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Empresa portuguesa desenvolve software do arquivo digital da UE

A Keep Solutions está sediada em Braga e foi criada por ex-alunos e professores de Informática e Ciências de Computação da Universidade do Minho. O arquivo digital vai armazenar 75 milhões de ficheiros.

Uma empresa de Braga criou o ‘software’ que vai suportar o arquivo da legislação da União Europeia, um repositório digital que integra mais de 75 milhões de ficheiros, incluindo tratados, regulamentos e acórdãos.

Em comunicado, a Universidade do Minho (UMinho) explica que a tecnologia, apelidada de “Roda”, foi criada por uma das suas ‘spin-offs’*, a Keep Solutions, em parceria com a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas.

“[O Roda] é um repositório capaz de incorporar, preservar e dar acesso a todo o tipo de material produzido por grandes organizações públicas ou privadas. Segue normas internacionais para sistemas de preservação digital, permitindo que a informação permaneça autêntica e acessível ao longo do tempo”, explica o diretor para a inovação da Keep Solutions, Luís Faria.

Segundo a academia minhota, o software português foi selecionado entre várias propostas pelo Serviço de Publicações da União Europeia, sediado no Luxemburgo e que assegura a edição das publicações das instituições europeias.

A Keep Solutions foi fundada há dez anos e dedica-se ao desenvolvimento de soluções avançadas para a área da gestão de informação e da preservação digital, tendo vindo a trabalhar com instituições como a Presidência da República, o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, o Exército e a Marinha, vários ministérios e universidades, dezenas de municípios e outras entidades.

*Spin-off: Empresa derivada, que nasceu a partir de um grupo de pesquisa de uma empresa, universidade ou centro de pesquisa público ou privado, normalmente com o objetivo de explorar um novo produto ou serviço de alta tecnologia.

Adaptação da notícia publicada no Dinheiro Vivo a 25 de julho de 2018

Portugal é o terceiro país que mais sofre de cibercrimes na UE

Portugal é dos países que menos investe na cibersegurança, de acordo com um estudo publicado no site do Gabinete de Estratégia e Estudos, do Ministério da Economia. Em comparação aos outros membros da União Europeia, Portugal é o 3º país que mais sofre de cibercrimes.

O país ocupa ainda o terceiro lugar nos países da UE que correm maior risco de sofrer um ciberataque.

Relativamente à situação das empresas portuguesas “ainda parece não se verificar uma aposta forte na cibersegurança”, sendo que “muitas empresas ainda optam pela internalização desta função, por não considerarem uma área prioritária, o que poderá ser explicado pelo facto de o tecido empresarial ser constituído na sua grande maioria por PME [Pequenas e Médias Empresas], com menos capacidade financeira para fazer face às necessidades de uma política de cibersegurança eficaz”, escreve o autor da investigação, Gabriel Osório de Barros.

Gabriel Osório de Barros fala da “importância de os Governos publicarem ou obrigarem as instituições a publicar informação relativa a ciberataques com base em critérios objetivos”, sendo que defende “a adoção de legislação (…) embora, em geral, [esta] demore a produzir efeitos – os processos legislativos tendem a ser mais lentos que a evolução tecnológica”.

Adaptação da notícia publicada no SOL a 9 de outubro de 2018

Portugal com risco de pobreza acima da média europeia

Portugal apresentava em 2017 uma taxa de 23,3% de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social, acima da média da União Europeia (UE 22,5%). Face à taxa de 2008, em Portugal, houve um recuo de 2,7%.

Face a 2008, a taxa de risco de pobreza ou exclusão social aumentou em dez Estados-membros entre 2008 e 2017, com a principal subida na Grécia (6,7 pontos percentuais, para os 34,8%), em Itália (3,4 pontos, para os 28,9%), Espanha (2,8 pontos, para os 26,6%) e Holanda (2,1 pontos, para os 17%).

