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Acordo EU-Mercosul: Brasil quer entrar na Europa por Portugal

“Com acordo EU-Mercosul, os valores de investimento do Brasil em Portugal podiam crescer exponencialmente”, defende Murteira Nabo.

Murteira Nabo, antigo presidente da PT

Portugal pode afirmar-se como uma porta de entrada privilegiada para os países do Mercosul entrarem no mercado europeu, quando for assinado o futuro acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. Negociado há mais de 20 anos, é agora esperado que a assinatura deste acordo histórico possa tornar-se uma realidade até ao final de 2017, prevê Francisco Murteira Nabo, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira (CCILB), que hoje organiza em parceria com a Associação Industrial Portuguesa (AIP) um seminário sobre as Relações Empresariais Portugal-Brasil. “O Brasil está interessado em entrar na Europa por Portugal, por isso podemos ter um papel fundamental nas ligações comerciais da UE com o Mercosul. Numa economia globalizada em que a competitividade é feira por grandes blocos económicos e cada país tem de se inserir no seu próprio bloco, ganhar escala e competir globalmente”, explicou Murteira Nabo em declarações ao Dinheiro Vivo antes do seminário. Além de porta de entrada na EU, “Portugal também beneficiará muito por via do acordo UE-Mercosul porque terá um maior poder negocial”. O principal alvo, diz o presidente da CCILB, é o enorme mercado do Brasil, que está na mira dos empresários portugueses.

Adaptação de notícia publicada no Dinheiro Vivo a 8 de março.

Jogam futebol, têm sucesso e sentem que hoje são mais respeitadas

Futebol no feminino. Fizeram história ao conseguir o apuramento para o Europeu. Muitas são profissionais, outras trabalham e estudam.

São quase todas profissionais, muitas atuam em grandes clubes no estrangeiro e já fizeram história, ao apurarem a seleção feminina de futebol pela primeira vez para um Europeu da modalidade, um marco que pode ter contribuído para que as pessoas olhem para elas de outra maneira.

As nossas atletas não se sentem discriminadas por jogarem à bola. “Nunca senti isso. Comecei a jogar com os meus irmãos, que me incentivaram, depois com amigos. Era a menina da equipa, mas nada de depreciativo. É verdade que cheguei a ouvir nos primeiros tempos um “vai para casa”, mas hoje é raro isso acontecer. E também há insultos no futebol masculino”, sublinha Matilde, enquanto Patrícia Morais, guarda-redes de 24 anos do Sporting, diz que “cada vez se fala mais no futebol feminino”. “É um sinal de crescimento, que nos deixa a todas orgulhosas”, diz ao DN. (…) Por cá também há atletas que fazem exclusivamente do futebol o seu modo de vida, como Patrícia Morais e Ana Borges, agora no Sporting, depois de terem jogado em França e em Inglaterra.

Num mundo cada vez mais profissional, sobretudo se tivermos em conta a realidade das jogadoras chamadas para a Algarve Cup – que será a base para o Europeu -, também existem exceções. Matilde Fidalgo está a poucos meses de completar o mestrado em Engenharia de Energia e do Ambiente, Jamila Martins trabalha num restaurante e Patrícia Gouveia num banco. As duas últimas não integraram a convocatória para a prova no Algarve, que hoje termina, mas são ambas internacionais. Patrícia está grávida de 24 semanas, vai ter uma menina, mas já disse que pretende voltar ao futebol.

Patrícia Morais também coloca o futebol em primeiro lugar e já pensa daqui a uns anos ser treinadora de guarda-redes, embora pisque o olho, de quando em vez, aos estudos de Marketing entretanto interrompidos. Diferente é a posição da engenheira Matilde Fidalgo, que, mesmo sem descurar seguir a via profissional no futebol, coloca os estudos em primeiro lugar.

Adaptação de notícia publicada no Diário de Notícias a 8 de março.

“Chez nous”: a extrema-direita francesa no grande ecrã

“Chez Nous” é o novo filme do realizador belga Lucas Belvaux. Passa-se no norte de França e antecipa-se às próximas eleições presidenciais francesas. O filme retrata os altos e baixos de um partido de extrema-direita durante uma campanha eleitoral. Um partido com semelhanças evidentes com a Frente Nacional Francesa.

Lucas Belvaux diz querer mostrar os mecanismos da manipulação: “não é um filme anti-FN no sentido em que ataco e tento exagerar tudo. É uma espécie de imagem instantânea real e precisa do partido atualmente, em termos de organização, a forma como funciona e a forma como manipula os indivíduos e as massas”.

“Os partidos populistas precisam de ir em busca do eleitorado, como a personagem de Pauline faz. Faz parte de povo e é popular devido ao seu compromisso. Pauline é o alvo ideal e é fácil de manipular. Ela tem vontade de mudança. Fá-lo todos os dias ao cuidar do pai, com os filhos e com os pacientes. Dá muito de si e é generosa e o partido vai procurar subverter essa generosidade em benefício próprio”, conclui Lucas Belvaux.

“Chez Nous” já chegou aos cinemas franceses e vai ter estreia europeia num ano de eleições decisivas.

Adaptação de notícia publicada na Euronews a 5 de março.

