Arquivo da categoria: Sociedade

Regulamento Geral de Proteção de Dados já entrou em vigor

O Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) entrou em vigor este ano, substituindo a antiga diretiva e lei de proteção de dados. Foi aprovado pela União Europeia e introduz um novo regime em matéria de proteção de dados pessoais, de forma a proteger o cidadão face ao tratamento de dados pessoais em larga escala por grandes empresas e serviços da sociedade de informação.

Esta mudança surge como consequência da falta de confiança nas antigas regras de proteção de dados, que estava já a influenciar negativamente a economia digital. Segundo dados, apenas 15% das pessoas sentem que têm controlo absoluto sobre as informações que fornecem na Internet. O objetivo é que, com as novas regras, a confiança dos consumidores e das empresas volte a aumentar.

Nome, morada, localização, informação de saúde, rendimento, perfil cultural, IPs de dispositivo, são alguns dos exemplos do que é considerado um dado pessoal. Em Portugal, a Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) funcionará como um estilo de “ASAE” dos dados.

Os serviços e empresas precisam de estar em conformidade com o novo regulamento que se aplica a toda a União Europeia, ou ficarão sujeitos a coimas que podem chegar aos 20 milhões de euros.

Adaptação da notícia publicada no Pplware a 25 de maio de 2018

Novas tecnologias podem vir a melhorar as condições de vida

Um novo relatório da ONU  avança que as novas tecnologias, desde inteligência artificial à edição genética, têm capacidade para melhorar a nossa vida  mas que também podem levar  a uma maior desigualdade.

O relatório  avalia como as novas tecnologias  podem ser usadas para atingir as metas das Nações Unidas para 2030: erradicar a pobreza extrema, preservar o meio ambiente e promover o crescimento económico.

“Saúde e longevidade, prosperidade para todos e sustentabilidade ambiental estão ao nosso alcance se aproveitarmos o poder dessas inovações, no entanto, essas mesmas tecnologias também levantam sérias preocupações”, advertiu o secretário-geral da ONU.

António Guterres apelou aos governos que adotem políticas que regulem a equidade e ética das novas tecnologias.

O relatório de 175 páginas realça que os países em desenvolvimento ainda não usufruem a 100% os benefícios  das suas tecnologias. Milhares de pessoas ainda recorrem à mão de obra humana, e não têm a educação adequada para poderem dar o salto para uma mão de obra tecnológica.

Por outro lado, o relatório do Departamento de Assuntos Económicos e Sociais da ONU adverte à faceta “não humana” das novas máquinas que poderão reforçar preconceitos e formas de exclusão já existentes”.

O facto de estas novas tecnologias já competirem com pessoa por um lugar no mercado de trabalho e de, por exemplo, nos anúncios do facebook, já serem usadas formas de manipular e espalhar um discurso de ódio e de preconceito na rede social influência, desde logo,  o consumidor.

Adaptação da notícia publicada no Diário de Notícias a 09 de outubro de 2018

Juventudes partidárias defendem maior participação cívica dos jovens

Representantes das juventudes partidárias defendem a necessidade de uma abordagem diferente para cativar o envolvimento dos jovens na vida política.

A presidente da JSD, Margarida Lopes, debruçava-se sobre “que causas movem os jovens?” respondendo que os jovens continuam interessados na política mas através de outros meios.

“A ideia que eu tenho é que os jovens estão afastados da classe política, dos partidos e da política convencional o que não significa que não se interessem por política ou pelos temas que lhes dizem respeito. Há é outras formas de participar. Hoje em dia não se têm de circunscrever aos partidos ou às juventudes partidárias ou associações, há outros foros menos formais que lhes permitem que eles possam dar a sua opinião”, afirmou.

Francisco Rodrigues dos Santos, presidente da JP,  quando questionado sobre o envolvimento das associações estudantis com os movimentos partidários  afirmou que ambas “preenchem um campo fundamental para a cidadania ativa”.

António Azevedo, da JCP, considera que hoje em dia é muito mais fácil fazer propaganda a uma viagem de finalistas do que uma propaganda política nas escolas, justificando o afastamento dos mais jovens graças às constantes desilusões políticas.