Os recuos mais significativos no mesmo período foram registados na Polónia (-11 pontos, para os 19,5%) Roménia (-8,5 pontos, para os 35,7%), Letónia (-6,0 pontos, para os 28,2%) e Bulgária (-5,9 pontos, para os 38,9%). Portugal recuou 2,7% (de 26% para 23,3%)

Na UE, a taxa de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social recuou dos 23,7% em 2008 para os 22,5% em 2017.

Adaptação da notícia publicada no Diário de Notícias a 16 de outubro de 2018

Portugal é dos países da União Europeia que menos gasta em transportes

Portugal é um dos países da União Europeia que menos gastam no sector dos transportes. A conclusão é do gabinete de estatísticas Eurostat, que comparou a percentagem de despesa dos 28 estados-membros da UE face ao produto interno bruto de cada um destes países.

Em 2016, o investimento de Portugal em transportes (1,7% face ao PIB) ficou abaixo da média da União Europeia, de 1,9% face ao PIB.

O investimento em transportes inclui as despesas com gestão, regulação, construção e manutenção de toda a infraestrutura seja em estradas, comboios, transportes aéreos, gasodutos e oleodutos e qualquer outra infraestrutura para transporte de bens.

Luxemburgo, Hungria e República Checa foram os três países que mais apostaram nesta área; no sentido inverso, Chipre, Irlanda e Malta foram os estados-membros que menos deram prioridade ao segmento dos transportes.

O investimento do Estado português na área dos transportes tem estado em debate por causa da situação na CP. Até ao final do primeiro semestre, a empresa pública de comboios executou apenas 4,7 milhões de euros de investimento, ou seja 10,6% da verba prevista no Orçamento do Estado, segundo informações da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO).

Adaptação da notícia publicada no Dinheiro Vivo a 4 de setembro de 2018

Costa defende criação de sistema comum para migrações na União Europeia

O primeiro-ministro, António Costa, propôs a criação de um sistema comum para as migrações na União Europeia (UE), no segundo e último dia do Conselho Europeu que decorreu em Bruxelas.

António Costa reconheceu que a ideia das plataformas de desembarque de migrantes em países terceiros caiu no esquecimento, e defendeu que cada um dos Estados-membros deve participar no sistema comum das migrações de acordo com as suas necessidades, capacidades, e as oportunidades de inserção nas suas sociedades.

Para António Costa, Portugal tem hoje condições não só para acolher migrantes, mas também a necessidade de os receber, uma vez que “em muitas áreas de atividade e em várias regiões” o país tem carência de recursos humanos.

“Porventura, não será sempre assim. Haverá outros países que não têm a necessidade de obter recursos humanos, porque têm taxas de desemprego muito elevadas, mas que podem participar nesse sistema de outra forma. Se tivermos alguma inteligência e espírito efetivamente solidário, podemos ter aqui um bom sistema que evite fraturas internas e nos permita, no respeito pelos valores da UE, assumir as nossas responsabilidades internacionais”, apontou o primeiro-ministro português.

O Conselho Europeu convidou ainda o Parlamento Europeu a analisar, com caráter prioritário, as recentes propostas da Comissão sobre a Diretiva Regresso, a Agência para o Asilo e a Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira. O objetivo é assegurar a utilização o mais eficiente possível dos recursos e desenvolver normas mínimas comuns de vigilância das fronteiras externas, com o devido respeito pela responsabilidade dos Estados-membros.

Adaptação da notícia publicada no Jornal de Notícias a 18 de outubro de 2018

Estudo revela que Portugal é dos países da UE onde a abstenção mais cresceu

Portugal está entre os países da União Europeia com uma taxa de abstenção mais elevada, e o número não tem parado de crescer. Um estudo feito por uma equipa de investigadores universitários responsabiliza os políticos e pede soluções.