O impacto do Brexit na indústria da moda britânica

A feira Pure London foi o local ideal de discussão para designers e profissionais da indústria. Maggie Song estudou moda em Pequim, mas mudou-se para o Reino Unido há mais de 10 anos. Já fundou três marcas. As peças são desenhadas no Reino Unido, mas a produção e os materiais são chineses.

O referendo do ano passado no Reino Unido disse “sim” à saída do país da União Europeia: “Fiquei impressionada com o resultado e não sabia o que pensar, nem o que dizer. Acompanhei na internet a grande queda da libra esterlina e percebi o quão tudo seria difícil para as pequenas empresas.”

Mas nem todos têm o mesmo ponto de vista em relação à queda da moeda britânica. Julie Driscoll é o diretora da feira Pure London: “Esta é uma taxa de câmbio que interessa às empresas internacionais, para elas será mais fácil entrar no mercado do Reino Unido. Agora, existem muitas empresas estrangeiras interessadas no mercado britânico. Esta é a edição da Pure London com o maior número participantes.”

Uma opinião partilhada por Ece Kavran, de Istambul. Para esta estilista turca, Londres continua a ser a cidade ideal para novas marcas: “No mercado britânico, há sempre espaço para novas marcas, está sempre aberto a novas ideias. É isso que o torna tão especial e atraente.”

A moda é um grande negócio no Reino Unido. O setor tem um valor estimado de quase 59 mil milhões de euros por ano. É líder mundial nas vendas de moda on-line – à frente da França, Alemanha, Japão e Estado Unidos. Estes números são um incentivo para a Bilgunn Brower e para o negócio de importação de lãs da Mongólia. Para o dono da marca, o mercado do Reino Unido é perfeito devido ao clima frio do país.

Adaptação de notícia publicada na Euronews a 16 de fevereiro.

Portugal mantém oitavo lugar no ranking da FIFA

Argentina continua a liderar a tabela, seguida do Brasil.

A seleção portuguesa, campeã europeia de futebol, mantém o oitavo lugar no ‘ranking’ da FIFA, que continua a ser liderado pela Argentina, seguida pelo Brasil e pela campeã mundial Alemanha.

Nas dez primeiras posições verificou-se, em relação a janeiro, apenas uma ligeira alteração, com a França a subir ao sexto lugar, por troca com a Colômbia, que desceu à sétima posição.

A realização da Taça das Nações Africanas (CAN2017) provocou mudanças significativas, com os campeões Camarões a ocuparem agora o 33.º lugar, com uma subida de 29 posições, e o Egito, finalista vencido, a ser 23.º, com uma progressão de 12 postos.

O Burquina Faso, seleção treinada pelo português Paulo Duarte, terceira classificada e uma das surpresas da CAN, é agora 38.º classificado, 15 posições acima do que tinha em janeiro, quando era 53.º.

Adaptação de notícia publicada no Diário de Notícias a 9 de fevereiro.

Domingos Gratuitos não entram em vigor a 1 de Janeiro

A entrada gratuita nos museus portugueses, aprovado no Orçamento do Estado, está a ser estudada pelo Ministério da Cultura.

Atualmente, os museus e monumentos nacionais são gratuitos no primeiro domingo do mês. A alteração que deveria entrar em vigor a 1 de janeiro de 2017 propõe que estes passem a ser gratuitos todos os domingos e feriados até às 14.00.

O Ministério da Cultura confirma que o assunto “está ainda em análise” e refere ainda que estão a ser avaliados os impactos da medida, tanto do ponto de vista financeiro como da pressão turística sobre os museus e monumentos nacionais”.

Contudo, de acordo com as leis europeias e de forma a não colidir com estas, esta é uma medida que deverá ser alargada a todos os cidadãos europeus, devido ao “princípio da não discriminação” praticado pela UE.

In DN

Portugal é um dos países europeus com mais desemprego jovem

O desemprego jovem é um dos grandes desafios que se colocam ao futuro da Europa. Muito se fala deste problema e muito dinheiro está a ser investido nele. O Real Economy passou por Portugal, com escalas em Lisboa e Porto, e também pela Irlanda, para observar este problema. Em ambos os países, os números do desemprego jovem caíram, mas ainda se mantém altos.

Os discursos, as políticas e o dinheiro investido sucedem-se, mas este investimento está a ter um refelxo pouco satisfatório. Em Portugal, 13,3 por cento da população ativa não tem emprego, dos quais 33,6 por cento são jovens. De facto, a situação não é tão má como em Espanha, mas ainda é uma das piores da Europa.

“Desde o início da crise, o número de jovens que deixaram Portugal em busca de trabalho no estrangeiro é já equivalente à população da segunda maior cidade do país, o Porto”, refere o enviado especial de Real Economy à capital “alfacinha”, apontando para mais de 200 mil emigrantes portugueses entre os 20 e os 40 anos, “muitos deles com um elevado currículo académico”. Esta questão do alto nível de instrução não é, porém, um exclusivo português: “41 por centos dos emigrantes europeus possui formação universitária”, sublinha.

Neste cenário, considere-se que o desemprego jovem na Irlanda está a baixar, mas 22,1 por cento é ainda um valor alto. Tal como os mais de 33,6 por cento de Portugal. Para comparação segue o valor de excelência da Alemanha – 7,1% e o pior valor registado na Europa –  Espanha 50,9%.

Notícia publicada pela Euronews a 3 de outubro.