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Eurodeputado José Manuel Fernandes desafia jovens

O Eurodeputado José Manuel Fernandes desafiou os jovens para uma intervenção política ativa e despida de preconceitos na missão de assegurar uma resposta mais forte e efetiva aos grandes desafios que se colocam atualmente a Portugal e à União Europeia.

Intervindo na Pousada da Juventude em Campo do Gerês, Terras de Bouro, no âmbito de uma ação de formação organizada pela distrital de Braga da JSD, José Manuel Fernandes reconheceu a existência de sinais preocupantes no seio da União Europeia, nomeadamente com o regressos de nacionalismos e extremismos, acompanhados de recusa de mais solidariedade e partilha, mas recusou uma visão pessimista.

“Espero que a vossa geração ajude que a União Europeia continue a ser a melhor região para se viver e a mais solidária do Planeta”, declarou o eurodeputado, numa sessão subordinada ao tema “Portugal e a Europa. Passado e Presente. Que Futuro?”.

Apesar dos grandes desafios do presente, José Manuel Fernandes vincou que a União Europeia continua a dispor de recursos e instrumentos privilegiados, aproveitando para reiterar a aposta europeia na juventude, “a geração que maior atenção merece na Estratégia Europa 2020”. A reforçar a ideia, sublinhou ainda o reforço de verbas do Erasmus +.

“A juventude é uma prioridade clara nas políticas da União Europeia. É aos jovens que cabe um papel importante para que a UE seja capaz de se rejuvenescer e ser competitiva”, afirmou, apontando o envelhecimento da população portuguesa e europeia como um dos grandes desafios atuais, a par do fenómeno da globalização, da escassez de recursos e do crescimento demográfico no Planeta.

Adaptação de notícia publicada no VilaVerde.net a 13 de dezembro.

Portugal é dos países europeus com mais chumbos nas escolas

Portugal é ainda o país onde as retenções acontecem de forma mais precoce, segundo um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Apenas 14%  dos alunos que chumbam num ano lectivo tem sucesso escolar no seguinte, conclui um estudo promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos e que está a ser debatido, no Conselho Nacional de Educação (CNE), em Lisboa. As conclusões do estudo, divulgadas pela TSF, provam que o chumbo dos alunos conduz a uma espécie de ciclo vicioso de insucesso escolar.

“Portugal é um dos países da Europa em que mais se chumba. Destaca-se também pela retenção precoce . É um dos países onde mais se chumba até ao 6º ano”, sintetizou à TSF Mónica Vieira, coordenadora de conteúdos da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Os responsáveis por esta investigação pretendiam perceber qual é o efeito de um chumbo e se contribui para aumentar a exigência e, consequentemente, os resultados do aluno, ou se, pelo contrário, apenas os agrava.

”Chumbar não está, de facto, associado a um ganho de aprendizagem, aliás, isto é uma característica que não é só de Portugal. Os dados do estudo o que apontam é que todos os alunos que tiveram um passado de retenção têm, em média, um pior resultado”, explicou Mónica Vieira.

Adaptação de notícia publicada no TSF a 23 de janeiro.

Desigualdades entre os sexos ainda são realidade

Em dezembro de 1977, a ONU decretou o Dia da Mulher. Em 1976, a Constituição Portuguesa consignou a igualdade na lei.

Em 2017, 11 anos depois das quotas na política, o governo fez avançar as quotas nas administrações das empresas. Há quem ache que isso diminui as mulheres e quem lembre que ao ritmo atual levará quase dois séculos para que se chegue à igualdade no mercado de trabalho.

As mulheres merecem ganhar pior porque são mais pequenas, mais fracas e menos inteligentes. A frase, de um eurodeputado polaco, foi repetida em tom de escândalo pelo mundo fora. Certo: é uma frase escandalosa. Pelo menos para quem acredite que mulheres e homens valem o mesmo – que é o que as constituições dos países civilizados estatuem e o que, acredita-se, as pessoas civilizadas defendem. Mas, se assim é, porque é que, mesmo nos países ditos civilizados como Portugal é suposto ser, as mulheres ganham genericamente quase 25% menos do que os homens – e ganham menos mesmo quando têm a mesma idade e formação e experiência – e estão sub-representadas nos cargos de poder? Porquê, se as mulheres estão em maioria nas universidades (são 60% em Portugal), se há mais doutoradas do que doutorados, se em termos de formação académica dão cartas? O que é que se passa? O que é que falha?

Eles são educados para o espaço público, elas para o privado. Elas são oneradas, como por decreto divino, com o cuidado dos filhos e o trabalho doméstico. Uma carga que justifica em grande parte a diferença salarial, como concluiu um estudo recente de uma economista dinamarquesa: as mulheres com filhos têm mesmo menor produtividade, algo que não se passa, pelo contrário, com os homens com filhos. E as mulheres sem filhos, cuja produtividade não é inferior à dos homens, são prejudicadas pelo preconceito contra as mulheres.

Por outro lado, as expectativas que se projetam nas crianças desde muito cedo, desde os brinquedos que lhes oferecem às atitudes que se estimulam e se castigam, e continuam a projetar-se nas pessoas ao longo da vida, moldam sonhos e ambições. Numa famosa palestra sobre desigualdade, a única mulher administradora do Facebook, Sheryl Sandberg, conta como ao receber a delegação de uma empresa, composta por homens e mulheres, eles se sentaram na mesa principal e elas escolheram cadeiras na retaguarda. “Temos de nos sentar à mesa”, concluiu Sandberg, que tem 47 anos e foi eleita para o conselho de administração do FB em 2012. “É só assim que chegamos lá.”

