Portugal cai no ranking dos parâmetros ambientais

O país cai 8 posições no Índice de Desempenho das Alterações Climáticas 2020. Deixa de estar classificado com um desempenho “alto” e passa a estar com um “médio” nos parâmetros ambientais em análise, com exceção feita para as políticas climáticas

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© Rui Oliveira/ Arquivo Global Imagens

Mesmo estando entre os países que mais esforços fizeram para implementar políticas climáticas, Portugal fica aquém dos objetivos na transição energética para os recursos renováveis, o que fez com que o país descesse 8 lugares no Índice de Desempenho das Alterações Climáticas 2020. 

Os resultados foram divulgados esta terça-feira, durante a 25.ª Cimeira das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas. Segundo a análise, Portugal ocupa agora a 25.ª posição entre 57 países. Apenas a Polónia e a Bulgária tiveram quedas superiores à de Portugal.

No levantamento anual da Rede Internacional de Ação Climática, Portugal – anteriormente a pertencer ao grupo de nações com uma avaliação “alta” – foi caracterizado como “médio” nos parâmetros de utilização de energias renováveis e emissão de gases com efeito de estufa. Somente ao nível das políticas climáticas, o país manteve uma classificação “alta”.

Em comunicado, a associação ambientalista zero explica que no ano de 2017 “o país foi atingido por grandes incêndios florestais, para além de anos de seca que levaram a um forte decréscimo do recurso à produção hidroelétrica renovável, levando a um aumento na utilização de centrais a carvão. Isso reflete-se na classificação baixa ou até muito baixa nos indicadores de tendência nas categorias energia renovável e uso de energia”.

O primeiro-ministro anunciou, em outubro, que o Governo está preparado para encerrar a central termoelétrica do Pego no final de 2021 e fazer cessar a produção da central de Sines, as instalações mais poluentes do país – sendo responsáveis por 15% das emissões de gases de efeito de estufa produzidos em Portugal – em setembro de 2023.

Adaptação da notícia de Rita Rato Nunes publicada no Diário de Notícias a 10 de dezembro de 2019