Arquivo mensal: Dezembro 2019

Sanna Marin já é primeira-ministra da Finlândia

Parlamento da Finlândia aprovou esta terça-feira a nomeação de Sanna Marin para o cargo de primeira-ministra, sendo agora com 34 anos a mais jovem chefe de Governo do mundo

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© EPA/KIMMO BRANDT

Sanna Marin irá liderar uma coligação governamental de centro-esquerda composta por cinco partidos, aprovada no Eduskunta (designação original do parlamento finlandês) com 99 votos favoráveis e 70 contra. Conseguiu assim uma maioria de 117 deputados no Parlamento, composto por 200 assentos.

A mais jovem primeira-ministra escreveu no twitter que a “Finlândia pode melhorar, é nisso que estamos a trabalhar. Queremos construir uma sociedade em que todas as crianças se podem tornar em alguma coisa e em que todas as pessoas possam viver e crescer com dignidade”.

Esta nova equipa governamental vai integrar as mesmas forças políticas do anterior executivo: o Partido Social-Democrata (SDP, de Sanna Marin), o liberal Partido de Centro, os Verdes, a Aliança de Esquerdas e o minoritário Partido Popular Sueco (SFP). Quatro forças políticas desta coligação são lideradas por mulheres, três delas com pouco mais de 30 anos.

A nova primeira-ministra finlandesa foi nomeada oficialmente esta terça-feira à tarde, juntamente com os 18 ministros que integram o novo executivo, pelo presidente da Finlândia, Sauli Niinistö. A tomada de posse de Sanna Marin e da equipa governativa permitiu que a nova primeira-ministra represente a Finlândia na reunião do Conselho Europeu, que terá lugar dia 12 e 13 deste mês de dezembro em Bruxelas. 

A Finlândia ocupa ainda a presidência rotativa da União Europeia (UE) até ao final do ano. A chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, congratulou, também pelo Twitter, a nova primeira-ministra finlandesa”É com grande prazer que congratulo a nova primeira-ministra finlandesa Sanna Marin. A Finlândia realmente levou as questões de género para o próximo nível: todos os partidos da coligação são liderados por mulheres”.

Sanna Marin é assim a mais jovem governante em exercício do mundo, ultrapassando o austríaco Sebastian Kurz, de 33 anos, que, depois de ter assumido o cargo de chanceler da Áustria em 2017 com 31 anos, está atualmente a negociar a formação de um governo, após a vitória nas eleições legislativas de setembro passado.

Adaptação da notícia de Lusa publicada no Diário de Notícias a 10 de dezembro de 2019

Portugal cai no ranking dos parâmetros ambientais

O país cai 8 posições no Índice de Desempenho das Alterações Climáticas 2020. Deixa de estar classificado com um desempenho “alto” e passa a estar com um “médio” nos parâmetros ambientais em análise, com exceção feita para as políticas climáticas

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© Rui Oliveira/ Arquivo Global Imagens

Mesmo estando entre os países que mais esforços fizeram para implementar políticas climáticas, Portugal fica aquém dos objetivos na transição energética para os recursos renováveis, o que fez com que o país descesse 8 lugares no Índice de Desempenho das Alterações Climáticas 2020. 

Os resultados foram divulgados esta terça-feira, durante a 25.ª Cimeira das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas. Segundo a análise, Portugal ocupa agora a 25.ª posição entre 57 países. Apenas a Polónia e a Bulgária tiveram quedas superiores à de Portugal.

No levantamento anual da Rede Internacional de Ação Climática, Portugal – anteriormente a pertencer ao grupo de nações com uma avaliação “alta” – foi caracterizado como “médio” nos parâmetros de utilização de energias renováveis e emissão de gases com efeito de estufa. Somente ao nível das políticas climáticas, o país manteve uma classificação “alta”.

Em comunicado, a associação ambientalista zero explica que no ano de 2017 “o país foi atingido por grandes incêndios florestais, para além de anos de seca que levaram a um forte decréscimo do recurso à produção hidroelétrica renovável, levando a um aumento na utilização de centrais a carvão. Isso reflete-se na classificação baixa ou até muito baixa nos indicadores de tendência nas categorias energia renovável e uso de energia”.

