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Igualdade de género criaria milhões de empregos na Europa 

Estudo indica que emprego daria salto substancial se as mulheres oportunidades iguais nas áreas da ciência, tecnologia, engenharia e matemática

Fotografia: Direitos reservados

Se a União Europeia investir na igualdade de género, pode criar até 10,5 milhões de novos empregos e gerar um aumento de quase 10% do PIB por pessoa, revela um estudo europeu divulgado hoje. O estudo, a que a Lusa teve acesso, é da responsabilidade do Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE, na sigla em inglês), e vem mostrar os benefícios económicos da igualdade de género na União Europeia.

O EIGE demonstra que uma maior igualdade de género na Europa teria fortes e positivos impactos no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ao longo do tempo, ao mesmo tempo que traria taxas de emprego e de produtividade mais elevadas e poderia responder aos desafios do envelhecimento da população. Especificamente no que diz respeito à criação de postos de trabalho, o EIGE defende que a taxa de emprego sentiria um salto “substancial” se as mulheres tivessem igualdade de oportunidade nas áreas da ciência, tecnologia, engenharia e matemática. “Isto conduziria a um crescimento da taxa de emprego da União Europeia de entre 0,5 pontos percentuais (pp) e 0,8pp até 2030 e de entre 2,1pp e 3,5pp até 2050”, o que conduziria a uma taxa de emprego de quase 80% em 2050, no caso de mudanças substanciais.

Acrescenta o EIGE que uma evolução deste nível iria contribuir para aumentar os salários e reduzir o fosso salarial entre homens e mulheres. Reduzindo o fosso salarial, seria possível atrair mais mulheres para o mercado de trabalho, acredita o EIGE.

Adaptação de notícia publicada no Dinheiro Vivo a 8 de março.

“Sinto-me muito feliz e seguro” em Portugal

Primeiro grupo de iraquianos da minoria religiosa yazidi fica em Guimarães, enquanto o próximo será acolhido em Lisboa

Chegaram em silêncio a Lisboa os 24 refugiados yazidis que desde a noite de ontem vivem em Guimarães. Mas, sem quebrar essa reserva, uma menina não resistiu a largar o braço do pai, levantando os braços para acenar e fazer o V da vitória com ambas as mãos.

“Thanks Portugal, I LOVE YOU” (Obrigado Portugal, gosto muito de ti), dizia o cartaz que o único dos yazidis sem família, Saman Ali, trazia bem à vista de todos ao atravessar a zona das chegadas do aeroporto Humberto Delgado (em Lisboa), em direção a uma sala onde foram recebidos pelo ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, e outros responsáveis ligados à área das migrações.

Vindo da Grécia com uma hora de atraso, após escala em Roma, o grupo de 24 refugiados – nove dos quais menores – era constituído por seis famílias e um homem, Saman Ali, que a perdeu às mãos dos terroristas do Estado Islâmico. Uma sétima família de seis elementos adiou a viagem devido a problemas de saúde de um deles, explicou Eduardo Cabrita.

Os yazidis são uma minoria religiosa de origem curda que tem sido alvo de perseguição e massacres na Síria e no Iraque por parte dos apoiantes do Estado Islâmico. Estima-se em 700 mil o número de membros da comunidade, a qual venera um anjo – Melek Tawwus – que o Islão sunita vê como representação do Diabo.

Adaptação de notícia publicada no Diário de Notícias a 7 de março.

Jovens têm dificuldades no mercado de trabalho

O desemprego jovem é um dos grandes desafios que se colocam ao futuro da Europa. Muito se fala deste problema e muito dinheiro está a ser investido nele. O Real Economy passou por Portugal, com escalas em Lisboa e Porto, e também pela Irlanda, para observar este problema. Em ambos os países, os números do desemprego jovem caíram, mas ainda se mantém altos.

Os discursos, as políticas e o dinheiro investido sucedem-se, mas estará de facto todo este investimento a ter reflexo positivo? Em Portugal, 13,3 por cento da população ativa não tem emprego, dos quais 33,6 por cento são jovens. De facto, a situação não é tão má como em Espanha, mas ainda é uma das piores da Europa. Como é que Portugal esta a lidar com o problema e que faz falta para melhorar a situação dos jovens portugueses?