Adaptação de notícia publicada no Diário de Notícias a 8 de março.

Primeiro implante de coração artificial bem sucedido em Portugal

Operação foi feita no Hospital de Santa Marta pela equipa do cirurgião José Fragata, pioneiro em várias intervenções na área cardiotorácica.

O primeiro implante de um coração artificial realizado com sucesso em Portugal foi feito no hospital de Santa Marta, em Lisboa, anunciou esta terça-feira o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

A cirurgia foi realizada ontem, num homem de 64 anos que sofre de doença renal grave, o que impedia um transplante com coração de dador. O doente recebeu uma máquina que fica alojada no tórax e tem apenas uma ligação com o exterior, explicou hoje o médico José Fragata, responsável da cirurgia cardiotorácica do Hospital de Santa Marta, em conferência de imprensa.

O cardiologista explicou que na transplantação são usados fármacos para manter a imunidade do doente controlada, para não haver rejeição do órgão, e que estes fármacos fazem mal aos rins, razão pela qual, como o doente já tinha um problema renal, se optou por um implante.

A operação durou três horas e foi feita em colaboração com um hospital de Leipzig, na Alemanha. Segundo José Fragata, já foram feitos cerca de vinte implantes em Espanha, mas em Portugal nunca se tinha feito nenhum. “Ficamos muito contentes com as primeiras vezes, mas o objetivo é continuar”, disse o cardiologista, acrescentando que há em Portugal 20 a 30 pessoas à espera de transplante de coração e que, destas, seis podem ser candidatas a esta operação.

Adaptação de notícia publicada no Diário de Notícias a 7 de março.

Bolsas do superior vão ser atribuídas para todo o curso

Apoios estatais passam a ser plurianuais em 2017-18, baseando-se num “contrato de confiança” entre o Estado e o estudante

Já a partir de julho, os estudantes do ensino superior que se candidatem a bolsas – pela primeira vez ou para renovação – serão abrangidos por um regime plurianual, válido por todo o curso. A medida, que será apresentada hoje no Parlamento pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, visa simplificar e agilizar processos, baseando-se na confiança mútua entre o Estado e os alunos. Neste ano letivo, quase 94 mil estudantes já se candidataram aos apoios do ensino superior.

“Quero introduzir um sistema de confiança, onde se contratualiza por três anos com os estudantes, de forma que os processos de renovação se tornem mais eficientes”, confirmou ao DN Manuel Heitor, explicando que a medida altera o atual paradigma, em que o aluno, mesmo o que já é bolseiro, tem de provar todos os anos que reúne as condições para receber os apoios antes de ter as verbas desbloqueadas. “Sabemos que os estudantes que se tornam bolseiros tendem a manter-se bolseiros no seu percurso académico”, lembrou. “Em vez de estarmos a impor um sistema de desconfiança dos estudantes, em que estes só depois de certificados recebem, vamos estabelecer um acordo plurianual.”

Caso algum dos pressupostos para receber os apoios fique por cumprir, nomeadamente ao nível do aproveitamento académico, os estudantes poderão ter de “devolver” verbas adiantadas. No entanto, os riscos para o Estado deverão ser diminutos, já que os valores respeitantes a todo o contrato não serão pagos “todos de uma vez”, mantendo-se provavelmente o modelo de financiamento atual.

Os alunos recebem geralmente as bolsas mês a mês, de forma a coincidir com os pagamentos das mensalidades às instituições do ensino superior – a maioria das bolsas atribuídas equivalem aos valores das propinas -, podendo também optar por um pagamento único anual.

Adaptação de notícia publicada no Diário de Notícias a 7 de março.

Portugal é considerado o país mais amigável da Europa

Os portugueses foram considerados o povo mais simpático para os emigrantes, segundo um estudo internacional.

O estudo da InterNations que pretende revelar quais os melhores países para os emigrantes viveram concluiu que Portugal é o país mais amigável da Europa e o décimo mais amigável do mundo.

Portugal foi considerado um país onde é mais fácil fazer amigos e familiarizar-se com os novos hábitos e cultura.

O estudo da InterNations analisa os países baseando-se em fatores como a qualidade de vida, a segurança e a facilidade de adaptação, que depende muito do povo acolhedor. No topo do ranking de afabilidade estão Taiwan, Uganda e Costa Rica.

Adaptação de notícia publicada no Diário de Notícias a 31 de agosto.

PCP vai lançar campanha para a saída do euro

O Partido Comunista Português (PCP) anunciou que, entre janeiro e junho de 2017, vai realizar uma campanha para promover a saída do euro.

A decisão tomada em Comité Central foi comunicada por Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, em conferência de imprensa, na sede nacional do partido, em Lisboa. O secretário-geral do PCP afirmou que “foi decidido realizar uma campanha em torno da libertação da submissão ao euro, entre janeiro e junho de 2017, em articulação com a exigência de renovação da dívida e a recuperação do controlo público da banca”.

Durante a conferência de imprensa, discutiu-se também sobre a saúde e foram pedidas medidas ao Governo que impeçam um novo “caos nas urgências hospitalares” associado ao surto de gripe.

“A possibilidade de se repetirem situações de caos nas urgências hospitalares é real. É necessário impedir situações idênticas às verificadas nos últimos anos, com tempos de espera muito acima do que seria normal e com consequências dramáticas para alguns dos doentes que recorreram a esses serviços”, defendeu.

Adaptação de notícia publicada no Diário de Notícias a 17 de dezembro.