Adaptação da notícia publicada no Diário de Notícias a 27 de setembro de 2018

Emprego garantido para alunos de TI

Devido a escassez de alunos de tecnologias de informação, e a dificuldade de recrutamento, a Sonae ofereceu dez vagas de emprego nesta área, onde daria 1000 euros por mês e mais subsídios  aos alunos, no ano passado. Este ano conta com 75 vagas.

A procura de perfis tecnológicos ganhou cada vez mais relevância na Sonae, por ser uma necessidade transversal a todo o mercado de trabalho, o que gera uma guerra de talento, em que a procura e a oferta não se encontram equilibradas.

“Há efetivamente uma falta de mão-de-obra na área das TI”, realçou Inês Buekenhout, consultora de TI & Digital Division da Robert Walters Portugal. E, diz Paulo Ayres, “se o número de candidatos nesta área duplicasse ainda continuaria a existir procura por parte das empresas”.

Muitas empresas estão a apostar no lançamento de academias de formação internas., como é o exemplo da Glintt, empresa de serviços tecnológicos na saúde, que já abriu inscrições para a terceira edição da Academia Glintt, um programa de formação remunerado, com salários entre os 730 e os mil euros, que visa responder às necessidades de recursos humanos da empresa, inclusive na área das TI, diz Inês Viana Pinto, gestora dos recursos humanos.

O programa Contacto da Sonae segue a mesma filosofia. Os jovens selecionados este ano, para preencher as 75 vagas, foram acompanhados durante nove meses pelos diretores de departamento, para desenvolverem competências profissionais e expandirem a rede de contactos dentro do grupo.

Adaptação da notícia publicada no Diário de Notícias a 17 de outubro de 2018

Uma em quatro crianças em risco de pobreza na União Europeia

Cerca de 25 milhões de crianças na União Europeia vivem em agregados com baixos rendimentos, sem condições e onde passam fome, revela um relatório da Agência da União Europeia para os Direitos Fundamentais.

Uma em quatro crianças com menos de 18 anos está em risco de pobreza e de exclusão social na UE, afirma o relatório “Combating child poverty: an issue of fundamental rights”, publicado a propósito do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza (17 de outubro).

O relatório referente a 2016 sublinha que em certos Estados-membros quase metade das crianças estavam em risco de pobreza e exclusão social,  como a Roménia (49,2%) e a Bulgária (45,6%).

Os países com percentagens mais baixas são a Dinamarca (13,8%), a Finlândia (14,7%) e a Eslovénia (14,9%).

Quanto a Portugal, apresenta uma percentagem entre 20 e 29% de crianças em risco de pobreza e exclusão social.

O estudo apesar de generalista aponta que certos grupos, como a comunidade cigana e com emigrantes os resultados são piores. 90% das crianças da comunidade cigana em 9 Estados-membros são pobres.

NA Europa, a média de crianças em risco de pobreza e exclusão social não variou muito nestes últimos 10 anos, comparativamente ao período pré-crise económica. Em 2008, a média era de 26,5%; no ano da crise aumentou para 28,1% e em 2016 foi de 26,4%.

Há na população Europeia cerca de 25 milhões de crianças em risco de pobreza e exclusão social, não havendo diferenciação entre rapazes e raparigas.

A falta de educação e de cuidados de saúde ameaçam os direitos fundamentais de uma criança, impedindo-as de aproveitarem oportunidades e de saírem deste ciclo de pobreza.

O relatório afirma que combater a pobreza infantil é uma questão de direitos fundamentais e sugere a aplicação de medidas para combater o problema.

Adaptação da notícia publicada no Diário de Notícias a 17 de outubro de 2018

Parlamento Europeu aprova lei sobre direitos de autor

O Parlamento Europeu aprovou a 12 de setembro deste ano a proposta de reforma sobre direitos de autor no mercado digital.

Os eurodeputados votaram favoravelmente na nova versão da proposta, com mais de 200 emendas, do documento que vai analisar os direitos de autor no contexto da internet e uniformizá-los no espaço europeu.