A abstenção tem sido frequentemente apontada como um fator negativo nas várias eleições em Portugal. Desde 1975 que a participação tem vindo a diminuir e que o desinteresse em relação à política tem crescido.  Nas primeiras eleições depois do 25 de abril, a percentagem de pessoas a votar situava-se acima dos 90%. Em 2015, este número desceu para os 56,97%.

As causas por trás desta acentuada queda foram estudadas por um grupo de cientistas políticos, coordenado pelo investigador João Cancela, inserido no think tank* português Portugal Talks.

O objetivo deste estudo foi “apresentar uma caracterização atualizada e fidedigna das várias dimensões da abstenção em Portugal, assim como um conjunto de possíveis intervenções que possam levar a um aumento dos níveis participação”. Assim, e depois de um estudo aprofundado, os motivos encontrados vão desde a questão geográfica à forma como os políticos abordam o tema da abstenção.

Relativamente à questão geográfica, depois de comparar os dados da abstenção entre os meios urbanos e os rurais, os investigadores concluíram que é nos meios rurais que menos se vota quando há eleições legislativas, presidenciais e/ou para o Parlamento Europeu. No entanto, a situação inverte-se nas eleições autárquicas.

O estudo não esquece também os sucessivamente referidos problemas com a falta de atualização dos cadernos eleitorais. “As estimativas de população residente afetam de forma particular os municípios rurais, pelo que os níveis oficiais de abstenção podem estar particularmente inflacionados nestas zonas“.

Há ainda uma conclusão que acaba por desmistificar a ideia de que é entre os eleitores mais jovens que a abstenção mais tem crescido. A tendência dos mais jovens (até aos 30 anos) para a abstenção não é um fenómeno recente, acontecendo já desde a década de 1980. Porém, ao longo dos últimos anos verifica-se uma propagação desta tendência para a abstenção ao escalão etário seguinte (entre os 30 e 44 anos).

O grupo de trabalho que elaborou este documento estabeleceu como objetivo encontrar potenciais soluções para resolver e ultrapassar as falhas identificadas. Para isso, lançará para a discussão, na edição de conferências do Portugal Talks, temas como o voto obrigatório ou o voto eletrónico – duas formas possíveis de combater a abstenção.

*Think tank – grupo de especialistas reunidos por uma organização, e nomeadamente por governos, para refletir sobre vários problemas e tentar descobrir maneiras de resolvê-los.

Adaptação da notícia publicada no Observador a 19 de outubro de 2018

Voto electrónico nas eleições europeias testado no distrito de Évora

O Governo vai implementar no distrito de Évora o projecto-piloto de voto electrónico presencial nas eleições europeias, agendadas para 26 de Maio de 2019, anunciou esta quinta-feira o Ministério da Administração Interna.

“A decisão foi hoje comunicada pela secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto, aos autarcas do distrito de Évora, numa reunião que se realizou na sede da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central”, refere o ministério em comunicado.

Segundo o documento, este projecto-piloto resulta das “alterações legislativas às leis eleitorais recentemente aprovadas” pela Assembleia da República.

“O Ministério da Administração Interna congratula-se com a receptividade manifestada pelos autarcas, cujo envolvimento é fundamental para a implementação do projecto”, conclui.

Adaptação da notícia publicada no Jornal de Negócios a 27 de setembro de 2018

Portugal com a 3ª maior subida de preços das casas na União Europeia

Os preços da habitação aumentaram, no segundo trimestre, 4,3% quer na zona euro quer na União Europeia (UE) face ao período homólogo. Portugal registou a terceira maior subida (11,2%) entre os Estados-membros, segundo a informação divulgada pelo Eurostat.

De acordo com o gabinete estatístico da UE, comparando com os primeiros três meses do ano, no segundo trimestre os preços da habitação aumentaram 1,4% na zona euro e na UE.

Em Portugal, os preços da habitação subiram 2,3% do primeiro para o segundo trimestre do ano.

