advogado.

Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, Marcelo e Diego Costa são exemplos de futebolistas que se inserem neste contexto. Acusados e condenados a penas suspensas por fraude fiscal torna-os cidadãos em risco de entrada no país.

Adaptação da notícia publicada no O Jogo a 8 de outubro de 2019

Risco de pobreza em Portugal alinhado com média da UE

No ano passado, mais de um quarto da população estava em risco de pobreza em sete Estados-membros

Em 2018, 21,7% de pessoas estavam em risco de pobreza na UE, com Portugal alinhado na média (21,6%), mas recuando mais do dobro da UE (4,4 pontos percentuais) face a 2008.

As maiores taxas de pobreza foram registadas na Bulgária (32,8%), na Roménia (32,5%), na Grécia (31,8%), na Letónia (28,4%), na Lituânia (28,3%), em Itália (27,3%) e Espanha (26,1%).

Por outro lado, as menores taxas de pessoas em risco de pobreza ou de exclusão social verificaram-se na República Checa (12,2%), na Eslovénia (16,2%), na Eslováquia (16,3%, segundo dados de 2017), na Finlândia (16,5%), na Holanda (16,7%), na Dinamarca e França (17,4% cada) e na Áustria (17,5%).

O Eurostat indica que 16,9% da população da UE estava em perigo, mesmo sendo beneficiária de subsídios sociais (17,3% em Portugal), 5,8% estavam em risco de privação material severa (6,0% em Portugal) e 9,0% viviam em agregados familiares com baixa intensidade de trabalho (7,2% em Portugal).

Adaptação da notícia de Lusa publicada na TSF a 16 de Outubro de 2019

Sylvie Goulard rejeitada pelo Parlamento Europeu

Com 82 votos contra e 29 a favor, o Parlamento Europeu rejeitou a nomeação de Sylvie Goulard como comissária europeia do Mercado Interno

© EPA/Olivier Hoslet

Sylvie Goulard, proposta por Macron, obteve parecer negativo por parte dos eurodeputados das comissões parlamentares do Mercado Interno e da Indústria com 82 votos contra, 29 a favor e uma abstenção.

A votação negativa obtida pela candidata francesa estará bastante ligada à sua posição tomada no seu segundo frente a frente com os eurodeputados, em que rejeitou a hipótese de se demitir do cargo de comissária europeia caso viesse a ser acusada pela justiça francesa no processo dos empregos fictícios de assistentes do seu partido, o MoDEm, no Parlamento Europeu. Tal posição foi encarada como dualidade pelos eurodeputados, pois este foi o processo que a levou a demitir-se do governo francês em junho de 2017, em que declarou não ter condições para continuar no governo, e hoje já considera que não existam quaisquer problemas em assumir este cargo europeu, apesar do processo ainda se encontrar em curso.

“A minha posição é que devemos demitir-nos se formos condenados, mas enquanto o processo está em curso beneficiamos da presunção de inocência”, insistiu Goulard no decurso da sua audição.

Adaptação da notícia de Lusa publicada no Diário de Notícias a 10 de outubro de 2019

Portugal é o 4º país da UE com maior aumento dos preços das casas

O custo das casas aumentou 4,2% na zona euro no segundo trimestre do ano. E em Portugal, 10,1%.

De acordo com a Eurostat, Portugal foi o país da UE com o quarto maior aumento  dos preços das casas no segundo trimestre do ano sendo que avançou 3,2% do primeiro para o segundo trimestre do ano.

No segundo trimestre do ano, os preços das habitações aumentaram 4,2% na zona euro e na União Europeia (UE) face ao mesmo período de 2018 e, respetivamente, 1,7% e 1,6% na comparação.

Face ao primeiro trimestre do ano, entre abril e junho, os preços do imobiliário para habitação subiram em todos os Estados-membros, principalmente na Letónia (5,6%), Luxemburgo (5,1%) e Chipre (4,2%).

Os maiores aumentos  dos preços das casas foram registados na Hungria (14,0%), no Luxemburgo (11,4%), na Croácia (10,4%) e em Portugal (10,1%), tendo havido um recuo, de 0,2%, em Itália.

Adaptação da notícia de DN/Lusa a 7 de Outubro de 2019

Da recessão alemã ao Brexit: o futuro da economia portuguesa

Conjuntura internacional  ameaça a expansão da economia portuguesa. Crises na Europa e no resto do mundo poderão dificultar a vida ao novo governo

Adaptação da notícia de Luís Reis Ribeiro, Paulo Ribeiro Pinto e Joana Petiz no Diário de Notícias a 8 de outubro de 2019

Conselho da UE alarga lista de sanções face à situação Venezuelana

A União Europeia alargou o número total de pessoas objeto de sanções a 25 membros das forças de segurança venezuelanos envolvidos em atos de violação dos direitos humanos

© Paulo Spranger

Através de um comunicado, o Conselho da União Europeia, órgão de expressão da vontade dos Estados-membros, determinou o aumento da lista de pessoas sancionadas face à situação presente na Venezuela. Mais sete membros das forças de segurança foram condicionados a viajar para fora do país e viram os seus bens congelados, após estarem indicados por atos de tortura e violação graves dos direitos humanos.

A Alta Representante da UE para a Política Externa, Federica Mogherini, declara que esta decisão vem dar seguimento direto à sua declaração de 16 de julho passado, na qual anunciava que os Estados-Membros estavam prontos para começar a aplicar medidas específicas aos membros da forças de segurança envolvidos em casos desta dimensão.

“Estas medidas restritivas visam promover uma solução pacífica, política e democrática, através de eleições presidenciais credíveis, transparentes e controladas internacionalmente que conduzam ao restabelecimento da democracia, do Estado de direito e dos direitos humanos na Venezuela. São medidas flexíveis e reversíveis, concebidas de forma a não prejudicar a população venezuelana”, volta a salientar a União Europeia.

A situação atual vivida na Venezuela precede que é urgente dar uma resposta à emergência humanitária e social, sublinha a chefe de diplomacia europeia. Nesse sentido, a UE anuncia que vai organizar uma Conferência de Solidariedade Internacional para os Refugiados Venezuelanos e Crise Migratória, em Bruxelas, no final deste mês de outubro, em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e com a Organização Internacional para as Migrações, anuncia Mogherini.

Adaptação da notícia de Lusa publicada no Diário de Notícias a 27 de setembro de 2019

Desapareceu o mural de Banksy sobre o Brexit

Obra simbolizava a saída do Reino Unido da União Europeia. Internautas mostraram-se indignados com o ato

Mural inspirado no Brexit.© EPA/NEIL HALL

O mural que mostrava um trabalhador a destruir uma estrela da Bandeira da União Europeia foi retirado no fim de semana de 25 de agosto. A pintura tinha sido feita num edifício antigo em Dover, na Inglaterra, em maio de 2017.

Os proprietários do edifício afirmaram que estavam “a explorar formas de reter, remover ou vender” a obra. O edifício será agora demolido.

Nas redes sociais, os moradores de Dover encararam o ato como “vandalismo cultural”.

Já em 2016 um mural do artista avaliado em 1,1 milhões de euros foi destruído durante obras de reconstrução da casa onde tinha sido pintado em 2014.

Adaptação da notícia de Diário de Notícias a 27 de Agosto de 2019