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BCE deve deixar taxas de juro inalteradas na próxima reunião

O Banco Central Europeu deverá manter inalteradas as taxas de juro de referência para a zona euro na sua reunião de quinta-feira, em Frankfurt. Mario Draghi. Fotografia: REUTERS/Kai Pfaffenbach

O Banco Central Europeu (BCE) deverá manter inalteradas as taxas de juro de referência para a zona euro na sua reunião de quinta-feira, em Frankfurt, segundo os analistas ouvidos pela Lusa. O economista chefe do Montepio Geral, Rui Bernardes Serra, considera que, depois de na reunião de dezembro o BCE ter estendido por mais nove meses o programa de compra de dívida e de ter anunciado que, a partir de 1 de abril, o ritmo de compras mensais será reduzido, é esperada uma “manutenção das taxas de juro e do essencial do programa”.

Adaptação de notícia publicada no Dinheiro Vivo a 8 de março.

Brexit: “vai demorar anos e sair muito caro” alerta Juncker

A saída do Reino Unido da União Europeia vai demorar anos e sair muito cara, voltou a alertar o presidente da Comissão Europeia.

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No Parlamento belga, esta terça-feira, Jean-Claude Juncker disse que “é preciso que os britânicos saibam, e já sabem, que não terão descontos ou que pagarão zero. Os britânicos devem respeitar os compromissos em cujas decisões estiveram envolvidos, pelo que a fatura será muito pesada”.

Bruxelas poderá exigir ao governo de Londres compensações até 60 mil milhões de euros por incumprimento de compromissos orçamentais, garantias de empréstimos e custos de projetos baseados nesse país.

Estas estimativas foram feitas pela equipa de Michel Barnier, negociador do Brexit em nome da Comissão Europeia.

Adaptação de notícia publicada na Euronews a 21 de fevereiro.

Economia cresce 1,4% e supera todas as previsões em 2016

PIB acelerou para 1,9% no quarto trimestre, indica o INE. Economia tem melhor final do ano desde 2008, igualando marca de 2013.

António Costa. Fotografia: ANDRÉ KOSTERS / LUSA

A economia portuguesa acelerou em termos reais no quatro trimestre, crescendo 1,9% face a igual período de 2015, e terminou o ano com uma expansão de 1,4%, sendo que este último valor que supera todas as previsões mais recentes, indicam dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Em todo o caso, a economia desacelerou face a 2015. Segundo o INE, “no 4º trimestre de 2016, o Produto Interno bruto (PIB) registou, em termos homólogos, um aumento de 1,9% em volume”, desempenho mais forte do que o do 3º trimestre, quando a economia cresceu 1,6%.

Adaptação de notícia publicada no Dinheiro Vivo a 14 de fevereiro.

Comissão Europeia e FEI criam apoio a microfinanciamento

A Comissão Europeia e o Fundo Europeu de Investimento (FEI) lançaram um novo apoio para fornecedores de microfinanciamento e de financiamento de empresas sociais. A iniciativa,  denominada por janela de investimento, visa negócios desenvolvidos no âmbito do programa europeu para o Emprego e a Inovação Social (EaSI).

Os dois parceiros nesta iniciativa esperam que o ecossistema para o microfinanciamento e o empreendedorismo social se reforcem com mais investimentos nas economias europeias.

A comissária da União Europeia, Marianne Thyssean, que inaugurou a janela, acredita que o projeto vai “ajudar os intermediários financeiros selecionados a desenvolver as suas atividades a longo prazo e fornecer um acesso contínuo a financiamento por parte das microempresas e das empresas sociais da Europa. Responde às necessidades das instituições financeiras que desejam desenvolver as suas capacidades e reforçar a oferta no mercado”.

In Jornal Económico

Custo da mão-de-obra sobe 3,6% em Portugal

Os custos horários da mão-de-obra aumentaram, no terceiro trimestre (abril a junho), 1,5% na zona euro e 1,9% na União Europeia, segundo dados divulgados pelo Eurostat. Em Portugal, o indicador cresceu 3,6%.