Face ao período homólogo, entre abril e junho as maiores subidas do indicador observaram-se na Eslovénia (13,4%), na Irlanda (12,6%), em Portugal (11,2%) e na Hungria (10,4%), tendo sido registados dois recuos: na Suécia (-1,7%) e em Itália (-0,2%).

Comparando com o primeiro trimestre do ano, as subidas mais significativas aconteceram na Eslovénia (4,2%), em Malta (3,2%), na Letónia e Roménia (3,1% cada), e a única baixa foi registada na Croácia (-0,2%).

Adaptação de notícia publicada no Jornal Económico a 5 de outubro de 2018

Bruxelas alerta para risco de incumprimento no Orçamento para 2018

A Comissão Europeia considerou, no passado dia 22 de novembro, que o esboço de Portugal para o Orçamento de 2018 “pode resultar num desvio significativo” do ajustamento recomendado, pelo que há “riscos de não cumprimento” dos requisitos do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC).

O executivo comunitário já tinha escrito uma carta a Centeno, onde apontava as preocupações relativamente ao tema. Na opinião emitida por este órgão, existe um “risco de não cumprimento” do ajustamento necessário para alcançar o Objetivo de Médio Prazo (de 0,25% do Produto Interno Bruto – PIB) “tanto em 2017 como em 2018”.

Assim, Bruxelas convidou as autoridades a tomarem as medidas necessárias para garantir que o orçamento para 2018 está em conformidade com o PEC.

Além disso, a Comissão considera também que “Portugal fez progressos limitados relativamente à parte estrutural das recomendações orçamentais” feitas em julho, convidando também as autoridades a “acelerar o processo”.

No braço preventivo do PEC, em que Portugal está atualmente, há três objetivos que têm de ser cumpridos: o do ajustamento estrutural, o da despesa e o da dívida pública.

Quanto ao objetivo da dívida pública, o executivo considera que os documentos enviados por Portugal “não incluem informação suficiente” para avaliar o cumprimento da regra transitória a que o país está sujeito durante três anos.

Assim, a Comissão entende que Portugal deverá fazer “progressos suficientes” para cumprir a regra de redução da dívida em 2017 e em 2018, mas alerta para que o país teria de fazer um “ajustamento maior” no último ano do período de transição (2019) “para assegurar o cumprimento do objetivo no final” desse período.

Portugal está, assim, no grupo de cinco países relativamente aos quais Bruxelas entende que há “risco de não cumprimento”, a par da Bélgica, da Áustria, da Eslovénia e da Itália, segundo os documentos do Semestre Europeu divulgados em Bruxelas.

Texto adaptado de notícia publicada no Diário de Notícias a 22 de novembro de 2017

Leite dos Açores é o mais barato da Europa

O leite açoriano é o mais barato da Europa e o líder dos PSD nos Açores, Duarte Freitas, garante que a situação se deve à falta de estratégia na agricultura da região. 

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Duarte Freitas defendeu que os Açores têm “talvez um dos melhores leites da Europa e do mundo” mas que é o mais mal pago a nível europeu. “Isto revela bem aquilo que tem sido uma política errada ou uma falta de estratégia política para a agricultura”, revelou durante o encontro com a direção da Associação Agrícola de São Miguel, no âmbito da análise das propostas de Plano e Orçamento regionais para 2018.

Os Açores produzem cerca de 30% do leite e 50% do queijo do país.  O preço médio do leite na União Europeia foi em outubro de 0,37 cêntimos e a nível nacional foi de 0,31%. O preço médio do leite nos Açores é de 0,28%, o preço mais baixo da Europa.

O líder do PSD nos Açores garante que o setor agrícola tem um peso fundamental na economia e que o seu partido há muito que luta pela valorização do leite da região. Já foi criado, por exemplo, o Observatório Europeu para o Mercado do Leite, em Bruxelas.

Adaptação de notícia publicada no Diário de Notícias a 16 de novembro.