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Brexit: UE descarta cimeira em novembro

A União Europeia concordou a 17 de outubro, em Bruxelas, que o progresso nas negociações com o Reino Unido não justificava agendar uma nova cimeira em novembro.

Depois da primeira-ministra britânica ter discursado, e após o Reino Unido sair da sala, o chefe-negociador da UE, Michel Barnier, fez o ponto de situação, ao que os líderes dos 27 países concordaram que “não foram alcançados suficientes progressos” que permitissem um acordo mais rápido e breve para a concretização do Brexit.

De acordo com várias fontes diplomáticas, os 27 chefes de Estado e de Governo europeus apoiaram a decisão do negociador-chefe da UE e afirmaram estarem prontos para convocar um novo Conselho de Segurança quando Branier perceber se se deram progressos nas negociações.

Portugal está representado no Conselho Europeu pelo primeiro-ministro, António Costa, que no primeiro dia do Conselho Europeu, e não prestou declarações sobre o ‘Brexit’.

Adaptação da notícia publicada no Diário de Notícias a 17 de outubro de 2018

União Europeia financia 100 mil euros para combater Ébola em África

A União Europeia ajuda a Cruz Vermelha a combater o surto de Ébola na República Democrática do Congo.

A União Europeia aprovou o financiamento de 100 mil euros para combater a doença, nas operações do Uganda e Ruanda. A UE vai ainda financiar o combate à cólera no Zimbabué com 90 mil euros.

As ajudas financeiras à Cruz Vermelha têm por objetivo prevenir a transmissão do vírus e a deteção de casos e respetivos tratamentos.

Quanto ao caso do Zimbabué, o financiamento vai ajudar 15 mil pessoas residentes na zona do Harare, infetadas com o vírus que causa a cólera. Só em setembro deste ano, já morreram 48 pessoas com o vírus.

Adaptação da notícia publicada no Jornal i a 27 de setembro de 2018

A União Europeia apoia a desnuclearização da Península da Coreia

A UE declarou hoje o seu apoio aos esforços de pacificação nas Coreias, que considerou um pilar essencial, não só para a paz regional como mundial.

Após o encontro da União Europeia com a Coreia do Sul, que sucedeu a cimeira dos 28 países asiáticos que integram a ASEM (Asian-European Meeting), o bloco europeu reforçou “procurar o progresso das relações inter-coreanas, a desnuclearização e o estabelecimento de um regime pacífico na Península Coreana, vital para a paz e a segurança não só no Nordeste Asiático, mas também a nível mundial”.

A União Europeia subscreveu ao apelo a que a Coreia do Norte desmantele o seu arsenal nuclear, bem como armas de destruição maciça, mísseis balísticos, etc.

Os 28 países presentes sublinharam ainda o apoio aos esforços diplomáticos feitos pela Coreia do Sul, para com a Coreia do Norte.

A Guerra da Coreia (1950-53) terminou com a assinatura de um armistício, que o líder da Coreia do Norte, KimJong-un pretende ver agora substituído por um tratado de paz.

Adaptação da notícia publicada na TSF a 19 de outubro de 2018

ONG pedem à UE para para liderar negociações sobre alterações climáticas

As Organizações não-governamentais e especialistas pediram à União Europeia para comandar as negociações sobre as alterações climáticas dentro da ONU, devido ao fraco envolvimento de certos países.

Seguindo as diretrizes do Acordo de Paris, de 2015, as ONG apelaram à UE para “dar um passo em frente”, como afirmou o ativista da ActionAid International, Harjeet Singh, no âmbito da conferência sobre as alterações climáticas realizada em Bangecoque.

Singh criticou também as tomadas de posição frente ao aquecimento global de países como os Estados Unidos da América, a Nova Zelândia e a Austrália.

Mais de 2.000 delegados de 182 países e da UE participam nesta conferência, que tem como objetivo chegar a um acordo sobre orientações e regras para serem aprovadas na Cimeira do Clima (COP 24), que se realiza na Polónia em dezembro.

Estas orientações devem ser em concordância com o Acordo de Paris (2015), que apresenta um plano de ação destinado a limitar o aquecimento global a um valor abaixo dos dois graus centígrados, entre outras medidas.

