Hungria abandona Eurovisão por supostas conexões à comunidade LGBTQ+

Festival da Eurovisão de 2020, a realizar-se na Holanda, não contará com a participação da Hungria

Ainda sem nenhuma reação oficial, a saída da Hungria do festival Europeu poderá estar relacionada com a suposta associação da Eurovisão à comunidade LGBTQ+, avança o jornal britânico “The Guardian”.

Neste próximo ano, os participantes que integrem o concurso a nível nacional que elege o representante húngaro para a Eurovisão, à semelhança do que acontece em Portugal no Festival da Canção, irão apenas ter a oportunidade de estar presentes em vários eventos e festivais a nível nacional. A presença no festival Europeu será nula.

Fontes da MTVA (empresa estatal que reúnve vários média) ao “The Guardian” e o site de jornalismo independe index.hu avançam que a saída ainda não se encontra justificada, mas que acreditam que o argumento que a Eurovisão é “demasiado gay” estará na base desta decisão.
Em resposta a estas alegações, o porta-voz do primeiro-ministro húngaro afirma que são “fakes news“.

Esta questão já chegou ao parâmetro da política nacional, tendo um deputado questionado um dos ministros húngaros do porquê da saída da Eurovisão, obtendo a resposta que de a decisão tinha sido tomada pelos meios de comunicação social e não pelo governo húngaro.

A União Europeia de Radiodifusão, organizadora do evento, esclarece que não é primeira vez que os países fazem uma pausa na sua participação na Eurovisão, inclusive a Hungria.

Adaptação da notícia publicada no Jornal de Notícias a 28 de novembro de 2019