O primeiro-ministro anunciou, em outubro, que o Governo está preparado para encerrar a central termoelétrica do Pego no final de 2021 e fazer cessar a produção da central de Sines, as instalações mais poluentes do país – sendo responsáveis por 15% das emissões de gases de efeito de estufa produzidos em Portugal – em setembro de 2023.

Adaptação da notícia de Rita Rato Nunes publicada no Diário de Notícias a 10 de dezembro de 2019

Portugal tem comunicações 20% mais caras que o resto da UE

Os preços das comunicações em Portugal são 20% mais caros e os da Internet 31%, comparando com a média da União Europeia

Preços das comunicações em Portugal são 20% mais elevados do que a média da União Europeia
Preços das comunicações em Portugal são 20% mais elevados do que a média da União Europeia
© Tony Dias/Global Imagens


Segundo uma análise da Autoridade da Concorrência (AdC) ao setor divulgada esta segunda-feira e publicada no site da AdC para consulta pública, o regulador acrescenta que os pacotes vendidos em Portugal são 13% mais caros do que a média europeia e identifica os preços mais elevados em Portugal como uma “vulnerabilidade” em termos de concorrência”, tal como a “reduzida mobilidade” dos consumidores e o “elevado número” de reclamações.

No comunicado divulgado, a AdC afirma ainda que “”a atual política de fidelização reduz a fração de consumidores disponíveis para mudar de operador, reduzindo o efeito disciplinador sobre os preços de mercado, inovação e qualidade de serviço e, em resultado, os incentivos à concorrência, o que deixa os consumidores mais vulneráveis ao exercício de poder de mercado”.

O presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), João Cadete de Matos, falou do assunto na abertura do 29.º congresso das Comunicações (APDC) defendendo que seria “essencial” uma redução do preço das comunicações e acesso à Internet em Portugal, criando “condições para se inverta” a disparidade.

Porém, também em novembro, a Apritel, associação do setor das telecomunicações, divulgou um estudo que colocava Portugal no segundo lugar, de um grupo de 10, dos países com o pacote de serviços de comunicações mais baixo da Europa.

Adaptação da notícia de Lusa publicada no Diário de Notícias a 9 de dezembro de 2019

Rússia não é excluída do Euro2020

AMA anuncia que exclusão da Rússia não engloba Euro2020

A Rússia é uma das 20 seleções já apuradas para o Euro2020
A Rússia é uma das 20 seleções já apuradas para o Euro2020
© Recine/File Photo

A Agência Mundial de Antidopagem (AMA) tomou a decisão de excluir a Rússia dos Jogos Olímpicos e do Campeonato do Mundo durante 4 anos devido à utilização de doping. Porém, a seleção russa foi autorizada a jogar no Euro2020.

O facto de a Rússia estar permitida a jogar e receber provas do próximo europeu dá-se porque a UEFA não tem estatudo de “organizador de grandes eventos” em relação ao incumprimento dos regulamentos antidoping.

Segundo o que afirmou o presidente honorário da União de Futebol da Rússia e outrora vice-presidente da FIFA, Viacheslav Koloskov, esta segunda-feira à agência Interfax, a decisão “não afeta a celebração dos jogos do Europeu de 2020 e a final da Liga dos Campeões. A decisão da Agência Mundial Antidopagem (AMA) não anula a decisão da UEFA. Não há motivos para isso”.

A decisão foi tomada pelo comité da AMA mas é passível de recurso para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS). Também a FIFA afirma que entrará em contacto com a Agência Mundial Antidopagem (AMA) para “esclarecer as consequências” do castigo imposto à Rússia.

Os play—off estão marcados para março do próximo ano e existem ainda quatro vagas a serem decididas, sendo que Rússia é já uma das vinte seleções apuradas de forma direta.

Adaptação da notícia publicada no Diário de Notícias a 9 de dezembro de 2019

União Europeia aprova verba para inovação das baterias de lítio

3,2 mil milhões que se juntam a cinco mil milhões de investimento privado.

© Ivan Alvarado/Reuters

Na segunda feira, dia 9 de dezembro, foi aprovado o financiamento de pouco mais de 3 mil milhões de euros para que um consórcio de sete países pudesse começar o desenvolvimento de baterias de lítio com maior duração e mais amigas do ambiente.

