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Transferências bancárias vão ser imediatas e grátis na Europa

A partir do dia 21 de novembro começou a ser possível realizar uma transferência de dinheiro em 10 segundos.  E de borla. Para já, só em nove países, mas a iniciativa será alargada a todos até novembro de 2018.

Para já, as operações estão limitadas a um valor máximo de 15000€  e a nove países – Espanha, Alemanha, Itália, Áustria, Estónia, Letónia, Holanda, Finlândia e Lituânia.  Até novembro do próximo ano o objetivo é que estas operações estejam disponíveis em todos os 31 países e bancos europeus dentro da Zona Única de Pagos em Euros (SEPA).

Assim, o Banco Central Europeu (BCE) vai arrancar com o sistema TIPS (target instant payment settlement) que visa melhorar as transferências bancárias entre os países.

A promessa é de que o dinheiro passará a estar disponível na conta de qualquer pessoa ou empresa em apenas 10 ou 20 segundos; hoje, uma transferência bancária demora, em média, 24 horas e, em alguns casos, se a ordem for dada pouco antes de um fim de semana, pode chegar a demorar até quatro dias. O TIPS permitirá aos cidadãos e às empresas efetuar pagamentos através do seu banco, em qualquer ponto da área do euro numa questão de segundos, contribuindo para aprofundar a integração da área do euro, explica o BCE.

O sistema evita os intermediários – o dinheiro para cobrir as operações sairá diretamente de um fundo que as entidades do sistema bancário europeu que aderirem terão depositado previamente. E estará disponível 24 horas por dia, 365 dias por ano.

Para já, a grande dificuldade, sobretudo para as empresas, é que estas transferências instantâneas terão um limite máximo de apenas 15 mil euros por operação. A boa notícia é que estes pagamentos internacionais – que inicialmente serão gratuitos – terão um preço máximo para os bancos de 0,20 cêntimos por operação, pelo menos durante os dois primeiros anos de funcionamento, pelo que as transferências de dinheiro para outros países europeus deverão ficar bem mais baratas para todos.

Texto adaptado de notícia publicada no Diário de Notícias a 16 de novembro de 2017

Queda de produção na Europa faz disparar preço do vinho a granel

A forte quebra de produção nos principais países vitivinícolas europeus, como Espanha, Itália e França está a fazer disparar os preços do vinho a granel. A quebra na produção destes países deve-se às geadas e ao período de seca que se enfrenta. Em Portugal, apesar da colheita maior, os preços estão, também, a crescer, visto que, em 2016, a colheita foi curta.

Só em Castilha La Mancha, o acréscimo é da ordem dos 65% a 70%. Apesar da forte seca, Portugal é uma exceção, porque se espera uma campanha um pouco maior, mas nem por isso os preços deixaram de crescer: no Alentejo, por exemplo, os preços do granel praticamente duplicaram desde 2010, o último ano de grande produção em Portugal.

Frederico Falcão, presidente do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) diz que, tendencialmente, os preços vão continuar a aumentar à medida que a procura aumenta também.

Em outubro, a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) deu a conhecer as previsões mundiais para a colheita de 2017. Portugal continuar a ser o 11.º maior produtor e 9.º maior exportador.

Para Portugal, esta queda na produção pode ser algo positivo, uma vez que pode criar oportunidades de mercado. As exportações nacionais de vinho estão a bater máximos históricos desde 2010. Sendo que, no primeiro semestre de 2017, as exportações de vinho aumentaram 10%.

Texto adaptado de artigo publicado no Diário de Notícias a 24 de outubro de 2017

Eurodeputados aprovam manutenção de benefício nas ajudas às pescas em países resgatados

O Parlamento Europeu (PE) aprovou hoje regras que preveem a continuidade da majoração em dez pontos percentuais das taxas de cofinanciamento comunitário para projetos no setor das pescas nos países sob assistência financeira, como Portugal.

A medida, aprovada por 463 votos a favor, 22 contra e 2 abstenções, visa facultar a disponibilização antecipada de recursos financeiros e facilitar a execução dos programas operacionais no âmbito do Fundo Europeu das Pescas.

Maria do Céu Patrão Neves (PSD), a relatora do PE sobre esta proposta, salientou que “a crise económica que afeta a Europa dificulta a disponibilização pelos Estados-membros dos recursos financeiros necessários à boa execução dos programas operacionais do Fundo Europeu das Pescas”.

A medida “constitui um útil contributo para a simplificação e celeridade do financiamento, permitindo imprimir uma importante dinamização aos projetos e investimentos no setor das pescas e, consequentemente, contribuindo para a promoção do crescimento económico e criação de emprego em regiões onde a atividade piscatória representa uma dimensão socioeconómica relevante, como é o caso dos Açores”, acrescentou.

