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Rússia admite ter sido origem de nuvem radioativa na Europa

No passado dia 20 de Novembro, a agência russa de meteorologia Rosguidromet admitiu ser a Rússia a responsável pela elevada concentração de ruténio-106, uma substância radioativa, na Europa.

O ruténio-106 originou uma nuvem radioativa, detetada em setembro em várias regiões da Rússia, pelas estações de observação de Arguaiach e Novogorny, entre 25 de setembro e 1 de outubro, confirmando os registos de várias entidades europeias que monitorizaram a situação.

Esta nuvem começou a ser detetada noutros países a 29 de setembro e o Instituto de Radioproteção e Segurança Nuclear (IRSN) de França, determinou, após investigação que, provavelmente, a origem dos gases radioativos se situava entre o rio Volga e a Cordilheira dos Urais, que engloba a Rússia.

“Os níveis de concentração de ruténio no ar na Europa, incluindo a França, não têm consequência tanto para a saúde humana como para o ambiente”, observou o IRSN.

Texto adaptado de notícia publicada no Diário de Notícias a 20 de novembro de 2017

Amesterdão recebe Agência Europeia do Medicamento

O Porto ficou em 7.º lugar e foi afastado. Milão, Amesterdão e Copenhaga passaram à segunda ronda de votações. Na 3.ª ronda, houve empate e a decisão foi tomada por sorteio, com a cidade holandesa a ganhar a Milão.

A candidatura portuguesa para acolher a Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês), que abandonará o Reino Unido devido ao “Brexit”, foi excluída na primeira votação.

A cidade de Amesterdão acolherá a agência que sai do Reino Unido, em consequência do Brexit. Segundo avança o site “Politico”, a cidade holandesa empatou a terceira ronda de votações com Milão, tendo vencido por sorteio.

A votação, que decorreu esta segunda-feira, com a participação dos 27 Estados-membros da União Europeia, ditou que a cidade do Porto fosse excluída logo na primeira ronda. Havia 14 concorrentes.

Milão (25 votos), Amesterdão e Copenhaga (ambos com 20 votos) passaram à segunda ronda de votações. O Porto ficou-se pelos 10 votos, sendo a 7ª mais votada, a par de Atenas.

À terceira ronda de votações, Milão e Amesterdão empataram, tendo a cidade holandesa vencido por sorteio.

A candidatura portuguesa corria inicialmente contra outras 18 cidades: Amesterdão (Holanda), Atenas (Grécia), Barcelona (Espanha), Bona (Alemanha) Bratislava (Eslováquia), Bruxelas (Bélgica), Bucareste (Roménia), Copenhaga (Dinamarca), Dublin (Irlanda), Helsínquia (Finlândia), Lille (França), Milão (Itália), Sófia (Bulgária), Estocolmo (Suécia), Varsóvia (Polónia), Viena (Áustria), Zagreb (Croácia) e ainda Malta, que não especificou a cidade.

O Palácio dos Correios, na Avenida dos Aliados, o Palácio Atlântico, na praça D. João I, ou instalações novas na avenida Camilo Castelo Branco eram as três localizações propostas para a EMA no Porto, tendo o autarca Rui Moreira garantido que a sua instalação na cidade não teria custos para Portugal.

Notícia publicada na Renascença a 20 de Novembro.

Bruxelas cria grupo de combate à propagação de notícias falsas

A Comissão Europeia lançou uma consulta pública sobre notícias falsas e desinformação e criou um grupo de peritos para elaborar uma estratégia de combate à propagação da problemática.

Fotografia: REUTERS/Eric Gaillard

“Vivemos numa era em que o fluxo da informação e de desinformação se está a tornar ingerível, é por esta razão que precisamos de dar aos cidadãos as ferramentas necessárias para identificar as notícias falsas, aumentar a confiança na informação disponível online e gerir as informações recebidas”, disse  o vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans.

