UEFA manifesta-se contra o racismo no futebol

Após os incidentes no jogo Bulgária-Inglaterra, a UEFA manifestou-se contra o racismo no futebol e pede ajuda a todos no combate a esta realidade 

© Carlos Manuel Martins/Global Imagens

As ocorrências no jogo da segunda-feira, dia 14 de outubro, entre a Bulgária e a Inglaterra, levaram a que a Union of European Football Associations (UEFA) expressasse o seu descontentamento.

Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, declarou, através de um comunicado, que “a UEFA está empenhada em fazer tudo o que é possível para eliminar esta doença do futebol”. Neste sentido, relembraram a sua parceria com a rede FARE (Futebol Contra o Racismo na Europa) e que são o organismo federativo com penas mais severas para casos como estes, desde o encerramento parcial do estádio até à punição de um jogador com 10 jogos de suspensão.

A federação argumentou que “de maneira mais ampla, a família do futebol – de administradores a jogadores, treinadores a adeptos – precisa trabalhar com governos e ONG para travar uma guerra contra os racistas e marginalizar as suas visões repugnantes para a sociedade. As próprias federações de futebol não podem resolver esse problema por si só. Os governos também precisam fazer mais. Somente trabalhando juntos, em nome da decência e da honra, progrediremos”.

As manifestações de racismo que levaram à interrupção do jogo por duas vezes, provocaram, ainda, o pedido de demissão do presidente da União Búlgara de Futebol, Borislav Mihaylov, bem como manifestações do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, contra o sucedido.

Adaptação da notícia da Lusa publicada no Diário de Notícias a 15 de outubro de 2019