Com a luz verde do PE, a Comissão Europeia poderá continuar a aplicar uma majoração de dez pontos percentuais – até ao máximo de 100% – nas taxas de cofinanciamento dos eixos prioritários dos programas operacionais apoiados pelo Fundo Europeu das Pescas, até ao final do período de elegibilidade e à apresentação do pedido de pagamento final das despesas declaradas, mesmo que nessa data o Estado-membro em causa já não esteja sob assistência financeira.

A continuidade do cofinanciamento majorado irá reduzir o esforço exigido aos orçamentos nacionais dos países sob assistência financeira, entre os quais Portugal, sem contudo alterar o nível global de financiamento da União Europeia.

Publicado em RTP a 25 de fevereiro de 2014

Acordo entre UE e Mercosul melhora PIB português em pelo menos 0,2%

A aprovação de um acordo comercial entre a União Europeia e o Mercado Comum do Sul (Mercosul) teria um impacto de 0,2% na riqueza portuguesa, segundo um novo estudo realizado pela Universidade Católica Portuguesa.

“Usando a mesma metodologia do estudo da Universidade de Manchester, de 2008, e aplicando o modelo à economia portuguesa, os resultados apontam para um impacto de 0,2% no PIB nacional, à volta de 290 milhões de euros”, o dobro da vantagem para a Europa, disse à Lusa o diretor do centro de estudos aplicados da Católica.

Em declarações à Lusa à margem da Segunda Conferência sobre o Acordo União Europeia – Mercosul, Ricardo Ferreira Reis explicou que “este será o patamar mínimo de impacto que o acordo poderá ter, uma vez que o estudo é feito sem ter em conta o ajustamento que a economia fará depois da implementação do acordo”, o que deverá aumentar o impacto.

Questionado sobre os setores onde o impacto será mais pronunciado, o economista disse que “há um impacto menor, até negativo, na agricultura e produção animal”, mas salientou que “o impacto é amplamente positivo na parte das indústrias de fabricação de têxteis e vestuário, e os bens de capital e investimento”.

Um acordo entre os dois blocos comerciais, vincou Ricardo Ferreira Reis, “teria um impacto maior e imediato na economia portuguesa precisamente naquilo que tem faltado nos últimos anos, que é o investimento”.

As negociações de comércio livre entre a União Europeia e o Mercosul iniciaram-se em 1999, tendo conhecido um novo impulso no ano passado, com a troca de ofertas de acesso ao mercado, em maio, e com uma primeira ronda negocial em Bruxelas, em outubro. Em dezembro, os negociadores reúnem-se novamente em Buenos Aires para tentarem alcançar um acordo.

Adaptação de notícia publicada no Diário de Notícias a 13 de novembro.

Portugal cria muito emprego pouco qualificado e mal pago

Comissão Europeia aponta dedo à “elevada proporção” de empregos criados nas baixas qualificações e aos “salários abaixo da média”.

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Portugal está a conseguir criar emprego e a um ritmo significativo, mas o número de postos de trabalho associados a qualificações mais baixas e a salários reduzidos é “elevado”, alerta a Comissão Europeia. Isto encerra perigos.

A tendência, que não é nova sequer, limita o potencial da economia, o crescimento a prazo, além de ser um impedimento para as pessoas virem a ter mais rendimento, poder de compra e maior qualidade de vida.

A falta de investimento dos últimos anos pode ter agravado ainda mais o problema, pois acabou por limitar ainda mais as oportunidades, têm alertado repetidamente várias instituições, como a própria Comissão, o FMI, o Banco de Portugal ou a OCDE.

O Dinheiro Vivo procurou saber junto da Comissão, em Bruxelas, o que pode explicar o embaratecimento aparente da economia via fator trabalho (comparativamente aos seus parceiros europeus) quando há várias medidas no terreno para devolver salários, como a atualização do salário mínimo.

Notícia publicada no Dinheiro Vivo a 13 de novembro.

Europa deverá crescer 2,4% em 2017

Em abril, o Fundo Monetário Internacional estimava um crescimento de apenas 0,5%. Previsões para 2018 também foram revistas em alta.

Fotografia: D.R.

A economia europeia deverá crescer 2,4% este ano e 2,1% em 2018, de acordo com as estimativas mais recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI).

As novas previsões, divulgadas esta segunda-feira, representam uma revisão em alta em relação às avançadas em abril – 0,5% em 2017 e 0,2% em 2018 – e significam um aumento de 0,7 pontos percentuais em relação ao crescimento registado em 2016.

“Todas as economias europeias estão a crescer e o continente tornou-se o motor do comércio global mas os países deverão ter uma almofada orçamental para acomodar as suas economias em eventuais momentos de crise”, refere o Regional Economic Outook”.

Para a zona euro, as novas previsões do FMI apontam para um crescimento de 2,1% este ano e 1,9% no próximo. Em abril, as estimativas eram de0,5% e 0,3%, respetivamente.