Por sua vez, o vice-presidente responsável pelo Mercado Único Digital, Andrus Ansip, destacou que é necessário encontrar um equilíbrio entre a liberdade de expressão, o pluralismo dos meios de comunicação social e o direito dos cidadãos a acederem a uma informação diversificada e fiável.

De acordo com a Comissão Europeia, os cidadãos, as plataformas de redes sociais, os órgãos de comunicação social, os investigadores e as autoridades públicas podem apresentar os seus pontos de vista, durante a consulta pública, que se realiza até fevereiro.

Os contributos devem estar relacionados com a forma como as notícias falsas são entendidas pelos cidadãos, a avaliação das medidas já tomadas pelos diversos intervenientes e a realização de eventuais ações futuras para reforçar o acesso dos cidadãos às notícias e impedir a propagação de informações falsas.

Já em junho de 2017, o Parlamento Europeu adotou uma resolução, na qual convida a Comissão Europeia a analisar a situação e o quadro jurídico, no que diz respeito às notícias falsas, bem como a ponderar a possibilidade de uma intervenção legislativa para limitar a divulgação de conteúdos falsos.

Adaptação de notícia publicada no Dinheiro Vivo a 13 de novembro.

Reino Unido sai da União Europeia às 23:00 do dia 29 de março de 2019

A saída do Reino Unido da União Europeia vai acontecer às 23:00 do dia 29 de março de 2019, disse a primeira-ministra britânica Theresa May.

A data anunciada está incluída no projeto de lei sobre a saída do Reino Unido da União Europeia e que será debatido numa sessão no parlamento britânico agendada para a próxima semana e que deve autorizar o Brexit.

Theresa May, num artigo publicado hoje no jornal Daily Telegraph, escreve que a decisão em informar sobre o exato momento em que o Brexit é aplicado tem como objetivo demonstrar a “determinação” do governo em completar “o processo” de retirada da União Europeia.

“Que ninguém duvide da nossa determinação ou questione as nossas intenções sobre o processo”, escreve a primeira-ministra.

“A data vai ficar escrita ‘preto no branco’ no topo deste texto legislativo. O Reino Unido vai sair da União Europeia no dia 29 de março de 2019, às 23.00”, acrescenta Theresa May.

O texto que vai ser debatido na próxima semana tem como título “Projeto de Lei sobre a Retirada da União Europeia” e vai ser discutido em sede de comissão parlamentar, esperando-se algumas emendas ao texto.

May alerta que “as pessoas esperam que os políticos se unam” no sentido de conseguirem um bom acordo com a União Europeia.

A chefe do executivo diz também que está disposta a escutar as propostas parlamentares para “melhorar o projeto de lei”, mas refere que não aceita as tentativas que possam travar o processo.

“Não vamos tolerar tentativas de onde quer que seja e que venham a utilizar o processo de alterações ao projeto de lei como forma de bloqueio da vontade democrática do povo britânico, tentando atrasar ou obstaculizar a nossa saída da União Europeia”, avisa. A primeira-ministra frisa que o projeto legislativo é “fundamental” para a obtenção de “um ‘Brexit’ correto e ordenado”.

Notícia publicada no Diário de Notícias a 10 de novembro.

UE aprova sanções à Venezuela e 20 Estados-membros avançam com defesa comum

A União Europeia decidiu, dia 13 de novembro, por unanimidade, numa reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros, aplicar sanções à Venezuela, incluindo um embargo de armas e outro material “que possa ser usado para a repressão interna”, e adotou o quadro legar para impor as medidas contra os responsáveis. Em causa está a repressão que existe no país.

Sublinhando que as medidas foram concebidas de modo a não lesar a população venezuelana, cuja situação a UE diz querer aliviar, os chefes de diplomacia da UE esclarecem que as medidas agora formalmente acordadas “consistem num embargo de armas e material relacionado que possa ser usado para a repressão interna, bem como o quadro legal para proibição de viagens e congelamento de bens”.