Esta subida, apenas em território português, representa o dobro do aumento, relativamente a toda a Zona Euro e União Europeia.

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da EU, a Roménia (14,7%), a República Checa (9,0%), a Bulgária (8,4%), a Letónia (7,7%) e a Lituânia (6,8%) foram os países onde os custos horários da mão-de-obra mais subiram.

A Croácia (-6,5%), Malta (-2,1%) e Itália (-0,5%) foram os países onde o indicador recuou.

In Jornal Económico

Zona euro cresce mais do que o esperado com ajuda de Espanha e Alemanha

O crescimento económico vai regressar à zona euro que, impulsionada por Espanha e Alemanha deverá avançar 1,7% em 2016, diz o FMI.

Christine Lagarde, diretora-geral do FMI. Fotografia: Mariana Bazo/REUTERS

Alemanha e Espanha vão recuperar o crescimento económico já este ano e ajudar, desta forma, a zona euro a crescer mais do que o esperado. A previsão é do FMI que esta terça-feira atualizou o seu Economic Outlook para a economia mundial.

Num ano que será de “desafios”, com a China a pressionar todos os países do mundo, o FMI reviu em baixa o crescimento para a economia mundial. Em 2015, o mundo terá crescido 3,1%, em 2016 e 2017 crescerá 3,4% e 3,6% – menos do que Lagarde esperava em outubro. Será, por isso, um ano de “desilusão”, diz o FMI.

A pesar no crescimento – ou falta dele – estará a China que “atravessa um período de transição económica” e que deverá crescer ao ritmo mais baixo dos últimos 25 anos: 6,3% em 2016, reduzindo para 6% em 2017. “O crescimento da economia chinesa está a evoluir como o previsto, mas com uma desaceleração mais rápida do que o esperado”, refere o FMI, sinalizando um travão nas exportações e importações como consequência do desinvestimento e da desaceleração da atividade industrial.

Apesar disto, na zona euro, o crescimento será acima do que se previa inicialmente: 1,7%, o mesmo que a Alemanha, sozinha, deverá conseguir já este ano e uma décima acima do que inicialmente se previa.

Notícia publicada no Dinheiro Vivo a 19 de janeiro.

Trabalhadores terão 30 dias para confirmar se querem reforma antecipada

Regras das reformas antecipadas vão mudar, anunciou ministro do Emprego e da Segurança Social.

Vieira da Silva, ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, disse na SIC Notícias que “o Orçamento para a Segurança Social [é] equilibrado e [dá] resposta aos compromissos assumidos pelo Governo”, revelando ainda que o Governo alterou as regras de acesso à reforma antecipada.

No programa ‘Negócios da Semana’, o ministro explicou que muitos contribuintes são penalizados por não terem conhecimento do valor real da pensão antes do pedido de reforma antecipada, situação que o novo modelo prevê combater. As novas regras, indicou Vieira da Silva, darão “à pessoa uma oportunidade de pensar duas vezes antes de embarcar numa solução que pode parecer interessante do ponto de vista do curto prazo, mas que tem atrás de si cortes que podem chegar a 50% do valor da pensão, que a pessoa poderia ter direitos se permanecesse mais tempo no mercado do trabalho”.

Por outro lado, Vieira da Silva garantiu que os trabalhadores com as carreiras contributivas mais longas terão penalizações menores no caso de pré-reforma, considerando que o modelo em prática é “extremamente penalizador”. E sublinhou que os cortes nas pensões previstos pelo atual Governo são inferiores aos estimados pelo Executivo anterior, de Passos Coelho e Paulo Portas.

Notícia publicada no Diário de Notícias a 21 de janeiro.

Grupo de 31 países assina acordo de troca de informação entre multinacionais

Maioria dos países integra a União Europeia. Objetivo passa por evitar que empresas multinacionais, através de manobras contabilísticas, deslocalizem os seus resultados.

Um grupo de 31 países assinou em janeiro um acordo internacional que estabelece um intercâmbio automático de informação relativa a multinacionais, que terão de detalhar os seus benefícios e outras áreas da atividade nos Estados em que vigora o pacto.