Um projeto de interesse europeu que envolve Alemanha, Bélgica, Finlândia, França, Itália, Polónia e Suécia que vão investir os 3,2 mil milhões de euros na área da investigação e inovação de prioridades comuns na área das baterias.

Com este financiamento, é esperado pela Comissão Europeia captar mais cinco mil milhões de euros de investimento privado, até 2031. Com 17 participantes de várias áreas, principalmente industrial, é um projeto de desenvolvimento de tecnologias inovadoras e sustentáveis para baterias de iões de lítio que duram mais e têm tempos de carregamento menores. Acresce a isto serem mais seguras e sustentáveis a nível ambiental (quando comparadas às baterias usadas atualmente).

Adaptação da notícia publicada na TSF a 9 de dezembro de 2019

Governo estuda solução para escassez de medicamentos

ministra da saúde, Marta Temido © Mário Cruz/Lusa

Marta Temido, Ministra da Saúde, garante que o Governo procura formas de combater a falta de medicamentos para doenças crónicas.

Para Temido, a escassez de medicamentos que afeta a Europa tem um motivo, “globalização” e “deslocalização” dos centros de produção para outras regiões do mundo.

À margem do conselho de ministros da saúde, que teve lugar em Bruxelas, Marta Temido afirma “Aquilo que constatámos foi que as dificuldades que o nosso país sente se sentem também noutros países e são sobretudo resultantes da globalização do mercado e da deslocalização de algumas áreas de produção para países como a Índia ou a China” continuou a ministra “uma maior dificuldade no acesso a substâncias que entram na fabricação de determinados fármacos, ou alguns fármacos em concreto”.

Estão ser procuradas soluções no contexto europeu com “os países todos alinhados na sua definição de estratégias, além das estratégias nacionais, para que de uma forma mais europeia incentivem que determinadas empresas se fixem em Portugal ou regressem aos países europeus e se fixem”.

Adaptação da notícia publicada na TSF a 9 de dezembro de 2019

Boris Johnson promete Brexit até 31 de janeiro

primeiro ministro britânico durante a apresentação do programa.© EPA/WILL OLIVER

O manifesto conservador é dominado pelo assunto “Brexit”, apresentado a três semanas das eleições. O primeiro-ministro britânico promete negociar um novo acordo de comércio com a UE até ao último dia do mês de janeiro. Também na saúde prevê recruta de 12 mil enfermeiros no estrangeiro.

Boris Johnson prometeu recrutar 50 mil enfermeiros para trabalharem no sistema nacional de saúde, promessa feita na apresentação do programa do Partido Conservador para as elições de 12 de dezembro. Faz também parte deste programa a promessa de “unir o país e resolver o caos” com a execução do Brexit até 31 de janeiro.

Este documento, com cerca de 50 páginas, foi apresentado em Telford, West Midlands e viu a “luz do dia” a pouco menos de três semanas das eleições antecipadas do Reino Unido, apelidadas por Johnson de “as mais cruciais da história moderna”.

Antes do Natal a proposta de saída do Brexit será apresentada para votação pelos deputados finalizada até 31 de janeiro. Para Boris, o consumar do Brexit é a resolução para a “amargura e caos” bem como para “dar gás ao potencial de todo o país”.

Em relação à saúde, parece essencial a reintrodução de bolsas de estudo para estudantes, incentivos para retenção de 19 mil profissionais e recrutamento de 12 mil enfermeiros fora do Reino Unido. Estes últimos terão uma taxa reduzida para obter um visto de trabalho. Para os Trabalhistas os números de enfermeiros a contratar fora do país é insuficiente para as cerca de cem mil vagas por preencher no sistema nacional de saúde britânico.

Adaptação da notícia publicada no Diário de Noticias a 25 de novembro de 2019

Hungria abandona Eurovisão por supostas conexões à comunidade LGBTQ+

Festival da Eurovisão de 2020, a realizar-se na Holanda, não contará com a participação da Hungria

Ainda sem nenhuma reação oficial, a saída da Hungria do festival Europeu poderá estar relacionada com a suposta associação da Eurovisão à comunidade LGBTQ+, avança o jornal britânico “The Guardian”.