A Espanha deverá ser o país com o aumento (3,1%) do PIB em 2017, mais 2,6 pontos percentuais do que o esperado nas anteriores previsões. A Alemanha surge a seguir com 2% (mais 1,6 p.p.) e a França com 1,6% (mais 1,4 pontos do que em abril).

A Itália deverá crescer 1,5% este ano, mais 0,8 pontos do que o previsto há sete meses.

Já a economia do Reino Unido, que na previsão anterior deveria ter um crescimento negativo de 0,5% aparece agora a subir 1,7% em 2017.

Notícia publicada no Dinheiro Vivo a 13 de novembro.

Portugal tem as maiores remessas de emigrantes da União Europeia

Entre os Estados-membros Portugal é o país com o maior saldo de verbas provenientes do exterior, segundo dados do Eurostat.

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Portugal, com um total de 3343 milhões de euros, tem o maior saldo entre os Estados-membros da União Europeia (UE) no que diz respeito às verbas provenientes de pessoas residentes fora do país, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo gabinete de estatísticas da UR, Eurostat.

Num total de 24.064 milhões de fluxos de emigrantes na UE, Portugal tem a maior fatia (3343 milhões), seguindo-se a Polónia (3014 milhões), o Reino Unido (2454 milhões) e a Roménia (2449 milhões), segundo dados referentes a 2016. O gabinete de estatísticas da UE nota, por outro lado, que as verbas recebidas por Portugal dizem apenas respeito a remessas de trabalhadores expatriados.

Considerando remessas de emigrantes residentes noutro Estado-membro, a Polónia passa para primeiro lugar (2654 milhões de euros), a Roménia para segundo (2141 milhões) e Portugal para terceiro (2091 milhões).

Os imigrantes residentes em França são os que que mais remessas enviam em toda a UE (9986 milhões de euros), seguindo-se os que estão no Reino Unido (7086), em Espanha (6765) e na Alemanha (4214 milhões de euros).

Da UE, saíram 42.476 pessoas em 2016, sendo o saldo das entradas negativo.

Notícia publicada no Público a 13 de novembro.

Economia cresce 1,4% e supera todas as previsões em 2016

PIB acelerou para 1,9% no quarto trimestre, indica o INE. Economia tem melhor final do ano desde 2008, igualando marca de 2013.

António Costa. Fotografia: ANDRÉ KOSTERS / LUSA

A economia portuguesa acelerou em termos reais no quatro trimestre, crescendo 1,9% face a igual período de 2015, e terminou o ano com uma expansão de 1,4%, sendo que este último valor que supera todas as previsões mais recentes, indicam dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Em todo o caso, a economia desacelerou face a 2015. Segundo o INE, “no 4º trimestre de 2016, o Produto Interno bruto (PIB) registou, em termos homólogos, um aumento de 1,9% em volume”, desempenho mais forte do que o do 3º trimestre, quando a economia cresceu 1,6%.

Adaptação de notícia publicada no Dinheiro Vivo a 14 de fevereiro.

Comissão Europeia e FEI criam apoio a microfinanciamento

A Comissão Europeia e o Fundo Europeu de Investimento (FEI) lançaram um novo apoio para fornecedores de microfinanciamento e de financiamento de empresas sociais. A iniciativa,  denominada por janela de investimento, visa negócios desenvolvidos no âmbito do programa europeu para o Emprego e a Inovação Social (EaSI).

Os dois parceiros nesta iniciativa esperam que o ecossistema para o microfinanciamento e o empreendedorismo social se reforcem com mais investimentos nas economias europeias.

A comissária da União Europeia, Marianne Thyssean, que inaugurou a janela, acredita que o projeto vai “ajudar os intermediários financeiros selecionados a desenvolver as suas atividades a longo prazo e fornecer um acesso contínuo a financiamento por parte das microempresas e das empresas sociais da Europa. Responde às necessidades das instituições financeiras que desejam desenvolver as suas capacidades e reforçar a oferta no mercado”.

In Jornal Económico

Custo da mão-de-obra sobe 3,6% em Portugal

Os custos horários da mão-de-obra aumentaram, no terceiro trimestre (abril a junho), 1,5% na zona euro e 1,9% na União Europeia, segundo dados divulgados pelo Eurostat. Em Portugal, o indicador cresceu 3,6%.

Esta subida, apenas em território português, representa o dobro do aumento, relativamente a toda a Zona Euro e União Europeia.

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da EU, a Roménia (14,7%), a República Checa (9,0%), a Bulgária (8,4%), a Letónia (7,7%) e a Lituânia (6,8%) foram os países onde os custos horários da mão-de-obra mais subiram.

A Croácia (-6,5%), Malta (-2,1%) e Itália (-0,5%) foram os países onde o indicador recuou.

In Jornal Económico