“Desde o início da crise, o número de jovens que deixaram Portugal em busca de trabalho no estrangeiro é já equivalente à população da segunda maior cidade do país, o Porto”, refere o enviado especial de Real Economy à capital “alfacinha”, apontando para mais de 200 mil emigrantes portugueses entre os 20 e os 40 anos, “muitos deles com um elevado currículo académico”. Esta questão do alto nível de instrução não, porém, um exclusivo português: “41 por centos dos emigrantes europeus possui formação universitária”, sublinha.

Adaptação de notícia publicada na Euronews a 10 de março.

Hawking avisa que progresso tecnológico pode ser “autogolo” para a Humanidade

O cientista alerta para o facto de um “desastre para o planeta Terra” ser “quase certo nos próximos mil ou dez mil anos” e aponta as colónias no espaço como a possibilidade de sobrevivência do Homem.

Stephen Hawking alertou para os riscos que a Humanidade tem fabricado para si mesma e para o seu futuro afirmando que o progresso tecnológico e científico criará “várias formas de as coisas puderem correr mal” e pode mesmo significar um “autogolo” da Humanidade contra si própria.

Enumerando a guerra nuclear, o aquecimento global ou vírus geneticamente modificados, que acrescem aos perigos da Inteligência Artificial já anteriormente apontados por Hawking, o físico avisou que “um desastre para o planeta Terra” é “quase certo nos próximos mil ou dez mil anos”.

A sobrevivência da espécie humana residirá, então, na criação de colónias no espaço. “Contudo, não estabeleceremos colónias autossuficientes no espaço pelo menos durante os próximos cem anos, por isso temos de ser bastante cuidadosos neste período”.

Adaptação de notícia publicada no Diário de Notícias a 19 de janeiro.

Comissão Europeia aprova medicamento para epilepsia em crianças

O medicamento da Bial, Zebinix, foi aprovado pela Comissão Europeia e está indicado em todos os países da União Europeia para tratar adolescentes e crianças com mais de seis anos com epilepsia.

“Esta aprovação tem como base vários estudos que demonstram a eficácia e segurança deste fármaco, nomeadamente ao nível neurocognitivo (capacidade de concentração, processamento e informação e memória”, refere a Bial, em comunicado enviado às redações.

A epilepsia afeta 50 milhões de pessoas em todo o mundo e seis milhões só na Europa, sendo detetados 100 mil novos casos todos os anos.

In ECO

Comissão Europeia lança programa de voluntariado

A Comissão Europeia lançou no final do ano passado um programa de voluntariado semelhante ao programa ERASMUS para jovens entre os 18 e os 30 anos. O programa tem o nome de “Corpo Europeu de Solidariedade” e foi lançado pela Representação da Comissão Europeia em Portugal, em parceria com a Fundação AMI.

O programa foi lançado em todos os 28 Estados -Membros da União Europeia e tem como intuito promover  oportunidades de solidariedade, sob a forma de voluntariado, estágio ou trabalho, para jovens europeus.

O Corpo Europeu de Solidariedade foi criado com o objetivo de responder às necessidades de comunidades vulneráveis em termos de alimentação, limpeza de florestas ou integração de refugiados.

Os jovens poderão realizar estas atividades voluntárias por períodos de dois a 12 meses e as oportunidades de emprego, formação ou estágio consequentes, por um período mínimo de quatro meses.

As organizações participantes terão que assinar uma Carta dos Princípios Fundamentais e aos jovens será disponibilizado alojamento, alimentação, despesas de viagem, seguro e uma mesada. Por sua vez, os estagiários terão sempre um contrato de trabalho e um salário.

Adaptação de notícia publicada na TSF a 7 de dezembro.

Europa incentiva a iluminação à base de lâmpadas LED

A Europa decidiu parar a produção de lâmpadas com classe energética C e lâmpadas de halogéneo claras. Uma medida que tenciona promover uma iluminação mais amiga do ambiente e que revela ser também mais amiga da carteira do consumidor.

Depois de nos despedirmos das lâmpadas foscas e das incandescentes, é hora de dizermos adeus às lâmpadas de halogéneo claras e a todas as lâmpadas de classe energética C. O objetivo desta diretiva comunitária é que nos próximos anos a iluminação seja feita à base de lâmpadas LED (Diodo Emissor de Luz), proporcionando assim uma iluminação mais eficiente e barata.

No último estudo da Associação de Defesa do Consumidor, feito em novembro do ano passado, verificou-se que, em comparação com as lâmpadas fluorescentes compactas, que até aqui eram a escolha aconselhada pela Deco por já serem melhores que as de halogéneo, usar 11 lâmpadas LED num T1 permite poupar 207 euros, em 20 anos. Quanto à duração, ficou provado que as LED podem durar mais de 20 mil horas, ou seja, mais de 20 anos.