Neste próximo ano, os participantes que integrem o concurso a nível nacional que elege o representante húngaro para a Eurovisão, à semelhança do que acontece em Portugal no Festival da Canção, irão apenas ter a oportunidade de estar presentes em vários eventos e festivais a nível nacional. A presença no festival Europeu será nula.

Fontes da MTVA (empresa estatal que reúnve vários média) ao “The Guardian” e o site de jornalismo independe index.hu avançam que a saída ainda não se encontra justificada, mas que acreditam que o argumento que a Eurovisão é “demasiado gay” estará na base desta decisão.
Em resposta a estas alegações, o porta-voz do primeiro-ministro húngaro afirma que são “fakes news“.

Esta questão já chegou ao parâmetro da política nacional, tendo um deputado questionado um dos ministros húngaros do porquê da saída da Eurovisão, obtendo a resposta que de a decisão tinha sido tomada pelos meios de comunicação social e não pelo governo húngaro.

A União Europeia de Radiodifusão, organizadora do evento, esclarece que não é primeira vez que os países fazem uma pausa na sua participação na Eurovisão, inclusive a Hungria.

Adaptação da notícia publicada no Jornal de Notícias a 28 de novembro de 2019

Portugal é dos países que mais sofre com o Brexit

Em 2020 e 2021 os efeitos do Brexit serão sentidos na economia portuguesa, podendo ascender até 1150 milhões de euros


© Manuel de Almeida/Lusa

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) alerta para as consequências do Brexit nas economias dos países Europeus e Portugal poderá sofrer mais do que países como a Alemanha, Fraça e Itália.

Segundo o jornal Dinheiro Vivo e as previsões da OCDE, em 2020 e 2021 poderá suceder-se a uma erosão direta do PIB português superior a 1150 milhões de euros, uma situação que tirá um impacto negativo de 0,53%. Comparando com países como a Itália que poderão atingir -0,52% do PIB em dois anos, a Alemanha com -0,49% e a França com -0,46%, o nosso país encontra-se numa situação minimamente preocupante.

Analisando o resto da Europa, os países que mais sofrerão com a separação do Reino Unido da União Europeia serão a Irlanda (redução de 1,46% do PIB), a seguir a Bélgica (-0,9%) e em terceiro a Holanda (-0,88%). Por outro lado, países como a Eslovénia e a Hungria irão ser menos afetadas, ambas perdendo o equivalente a 0,37% do seu PIB nos dois primeiros anos a seguir ao Brexit.

Turismo na sombra

Eduardo Santander, diretor executivo da European Travel Commission, organização internacional responsável pela promoção da Europa como destino turístico, afirma que “uma saída sem acordo vai afetar os fluxos turísticos através das variáveis macroeconómicas, impactos no sentimento dos consumidores e disrupção no setor das viagens”.

Adaptação da notícia publicada no Diário de Notícias a 26 de novembro de 2019

Vhils exibe obras em Cabo Verde com o apoio da UE

Arista português honra o político que lutou pela indendência, Amílcar Cabral, e a cantora mais conhecida de Cabo Verde, Cesária Évora


Obra de Vhils na Cidade da Praia, em Cabo Verde
© Fernando Pina/ Lusa

Na Cidade da Praia e no Mindelo , Cabo Verde, as paredes estão agora mais preenchidas com as obras do artista português. Retratos de personagens indiscutíveis para a história do país e para o povo Cabo Verdiano são apresentados na parede da escola secundária do bairro.

A iniciativa foi levada a cabo pelas associações cabo-verdianas África 70 e Pilorinhu, no âmbito do projeto comunitário Xalabas di Kumunidadi e financiada pela delegação da União Europeia em Cabo Verde.

Através das suas redes sociais, o artista português comentou que “Acredito no poder que a arte tem para mudar percepções, narrativas e preconceitos e, como tal, espero que esta obra contribua para ajudar a revelar o incalculável valor humano e cultural desta comunidade e de Cabo Verde”.

Adaptação da notícia publicada no Diário de Notícias a 26 de outubro de 2019