O Conselho de Negócios Estrangeiros, que teve lugar em novembro, em Bruxelas, tem o chamado formato “Jumbo”, já que parte da sessão será uma reunião conjunta entre os chefes de diplomacia dos 28 e os ministros da Defesa, estando Portugal representado pelos ministros Augusto Santos Silva e José Alberto Azeredo Lopes.

“Estas medidas serão usadas de uma forma gradual e flexível e podem ser alargadas, visando aqueles envolvidos no desrespeito pelos princípios democráticos ou Estado de direito e na violação de direitos humanos. As medidas podem ser revertidas, dependendo da evolução da situação no país, em particular na realização de negociações credíveis, respeito pelas instituições democráticas, adoção de um calendário eleitoral completo e libertação de todos os prisioneiros políticos”, lê-se nas conclusões adotadas pelo Conselho.

in Observador

EUA: “Trumpcare” não convence todos os republicanos

Depois do Obamacare, agora o Trumpcare. Nos Estados Unidos, os republicanos apresentaram um projeto-lei para revogar a Lei de Cuidados de Saúde Acessíveis, mais conhecido como Obamacare. O novo programa, que já conta com a recusa de pelo menos quatro senadores do partido, prevê cortes no investimento do governo no setor da saúde e que pode deixar milhões de norte-americanos sem acesso a seguros de saúde.

“Uma das razões pelas quais fui eleito foi para anular e substituir o “Obamacare”. Há muitas pessoas que acreditam que é uma mudança fundamental, muito importante. Por isso, vamos fazê-lo”, garantiu o presidente norte-americano, Donald Trump.

O novo programa prevê a eliminação do chamado mandato individual, que exige que todos os cidadãos norte-americanos estejam cobertos por algum tipo de convenção sob pena de pagarem multa e vai também permitir que as agências de seguros privadas cobrem até cinco vezes mais pelas apólices aos mais velhos em comparação com clientes mais novos.

Paul Ryan, porta-voz da maioria republicana na Câmara dos Representantes, explicou que “este projeto de lei, a “Lei de Cuidados de Saúde Americana”, mantém a promessa de anular e substituir o Obamacare. Ou seja, haverá mais opções e concorrência de forma a que cada um possa comprar o plano que precisa e que pode pagar”.

Já do lado dos democratas as críticas a este novo programa são muitas. “O Trumpcare força milhões de americanos a pagarem mais por menos cuidados de saúde”, acusou esta segunda-feira o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer.

Adaptada de notícia publicada na Euronews a 8 de março

China propõe suspensão do programa nuclear norte-coreano

A China é o principal aliado da Coreia do Norte, mas a insistência de Pyongyang em desenvolver um programa nuclear e de mísseis balísticos resultou num afastamento.

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, sugeriu a suspensão do programa nuclear da Coreia do Norte e, ao mesmo tempo, das manobras militares dos Estados Unidos na Coreia do Sul, para “amortecer a crise” na Península.

Usando uma metáfora, Wang Yi falou numa “colisão” na Coreia entre “dois comboios que aceleram um contra o outro sem que nenhum dos dois queira ceder a passagem”.

“A nossa prioridade atual é acender a luz vermelha e travar ambas as partes”, afirmou Wang Yi durante uma conferência de imprensa em Pequim.

A suspensão recíproca de ensaios militares “pode ajudar-nos” a reduzir a tensão e “devolver as partes à mesa de negociações”, com vista a solucionar a questão de fundo do programa nuclear norte-coreano, acrescentou Wang.

A China é o principal aliado da Coreia do Norte, mas a insistência de Pyongyang em desenvolver um programa nuclear e de mísseis balísticos resultou num afastamento de Pequim.

A China suspendeu todas as importações de carvão do país vizinho até ao final do ano, uma importante fonte de divisas estrangeiras para Pyongyang.

Em troca, a China quer que Washington recomece as negociações com a Coreia do Norte, visando aliviar a tensão regional.

