Arquivo da categoria: Dinheiro

Confiança dos consumidores estável

Em Outubro, e de acordo com os dados da Direção-geral dos Assuntos Económicos e Financeiros da Comissão Europeia, após as quedas verificadas nos dos meses anteriores, os consumidores ganharam confiança no que diz respeito à moeda única, registando uma ligeira subida de 0,2 pontos, para os -2,7 pontos.

Este acontecimento deu-se tanto na zona euro como no conjunto da União Europeia, depois das quedas registadas em Agosto e Setembro.

Adaptação da notícia publicada no Dinheiro Vivo a 23 de outubro de 2018

Estados-membros da UE reduzem IVA dos jornais online e livros digitais

Este ano, dia 2 de outubro, o Conselho dos Assuntos Económicos e Financeiros chegou a um acordo, que agrega os ministros das Finanças dos 28 estados-membros da União Europeia, faltando agora a aprovação formal dos chefes de Estado no formato de Conselho Europeu.

Os livros digitais, jornais online e outras publicações eletrónicas poderão vir a ter uma taxa inferior de IVA, ao contrário do que era antes, por imposição das regras europeias.  Os Estados-membros poderão alinhar o IVA das publicações eletrónicas com o regime mais favorável que está em vigor para publicações físicas tradicionais.

A Comissão Europeia afirma que este é o último passo para  assegurar que o tratamento desigual entre os dois produtos (papel e digital) seja algo do passado. Esta proposta já vem a ser pensada desde o final de 2016, sendo que agora com a nova directiva, a taxa terá de ser no mínimo de 5%, salvo algumas excepções de Estados-membros que têm taxa zero ou quase zero.

Adaptação da notícia publicada no Jornal de Negócios a 2 de outubro de 2018

Isenção fiscal à McDonald’s no Luxemburgo é legal

A Comissão Europeia recentemente determinou que o regime fiscal de Luxemburgo que isenta a McDonald’s de pagar impostos sobre os lucros, não é uma ajuda de Estado ilegal.

Em dezembro de 2015, após uma investigação sobre as isenções de impostos de 2009 a parte dos lucros da McDonald’s, a CE concluiu que o regime não vai contra o acordo sobre a dupla tributação entre Luxemburgo e os Estados Unidos.

Margrethe Vestager, comissária europeia, afirma que a investigação mostrou que”a dupla tributação resulta de uma incompatibilidade entre as legislações fiscais luxemburguesa e americana e não de um tratamento especial dado pelo Luxemburgo.”

Adaptação da notícia publicada no Jornal Económico a 19 de setembro de 2018

Dívida portuguesa é a terceira mais alta e défice é o segundo maior Europeu

Portugal regista a terceira dívida mais alta da União Europeia e o segundo maior défice orçamental na zona euro.

A Eursotat revê a diminuição da dívida pública portuguesa de 2017, apesar de ela continuar a terceira mais elevada da União Europeia.

A dívida pública da UE também foi revista, e baixou para os 81,6%. A dívida pública da zona euro apresenta um rácio de 86,8% do Produto Interno Bruto (PIB) face ao número registado em 2016 – 89,1%.

Os estados-membros que apresentaram uma maior dívida pública são a Grécia (176,1% do PIB), a Itália (131,2%),  Portugal (124,8% — um recuo face aos 129,2% de 2016), a Bélgica (103,4%), a França (98,5%) e Espanha (98,1%).

Quanto ao défice orçamental Portugal apresentou em 2017 o segundo maior défice (3,0%).

O défice da zona euro recuou de 1,6% em 2016 para 1,0% do PIB de 2017. Já o défice da União Europeia recuou para os 1,0% face aos 1,7% de 2016.

Adaptação da notícia publicada na TSF a 22 de outubro de 2018

Centro de Negócios do Fundão ganha prémio RegioStars

A RegioStars premiou o Centro de Negócios do Fundão, distinguido por melhorar a vida das pessoas e pela criação de emprego.

O projeto na autarquia do Fundão teve um investimento dos fundos europeus de 2,4 milhões de euros no centro de negócios, o que vai permitir a criação de 500 postos de trabalho qualificado.

O prémio que distingue projetos na área do desenvolvimento sustentável e da redução de dióxido de carbono foi entregue a uma empresa finlandesa pela criação de uma técnica menos poluente de reciclar algodão. Este projeto tem como objetivo reduzir o desperdício e o uso de produtos químicos.