Segundo a agência de notícias espanhola EFE, este acordo é o primeiro passo do projeto BEPS, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e do G20, para evitar que as empresas multinacionais, através de manobras contabilísticas, deslocalizem os seus resultados para territórios que oferecem uma fiscalidade mais favorável.

A maioria dos membros desta iniciativa (20 dos 31 países) é membro da União Europeia, incluindo as cinco maiores economias (Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Espanha), mas a lista inclui ainda Estados com uma fiscalidade atrativa para as empresas (Áustria, Bélgica, Holanda e Luxemburgo).

Além destes, também a Suíça e o Liechtenstein, acusados de forma reiterada de atuar como paraísos fiscais, a Austrália, o Chile, a Costa Rica, o Japão, a Malásia, o México, a Nigéria, a Noruega e a África do Sul aderiram ao acordo.

Concretamente, este acordo significa que os países signatários aceitam e declaram que a autoridade competente vai recolher, tratar e trocar informações que lhe serão fornecidas pelas empresas multinacionais, sendo que estas informações serão confidenciais, pelo que são cobertas pelo sigilo fiscal.

Notícia publicada no Público a 27 de janeiro.

Programa Erasmus para jovens empreendedores está de volta

O programa europeu “Erasmus para jovens empreendedores” é um programa de intercâmbio transfronteiriço, que dá a aspirantes e a novos empresários, a possibilidade de aprenderem com outros que já dirigem pequenas empresas noutros países.

Para se ser elegível, a start-up tem de ter menos de 3 anos ou tem de existir um plano de negócios que prova a sua firme determinação em abrir um negócio.

Também tem de ser residente permanente num país da União ou do programa COSME, que actualmente inclui o Montenegro, a Turquia e a Antiga República Jugoslava da Macedónia (FYROM).

Com o Erasmus para jovens empreendedores, os participantes podem passar 1 a 6 meses com um empresário de um dos países participantes, podendo dividir a estadia em diferentes períodos. Por exemplo, podem ficar duas semanas por mês, mas tem de acabar o programa no espaço de um ano.

Para a sua estadia no estrangeiro, recebem ajudas de transporte e para as despesas do dia-a-dia, um valor que depende do país para onde vão.

O programa é coordenado em cada país pelos pontos de contacto locais da União Europeia, que o vão orientar pelo programa de intercâmbio e pagar os apoios a que tiver direito.

Notícia publicada na Euronews a 03 de março.

Acordo fiscal da Google no Reino Unido na mira de Bruxelas

A gigante continua na mira da Comissão Europeia. A tecnológica acordou pagar 172 milhões de impostos em atraso, mas o acordo não convence. 
Fotografia: REUTERS/ Mark Blinch

A Comissão Europeia vai investigar o novo acordo fiscal entre a Google e Bruxelas. Este mês, a gigante tecnológica chegou a um acordo para pagar cerca de 172 milhões de euros de impostos em atraso, depois de uma investigação do fisco britânico ter detectado falhas nos pagamentos desde 2005.

Margrethe Vestager, comissária responsável pela concorrência, já fez saber que acordos entre estados-membros e empresas são anti-concorrenciais e podem constituir ajuda estatal – proibida segundo a lei europeia por poder desregular o funcionamento do mercado.

A Comissária europeia, em entrevista à BBC, afirmou que neste momento “é muito cedo para decisões” uma vez que não conhece os detalhes do acordo. Mas acrescentou: “se considerarmos matérias de preocupação, se alguém dos escrever a dizer “isto não devia ser assim”, aí iremos investigar”.

O The Guardian refere que o SNP (Partido Nacional Escocês) já fez chegar o seu pedido ao comissariado liderado por Vestager para que Bruxelas abra uma investigação a este acordo, acrescentando que o partido trabalhista deverá repetir o pedido, dando inicio a uma nova investigação.

Notícia publicada no Dinheiro Vivo a 28 de janeiro.