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Comissária Europeia ameaça sanções a Facebook

A demora da empresa a vergar-se sobre as regras europeias faz com que a comissária “perda a paciência” e ameace sanções

A Comissária Europeia da Justiça admitiu ter perdido a “paciência” com a rede social americana de não se adaptarem às regras europeias que visam a proteção do consumidor e ameaçou a empresa com sanções.

“A minha paciência esgotou-se. Embora o Facebook me tenha garantido que iria finalmente alterar os termos de serviço enganosos até dezembro, isto arrasta-se há demasiado tempo. É tempo de parar com promessas e passar à ação. Se as alterações não forem plenamente implementadas até final do ano, solicitarei às autoridades dos consumidores que atuem rapidamente e sancionem a empresa”, declarou Vera Jourová.

Esta declaração foi prestada na conferência de imprensa, em Bruxelas, que procurava chegar a uma conclusão sobre as condições de serviço,  tanto no caso do Facebook como no do Airbnb, e que a Comissão Europeia vê como enganosas.

“Em particular, o Facebook diz agora aos consumidores que os seus dados e conteúdos são usados unicamente para melhorar a sua ‘experiência’ global e não menciona que a empresa usa esses dados para fins comerciais”, acusa a Comissão Europeia.

Adaptação da notícia publicada no Diário de Notícias a 20 de se de 2018

Estádio da Luz é 11.º em número de adeptos por jogo

O estádio do Sport Lisboa e Benfica, também conhecido por Estádio da Luz, é o 11.º estádio em assistências em jogos do campeonato a nível europeu.

Segundo o site francês footmarseille, o recinto dos encarnados conta com 57.720 espectadores em média por cada jogo no campeonato. O líder da lista é o Borussia Dortmund com média de 79 mil espectadores  por jogo e em segundo está o Bayer Munique com 75 mil.

Adaptação da notícia publicada no SapoDesporto a 18 de outubro de 2018

França quer que UE defenda sanções contra paraísos fiscais

França propõe que a União Europeia atue como uma frente unida e defenda sanções contra os Estados em todo o globo que albergam paraísos fiscais e que não fornecem informação sobre as suas práticas.

Esses territórios deixariam de receber financiamento de entidades tais como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial.

“As regras já foram corrigidas, mas temos que as implementar e talvez seja necessário reforçar regras de transparência. Isto deve aplicar-se, também, aos Estados”, disse Bruno Le Maire, ministro das Finanças francês, à chegada para a reunião com os seus colegas da União Europeia (Ecofin), em Bruxelas.

“Existe cooperação entre alguns Estados para obter mais informações e maior transparência, mas todos devem cumprir os compromissos nesta matéria. Os Estados que não o fizerem deverão ser alvo de sanções”, acrescentou o governante.

10% de toda a riqueza gerada no globo está guardada em paraísos fiscais e 80% desse dinheiro pertence a uma pequena percentagem de ricos, segundo um estudo de um centro de estudos económicos independente, sediado nos EUA.

No mais recente escândalo chamado “Paradise Papers”, aparecem centenas de entidades acusadas destas práticas. No caso da Nike, por exemplo, o fabricante norte-americano de material de desporto usou falhas da legislação holandesa para pagar impostos quase residuais.

A União Europeia tenta chegar a acordo sobre uma lista negra de paraísos fiscais, a publicar até ao final do ano, que poderá vir a integrar cerca de 50 países.

O bloco comunitário promete criar, também, mecanismos para aumentar a transparência na ação de intermediários financeiros, como bancos, advogados, que são responsáveis pelas “montagens” que permitem às grandes fortunas evitar pagar impostos.

Adaptação de notícia publicada na Euronews a 7 de novembro.

Jogam futebol, têm sucesso e sentem que hoje são mais respeitadas

Futebol no feminino. Fizeram história ao conseguir o apuramento para o Europeu. Muitas são profissionais, outras trabalham e estudam.

São quase todas profissionais, muitas atuam em grandes clubes no estrangeiro e já fizeram história, ao apurarem a seleção feminina de futebol pela primeira vez para um Europeu da modalidade, um marco que pode ter contribuído para que as pessoas olhem para elas de outra maneira.

As nossas atletas não se sentem discriminadas por jogarem à bola. “Nunca senti isso. Comecei a jogar com os meus irmãos, que me incentivaram, depois com amigos. Era a menina da equipa, mas nada de depreciativo. É verdade que cheguei a ouvir nos primeiros tempos um “vai para casa”, mas hoje é raro isso acontecer. E também há insultos no futebol masculino”, sublinha Matilde, enquanto Patrícia Morais, guarda-redes de 24 anos do Sporting, diz que “cada vez se fala mais no futebol feminino”. “É um sinal de crescimento, que nos deixa a todas orgulhosas”, diz ao DN. (…) Por cá também há atletas que fazem exclusivamente do futebol o seu modo de vida, como Patrícia Morais e Ana Borges, agora no Sporting, depois de terem jogado em França e em Inglaterra.