Adaptação da notícia publicada no Diário de Notícias a 4 de setembro de 2018

Imagem da UE é a melhor de sempre

O Eurobarómetro aponta que a imagem da União Europeia atingiu a maior percentagem favorável de sempre, com 68% dos inquiridos a considerarem positivo pertencerem à UE.

A imagem da UE atingiu o melhor registo de sempre, numa altura em que se aproxima a data de concretização do Brexit. O último barómetro realizado em setembro mostra que 62% dos europeus inquiridos pensam que pertencer à UE é “uma coisa boa”.

Para além deste ponto positivo, sublinha-se o facto de 68% dos entrevistados considerarem que é benéfico  para o país pertencer à UE.

Este estudo conclui ainda o favoritismo português à União Europeia, sendo Portugal o país com o  valor mais favorável do conjunto de 28 países: 67% dos portugueses consideram “uma coisa boa” pertencer à UE. 78% acreditam que Portugal ganhou com a adesão ao bloco europeu.

Quanto à permanência do Reino Unido na UE, 66% dos europeus entrevistados votam em “ficar” enquanto, no caso de Portugal, vota-se 72% a favor.

Este barómetro, no qual participaram 27.474 cidadãos europeus dos 28 países-membros, sinaliza um aumento da satisfação dos inquiridos relativamente ao funcionamento da democracia no projecto europeu. Em Portugal, 61% estão satisfeitos com o modo de funcionamento democrático e 49% mostram-se agradados com o conjunto da UE.

Adaptação da notícia publicada no Jornal de Negócios a 17 de outubro de 2018

O melhor centro de tratamento de resíduos europeu

Situa-se em Liubliana, na Eslovénia, e é o centro de tratamento de resíduos mais moderno da Europa. A RCERO recebe atualmente 170 mil toneladas de lixo de 58 municípios.

98% destes resíduos são reciclados, isto é, são transformados em objetos ou em combustível. Comparativamente, em Portugal essa percentagem ronda apenas os 30%.

Alguns dados estatísticos sobre a fábrica apontam que um terço do lixo esloveno é tratado na fábrica e que anualmente são tratadas 170 mil toneladas de lixo. 98% do seu lixo é reciclado e somente 2% do lixo vai para aterro.

No inicio do processo de implementação de uma mentalidade mais amiga do ambiente muitas pessoas negavam a reciclagem e questionavam porque aderir à ideia. Hoje em dia, o estranho é não se reciclar.

A fábrica é financiada pelo fundo de Coesão da União Europeia e serve metade da população da capital eslovena.

Adaptação da notícia publicada na euronews a 20 de junho de 2018

Jovens a partir dos 18 anos vão poder viajar gratuitamente pela Europa

A Comissão Europeia anunciou que vai lançar a 19 de novembro o concurso para que  os jovens de 18 anos possam viajar gratuitamente pela Europa, ao abrigo da iniciativa DiscoverEU.

“Na sequência do sucesso da primeira fase do DiscoverEU, a Comissão Europeia vai lançar um segundo concurso para bilhetes grátis em 29 de novembro de 2018. Todos os jovens europeus de 18 anos terão até 11 de dezembro para candidatar-se a um bilhete grátis, tendo a oportunidade de viajar pela Europa entre 15 de abril e 31 de outubro de 2019”,  afirmou o executivo comunitário.

Os viajantes, que têm que ter completado 18 anos até dezembro deste ano, puderam viajar até 30 dias e visitar um ou quatro destinos diferentes.

A ação baseada numa proposta do Parlamento Europeu, tem um orçamento de 12 milhões de euros e já proporcionou a oportunidade de conhecer a Europa a 15.000 jovens europeus.

Adaptação da notícia publicada no Jornal de Notícias a 17 de outubro de 2018

Rússia admite ter sido origem de nuvem radioativa na Europa

No passado dia 20 de Novembro, a agência russa de meteorologia Rosguidromet admitiu ser a Rússia a responsável pela elevada concentração de ruténio-106, uma substância radioativa, na Europa.

O ruténio-106 originou uma nuvem radioativa, detetada em setembro em várias regiões da Rússia, pelas estações de observação de Arguaiach e Novogorny, entre 25 de setembro e 1 de outubro, confirmando os registos de várias entidades europeias que monitorizaram a situação.

Esta nuvem começou a ser detetada noutros países a 29 de setembro e o Instituto de Radioproteção e Segurança Nuclear (IRSN) de França, determinou, após investigação que, provavelmente, a origem dos gases radioativos se situava entre o rio Volga e a Cordilheira dos Urais, que engloba a Rússia.