Adaptação de notícia publicada no Diário de Notícias a 31 de agosto.

Cidades europeias preparam um futuro mais amigo do ambiente

Copenhaga, capital da Dinamarca, é, há poucos dias, também considerada a capital da bicicleta. Nas ruas da cidade circulam 252 600 automóveis e 265 700 bicicletas, fazendo parte esta última de uma escolha de políticas urbanas amigas do ambiente, que visam a redução da emissão de gases com efeito de estufa.

Outras experiências sustentáveis estão a ser desenvolvidas no seio das cidades europeias, apostando nas energias limpas, na mobilidade urbana eficaz e ecológica. Além do incentivo à utilização da bicicleta em alternativa ao automóvel, também está previsto o aumento do número de ciclovias, de veículos elétricos, e de espaços verdes.

Tais medidas são necessárias para que os países, as suas regiões e as suas cidades cumpras as metas do Acordo de Paris, que têm como objetivo combater as alterações climáticas.

Adaptação de notícia publicada no Diário de Notícias a 19 de dezembro.

Seis portugueses que influenciam a ciência mundial

Estão na lista dos mais citados do mundo. E estão a fazer um trabalho inovador nas respetivas áreas

Há uma química, dois engenheiros, um físico, um matemático e um biogeógrafo. Os seus nomes: Isabel Ferreira, Mário Figueiredo, José Bioucas-Dias, Nuno Peres, Delfim Torres e Miguel Araújo. São seis portugueses e integram a lista dos cientistas mais citados do mundo da Thomson Reuters 2015, que inclui 3126 nomes. Um reconhecimento que, dizem eles, também é extensivo às instituições em que trabalham, e ao próprio país.

“Este é um dos dados com peso para os rankings internacionais das universidades, e o número de pessoas nesta lista por milhão de habitantes constitui uma das medidas do impacto da ciência de um país”, explica Mário Figueiredo, engenheiro eletrotécnico e investigador do Instituto de Telecomunicações, no Instituto Superior Técnico (IST). Para o cientista, na lista pelo segundo ano consecutivo, seis é “um bom número”. “Estamos bem posicionados nesse parâmetro, entre a França e a Alemanha”.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, confessa-se satisfeito, por este ser “o resultado de uma política científica de várias décadas”. É um “motivo de orgulho”, diz – entre 2005 e 2011, Manuel Heitor foi secretário de Estado do antigo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago. O seu objetivo é continuar esse legado, pelo que vai “mudar a política científica” do anterior governo e voltar a apostar mais na formação avançada e emprego científico, como diz em entrevista ao DN.

Notícia publicada no Diário de Notícias a 10 de janeiro.

“Intolerância ao leite é moda”

A endocrinologista Isabel do Carmo afirma que a suposta intolerância à lactose é uma moda, para a qual não existe qualquer fundamento científico, e que resulta da influência da indústria de produção de soja.

Este tema foi tratado pela especialista durante o seminário “Consumo de leite e laticínios — O que pode estar a mudar”, no dia 13 de janeiro, num painel subordinado ao tema “Elogio do leite”, no qual vai explicar a relação entre o leite e a evolução do ser humano, na Europa.

“O ser humano estabeleceu-se há sete mil anos com o pastoreio. Nessa altura o adulto perdia a lactase. Houve depois uma mutação que permitiu que desdobrasse a lactose”, explicou à Lusa.

Isso significa que há milhares de anos que os europeus possuem essa enzima chamada lactase, que desdobra a lactose, e permite ao organismo processar este açúcar presente no leite, pelo que considera que “a história da intolerância ao leite está mal contada”.

“A mutação tem sete mil anos. E não há nenhuma mutação atual ao contrário. A intolerância é uma moda, que suspeito seja influência da indústria norte-americana de produção de soja e leite soja”, afirmou.

A médica sublinha, a propósito, que a tendência para se deixar de consumir derivados de leite também não faz sentido, visto que estes alimentos não possuem lactose.

“Quando o leite se transforma em iogurte ou queijo, mesmo para quem tenha efetivamente intolerância, deixa de haver lactose e passa a haver ácido láctico [a lactose transforma-se em ácido láctico por fermentação] e o valor nutricional mantém-se”.

Notícia publicada no Diário de Notícias a 13 de janeiro.