Num mundo cada vez mais profissional, sobretudo se tivermos em conta a realidade das jogadoras chamadas para a Algarve Cup – que será a base para o Europeu -, também existem exceções. Matilde Fidalgo está a poucos meses de completar o mestrado em Engenharia de Energia e do Ambiente, Jamila Martins trabalha num restaurante e Patrícia Gouveia num banco. As duas últimas não integraram a convocatória para a prova no Algarve, que hoje termina, mas são ambas internacionais. Patrícia está grávida de 24 semanas, vai ter uma menina, mas já disse que pretende voltar ao futebol.

Patrícia Morais também coloca o futebol em primeiro lugar e já pensa daqui a uns anos ser treinadora de guarda-redes, embora pisque o olho, de quando em vez, aos estudos de Marketing entretanto interrompidos. Diferente é a posição da engenheira Matilde Fidalgo, que, mesmo sem descurar seguir a via profissional no futebol, coloca os estudos em primeiro lugar.

Adaptação de notícia publicada no Diário de Notícias a 8 de março

O impacto do Brexit na indústria da moda britânica

A feira Pure London foi o local ideal de discussão para designers e profissionais da indústria. Maggie Song estudou moda em Pequim, mas mudou-se para o Reino Unido há mais de 10 anos. Já fundou três marcas. As peças são desenhadas no Reino Unido, mas a produção e os materiais são chineses.

O referendo do ano passado no Reino Unido disse “sim” à saída do país da União Europeia: “Fiquei impressionada com o resultado e não sabia o que pensar, nem o que dizer. Acompanhei na internet a grande queda da libra esterlina e percebi o quão tudo seria difícil para as pequenas empresas.”

Mas nem todos têm o mesmo ponto de vista em relação à queda da moeda britânica. Julie Driscoll é o diretora da feira Pure London: “Esta é uma taxa de câmbio que interessa às empresas internacionais, para elas será mais fácil entrar no mercado do Reino Unido. Agora, existem muitas empresas estrangeiras interessadas no mercado britânico. Esta é a edição da Pure London com o maior número participantes.”

Uma opinião partilhada por Ece Kavran, de Istambul. Para esta estilista turca, Londres continua a ser a cidade ideal para novas marcas: “No mercado britânico, há sempre espaço para novas marcas, está sempre aberto a novas ideias. É isso que o torna tão especial e atraente.”

A moda é um grande negócio no Reino Unido. O setor tem um valor estimado de quase 59 mil milhões de euros por ano. É líder mundial nas vendas de moda on-line – à frente da França, Alemanha, Japão e Estado Unidos. Estes números são um incentivo para a Bilgunn Brower e para o negócio de importação de lãs da Mongólia. Para o dono da marca, o mercado do Reino Unido é perfeito devido ao clima frio do país.

Adaptação de notícia publicada na Euronews a 16 de fevereiro.

Portugal é um dos países europeus com mais desemprego jovem

O desemprego jovem é um dos grandes desafios que se colocam ao futuro da Europa. Muito se fala deste problema e muito dinheiro está a ser investido nele. O Real Economy passou por Portugal, com escalas em Lisboa e Porto, e também pela Irlanda, para observar este problema. Em ambos os países, os números do desemprego jovem caíram, mas ainda se mantém altos.

Os discursos, as políticas e o dinheiro investido sucedem-se, mas este investimento está a ter um refelxo pouco satisfatório. Em Portugal, 13,3 por cento da população ativa não tem emprego, dos quais 33,6 por cento são jovens. De facto, a situação não é tão má como em Espanha, mas ainda é uma das piores da Europa.

“Desde o início da crise, o número de jovens que deixaram Portugal em busca de trabalho no estrangeiro é já equivalente à população da segunda maior cidade do país, o Porto”, refere o enviado especial de Real Economy à capital “alfacinha”, apontando para mais de 200 mil emigrantes portugueses entre os 20 e os 40 anos, “muitos deles com um elevado currículo académico”. Esta questão do alto nível de instrução não é, porém, um exclusivo português: “41 por centos dos emigrantes europeus possui formação universitária”, sublinha.

Neste cenário, considere-se que o desemprego jovem na Irlanda está a baixar, mas 22,1 por cento é ainda um valor alto. Tal como os mais de 33,6 por cento de Portugal. Para comparação segue o valor de excelência da Alemanha – 7,1% e o pior valor registado na Europa –  Espanha 50,9%.

Notícia publicada pela Euronews a 3 de outubro.