“Os níveis de concentração de ruténio no ar na Europa, incluindo a França, não têm consequência tanto para a saúde humana como para o ambiente”, observou o IRSN.

Texto adaptado de notícia publicada no Diário de Notícias a 20 de novembro de 2017

Amesterdão recebe Agência Europeia do Medicamento

O Porto ficou em 7.º lugar e foi afastado. Milão, Amesterdão e Copenhaga passaram à segunda ronda de votações. Na 3.ª ronda, houve empate e a decisão foi tomada por sorteio, com a cidade holandesa a ganhar a Milão.

A candidatura portuguesa para acolher a Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês), que abandonará o Reino Unido devido ao “Brexit”, foi excluída na primeira votação.

A cidade de Amesterdão acolherá a agência que sai do Reino Unido, em consequência do Brexit. Segundo avança o site “Politico”, a cidade holandesa empatou a terceira ronda de votações com Milão, tendo vencido por sorteio.

A votação, que decorreu esta segunda-feira, com a participação dos 27 Estados-membros da União Europeia, ditou que a cidade do Porto fosse excluída logo na primeira ronda. Havia 14 concorrentes.

Milão (25 votos), Amesterdão e Copenhaga (ambos com 20 votos) passaram à segunda ronda de votações. O Porto ficou-se pelos 10 votos, sendo a 7ª mais votada, a par de Atenas.

À terceira ronda de votações, Milão e Amesterdão empataram, tendo a cidade holandesa vencido por sorteio.

A candidatura portuguesa corria inicialmente contra outras 18 cidades: Amesterdão (Holanda), Atenas (Grécia), Barcelona (Espanha), Bona (Alemanha) Bratislava (Eslováquia), Bruxelas (Bélgica), Bucareste (Roménia), Copenhaga (Dinamarca), Dublin (Irlanda), Helsínquia (Finlândia), Lille (França), Milão (Itália), Sófia (Bulgária), Estocolmo (Suécia), Varsóvia (Polónia), Viena (Áustria), Zagreb (Croácia) e ainda Malta, que não especificou a cidade.

O Palácio dos Correios, na Avenida dos Aliados, o Palácio Atlântico, na praça D. João I, ou instalações novas na avenida Camilo Castelo Branco eram as três localizações propostas para a EMA no Porto, tendo o autarca Rui Moreira garantido que a sua instalação na cidade não teria custos para Portugal.

Notícia publicada na Renascença a 20 de Novembro.

Bruxelas cria grupo de combate à propagação de notícias falsas

A Comissão Europeia lançou uma consulta pública sobre notícias falsas e desinformação e criou um grupo de peritos para elaborar uma estratégia de combate à propagação da problemática.

Fotografia: REUTERS/Eric Gaillard

“Vivemos numa era em que o fluxo da informação e de desinformação se está a tornar ingerível, é por esta razão que precisamos de dar aos cidadãos as ferramentas necessárias para identificar as notícias falsas, aumentar a confiança na informação disponível online e gerir as informações recebidas”, disse  o vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans.

Por sua vez, o vice-presidente responsável pelo Mercado Único Digital, Andrus Ansip, destacou que é necessário encontrar um equilíbrio entre a liberdade de expressão, o pluralismo dos meios de comunicação social e o direito dos cidadãos a acederem a uma informação diversificada e fiável.

De acordo com a Comissão Europeia, os cidadãos, as plataformas de redes sociais, os órgãos de comunicação social, os investigadores e as autoridades públicas podem apresentar os seus pontos de vista, durante a consulta pública, que se realiza até fevereiro.

Os contributos devem estar relacionados com a forma como as notícias falsas são entendidas pelos cidadãos, a avaliação das medidas já tomadas pelos diversos intervenientes e a realização de eventuais ações futuras para reforçar o acesso dos cidadãos às notícias e impedir a propagação de informações falsas.

Já em junho de 2017, o Parlamento Europeu adotou uma resolução, na qual convida a Comissão Europeia a analisar a situação e o quadro jurídico, no que diz respeito às notícias falsas, bem como a ponderar a possibilidade de uma intervenção legislativa para limitar a divulgação de conteúdos falsos.

Adaptação de notícia publicada no Dinheiro Vivo a 13 de novembro.