Adaptação de notícia publicada no Diário de Notícias a 8 de março

Hungria: ONU denuncia estabelecimento de detenção sistemática de refugiados

O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados diz que a Hungria está a “violar as obrigações a respeito do direito internacional e das normas da União Europeia”.

A reação das Nações Unidas surge depois do parlamento húngaro ter votado o restabelecimento da detenção sistemática, em campos junto à fronteira, de todos os migrantes que entram no país, uma medida que tinha sido abolida em 2013 sob pressão da União Europeia e da ONU.

A porta-voz da agência das Nações Unidas para os Refugiados, Cecile Pouilly, afirma que “na prática, significa que cada requerente de asilo, incluíndo crianças, será detido em contentores cercados de arame farpado, na fronteira, por longos períodos de tempo, com um impacto físico e psicológico terrível para mulheres, crianças e homens que já sofreram bastante”.

Numa cerimónia de entrada em funções de 462 novos guardas-fronteiriços, o primeiro-ministro húngaro defendeu a medida, afirmando que o país está “em estado de sítio”.

Viktor Orban disse que “a crise migratória vai durar até que sejam tratadas as raízes do problema. Vai durar até que seja reconhecido, por todos os lados, que a migração é o cavalo de Tróia do terrorismo”.

A Hungria ergueu em 2015 uma enorme barreira para parar os migrantes nas fronteiras com a Sérvia e a Croácia, depois de ter sido um dos principais países de trânsito dos refugiados que tentavam chegar à Europa Ocidental e, desde então, não tem parado de endurecer a legislação a respeito da imigração.

Adaptação de notícia publicada na Euronews a 8 de março

União Europeia aprovou a criação de um quartel-general

A União Europeia aprovou a criação de um quartel-general para as suas operações militares no estrangeiro. Os Estados-membros podem optar por participar nas missões de forma operacional ou apenas como observadores.

No final da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, em Bruxelas, a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, disse sentir-se “muito encorajada pelo facto de termos tomado decisões muito importantes. Há apenas cinco ou seis meses seria impossível imaginar esta situação”.

“Isso mostra que os decisores europeus entenderam que a segurança é uma prioridade para os cidadãos. Obviamente que o ambiente global nos convida a assumir maiores responsabilidades e a maneira de as assumir, nos domínios da defesa e da segurança, é através da União Europeia”, acrescentou Federica Mogherini.

A flexibilidade nesta política tenta acomodar os países mais reticentes quanto à ideia de um futuro exército europeu, tais como Reino Unido, que sempre foi contra o projeto, dizendo que duplica os esforços da NATO.

Mas o Brexit retirou algum do peso ao argumento e há uma maioria de países que defende maior coordenação europeia face às ameaças geopolíticas.

Adaptação de notícia publicada na Euronews a 6 de março

Comissão Europeia lança Corpo Europeu de Solidariedade em Lisboa

No discurso do Estado da União em setembro último, o Presidente Jean-Claude Juncker, convicto de que a solidariedade é o cimento da coesão da Europa, anunciou a criação e os objetivos do Corpo Europeu de Solidariedade: «Existem muitos jovens na Europa, com consciência social, dispostos a dar um contributo significativo à sociedade e a mostrar a sua solidariedade. Nós podemos facultar-lhes a oportunidade de concretizar esses projetos […]. Os jovens de toda a União Europeia poderão assim oferecer-se para ajudar onde for mais necessário e para dar resposta a situações de crise […]».

O Corpo Europeu de Solidariedade vai promover oportunidades concretas de solidariedade para jovens europeus (de 18 a 30 anos) onde mais é necessário e com vários formatos – voluntariado, estágio, trabalho.

O Corpo vai responder às necessidades de comunidades vulneráveis, de estruturas nacionais e locais num vasto leque de temas como alimentação, limpeza de florestas ou integração de refugiados. Ao fomentar a solidariedade, os participantes vão ajudar, aprender, conhecer novas realidades e desenvolver competências essenciais para a sua carreira.

Adaptação de notícia publicada no Portugal2020 a 5 de dezembro