Na categoria de património cultural, o país de Gales foi premido pelo seu centro cultural linguístico e pela revitalização da aldeia Nant Gwrtheyrn .

Já a região espanhola de Murcia venceu o prémio na área de acolimento de imigrantes. Nesta, o projeto pretende proporcionar bens básicos como casas, saúde e apoio profissional.

Adaptação da notícia publicada na Euronews a 12 de outubro de 2018

Google recorre da multa recorde imposta pela União Europeia

O grupo norte-americano Google anunciou que recorreu contra a multa recorde de 4,34 mil milhões de euros, imposta em julho pela União Europeia (UE) por abuso de posição dominante do sistema de exploração para “smartphones Android”.

Esta sanção visava punir a Google por violação das regras ‘anti-trust’ (de concorrência) da União Europeia (UE). A posição dominante do seu sistema operativo para ‘smartphones’, Android, garantia a predominância das suas próprias aplicações – com destaque para o serviço de navegação Chrome.

O valor da multa ultrapassa o anterior recorde, de 2,42 mil milhões, também atribuída à Google em junho de 2017 por favorecimento do serviço de comparação de preços ‘Google Shopping’ em relação aos seus concorrentes.

O sistema de exploração Android é utilizado por 80% dos aparelhos na Europa e em todo o mundo, sendo o também gigante Apple a principal exceção.

O recurso pode tardar anos a ser julgado pela justiça europeia.

O tribunal da UE, composto de pelo menos um juiz por Estado-membro, é uma das duas jurisdições do Tribunal de Justiça da UE, cuja sede é no Luxemburgo.

Adaptação da notícia publicada no Dinheiro Vivo a 9 de outubro de 2018

Comissão Europeia e Bill Gates lançam fundo de investimento no domínio das energias limpas

A Comissão Europeia e a Breakthrough Energy, de Bill Gates, criaram o fundo de investimento comum Breakthrough Energy Europe (BEE) no valor de 100 milhões de euros para financiar o investimento em novas tecnologias de energias limpas.

Dispondo de uma capitalização de 100 milhões de euros, o fundo irá centrar-se na redução das emissões de gases com efeito de estufa e na promoção da eficiência energética nos setores da eletricidade, dos transportes, da agricultura, da indústria transformadora e dos imóveis na União Europeia (UE).

O BEE – que deverá estar operacional no próximo ano e associa financiamento público e capital de risco a longo prazo – irá apoiar empresas europeias inovadoras no desenvolvimento “de tecnologias radicalmente novas no domínio das energias limpas e a assegurar a sua introdução no mercado”, refere um comunicado.

Metade do capital do fundo será assegurada pela Breakthrough Energy e a outra metade pelos instrumentos financeiros com partilha de riscos InnovFin, financiados pelo programa Horizonte 2020. Esta, é, portanto, uma parceria público-privada.

“Temos que reduzir as emissões, até chegarmos às emissões zero, e a resposta para isso é a inovação”, disse Bill Gates, após a assinatura do memorando de entendimento que lançou o BEE.

Adaptação da notícia publicada no Diário de Notícias a 17 de outubro de 2018

Cientista português ganha financiamento europeu milionário

Edgar Gomes, do Instituto de Medicina Molecular, integra consórcio que vai receber 10 milhões de euros para estudar as células dos músculos. A ideia é obter novas pistas sobre as doenças que afetam estes tecidos.

O investigador Edgar Gomes, do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes, da Universidade de Lisboa, é um dos vencedores das bolsas milionárias Synergy do Conselho Europeu de Investigação (ERC, na sigla de língua inglesa). O cientista português integra um consórcio de três centros de investigação europeus, que ganhou uma bolsa com o valor de 10 milhões de euros para os próximos seis anos.

Edgar Gomes receberá 3,5 milhões de euros para os próximos seis anos, o mesmo valor que os seus dois outros parceiros, os investigadores Michael Way, do Instituto Francis Crick, no Reino Unido, e Carolyn Moores, do Birkbeck College, da Universidade de Londres, também no Reino Unido.

Em conjunto, os grupos liderados pelos três cientistas vão estudar os processos de desenvolvimento das células dos músculos, a sua estrutura e fisiologia, para perceber como as células musculares se desenvolvem e interagem entre si, e para poderem obter novas pistas sobre as doenças que afetam os músculos

A filosofia destas bolsas, que tal como todas as outras bolsas ERC são atribuídas por concurso, e financiadas pelo programa Horizonte 2020 (o programa-quadro europeu para investigação científica e a inovação tecnológica), é possibilitar que investigadores e centros europeus de excelência possam “juntar conhecimentos, recursos e capacidades complementares, para colaborar sobre problemas na fronteira da ciência”, como explica o ERC.  São ao todo 250 milhões de euros para 27 consórcios.

Os 27 consórcios vencedores (de um conjunto de 295 candidaturas) totalizam 88 investigadores coordenadores, provenientes de 63 universidades e centros de investigação, de 17 países europeus.

Adaptação da notícia publicada no Diário de Notícias a 23 de outubro de 2018

Transferências bancárias vão ser imediatas e grátis na Europa

A partir do dia 21 de novembro começou a ser possível realizar uma transferência de dinheiro em 10 segundos.  E de borla. Para já, só em nove países, mas a iniciativa será alargada a todos até novembro de 2018.

Para já, as operações estão limitadas a um valor máximo de 15000€  e a nove países – Espanha, Alemanha, Itália, Áustria, Estónia, Letónia, Holanda, Finlândia e Lituânia.  Até novembro do próximo ano o objetivo é que estas operações estejam disponíveis em todos os 31 países e bancos europeus dentro da Zona Única de Pagos em Euros (SEPA).

Assim, o Banco Central Europeu (BCE) vai arrancar com o sistema TIPS (target instant payment settlement) que visa melhorar as transferências bancárias entre os países.

A promessa é de que o dinheiro passará a estar disponível na conta de qualquer pessoa ou empresa em apenas 10 ou 20 segundos; hoje, uma transferência bancária demora, em média, 24 horas e, em alguns casos, se a ordem for dada pouco antes de um fim de semana, pode chegar a demorar até quatro dias. O TIPS permitirá aos cidadãos e às empresas efetuar pagamentos através do seu banco, em qualquer ponto da área do euro numa questão de segundos, contribuindo para aprofundar a integração da área do euro, explica o BCE.

O sistema evita os intermediários – o dinheiro para cobrir as operações sairá diretamente de um fundo que as entidades do sistema bancário europeu que aderirem terão depositado previamente. E estará disponível 24 horas por dia, 365 dias por ano.

Para já, a grande dificuldade, sobretudo para as empresas, é que estas transferências instantâneas terão um limite máximo de apenas 15 mil euros por operação. A boa notícia é que estes pagamentos internacionais – que inicialmente serão gratuitos – terão um preço máximo para os bancos de 0,20 cêntimos por operação, pelo menos durante os dois primeiros anos de funcionamento, pelo que as transferências de dinheiro para outros países europeus deverão ficar bem mais baratas para todos.

Texto adaptado de notícia publicada no Diário de Notícias a 16 de novembro de 2017

Queda de produção na Europa faz disparar preço do vinho a granel

A forte quebra de produção nos principais países vitivinícolas europeus, como Espanha, Itália e França está a fazer disparar os preços do vinho a granel. A quebra na produção destes países deve-se às geadas e ao período de seca que se enfrenta. Em Portugal, apesar da colheita maior, os preços estão, também, a crescer, visto que, em 2016, a colheita foi curta.

Só em Castilha La Mancha, o acréscimo é da ordem dos 65% a 70%. Apesar da forte seca, Portugal é uma exceção, porque se espera uma campanha um pouco maior, mas nem por isso os preços deixaram de crescer: no Alentejo, por exemplo, os preços do granel praticamente duplicaram desde 2010, o último ano de grande produção em Portugal.

Frederico Falcão, presidente do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) diz que, tendencialmente, os preços vão continuar a aumentar à medida que a procura aumenta também.

Em outubro, a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) deu a conhecer as previsões mundiais para a colheita de 2017. Portugal continuar a ser o 11.º maior produtor e 9.º maior exportador.

Para Portugal, esta queda na produção pode ser algo positivo, uma vez que pode criar oportunidades de mercado. As exportações nacionais de vinho estão a bater máximos históricos desde 2010. Sendo que, no primeiro semestre de 2017, as exportações de vinho aumentaram 10%.

Texto adaptado de artigo publicado no Diário de Notícias a 24 de outubro de 2017