A reforma em causa, proposta inicialmente em 2016 e em discussão desde então, gera polémica, pois quem se opõe afirma que poderá ser o fim da internet como a conhecemos, e os a favor, como artistas e meios de comunicação social, que pregam à compensação do seu trabalho.

Em causa está, por exemplo, a definição dos direitos dos utilizadores de Internet, quando partilham informação que está protegida por lei, a remuneração de artistase mecanismos que filtrem conteúdos autorais protegidos.

Os opositores desta reforma (como o Facebook, o Google, a Wikipedia) afirmam que a proposta vai aniquilar o pluralismo na internet e na sociedade.

Adaptação da notícia publicada no Diário de Notícias a 12 de setembro de 2018

Portugueses são os que mais confiam nas vacinas na União Europeia

Portugal é o país da União Europeia com a maior percentagem de população a confiar nas vacinas, considerando-as seguras, efetivas e importantes para as crianças.

Segundo um estudo promovido pela Comissão Europeia, 98% dos portugueses consideram as vacinas importantes para a saúde das crianças, 96,6% entendem que são efetivas e mais de 95% dizem que são seguras. Portugal surge assim como o país com maior percentagem de população a encarar as vacinas como seguras, efetivas e importantes na infância.

O inquérito, feito nos 28 países da União Europeia a cerca de 29 mil pessoas de uma amostra representativa de cada estado-membro, questionou especificamente a confiança na vacina do sarampo, doença que teve recentemente na Europa surtos ou ressurgimento de casos.

Em termos globais na União Europeia, são menos de 80% os que consideram a vacina do sarampo como segura. Relativamente à vacina da gripe, menos de 70% da população europeia encara-a como segura.

Portugal surge com a maior percentagem de pessoas que consideram segura e importante a vacina trivalente contra o sarampo, rubéola e papeira. Suécia, Bélgica, Bulgária e Letónia são os países com menor percentagem de população a considerar a vacina do sarampo como segura.

Segundo um estudo da Comissão Europeia, a cobertura vacinal do sarampo diminuiu em 12 dos 28 estados da União Europeia a partir de 2010 (Bulgária, Croácia, Estónia, Eslováquia, Eslovénia, Finlândia, Grécia, Holanda, Lituânia, Polónia, Roménia e República Checa). O mesmo estudo recorda que os surtos recentes da doença, os mais elevados em sete anos, são consequência imediata de quebras de vacinação.

Segundo um relatório do Centro Europeu de Controlo de Doenças, foram reportados mais de 13 mil casos de sarampo na Europa num ano, entre setembro de 2017 e setembro deste ano.

Em Portugal, a vacina contra o sarampo faz parte do Programa Nacional de Vacinação, segundo o qual deve ser administrada aos 12 meses e aos cinco anos.

Adaptação da notícia publicada no Diário de Notícias a 24 de outubro de 2018

Quatro portugueses premiados em concurso de Jovens Cientistas da UE (sem imagem)

Quatro portugueses foram premiados em Dublin na 30.ª edição do concurso para Jovens Cientistas da União Europeia (UE), tendo um ficado em segundo lugar da prova geral, divulgou a Comissão Europeia.

Segundo um comunicado do executivo comunitário, Francisco Miguel Araújo (17 anos), conseguiu o segundo lugar da prova geral e o prémio de honra do concurso com um projeto no domínio da Matemática. O jovem irá receber um montante de 5.000 euros e uma entrada para assistir à cerimónia dos Prémios Nobel 2018.

Um grupo composto por João Maria Pinto Leite, Mário Ribeiro e Catarina Brandão, (todos com 18 anos), conquistaram o Prémio CarGill com um projeto na área do Ambiente.

Os jovens portugueses integram o universo de 135 estudantes, com idades entre os 14 e 20 anos, provenientes de 38 países que apresentaram 88 projetos de diversos campos científicos.

Os vencedores partilham, no total, 57 mil euros em prémios monetários e outras recompensas como visitas de estudo aos melhores centros científicos por todo o mundo.

“Felicito os vencedores pela qualidade dos projetos que apresentaram. Fico muito animado de ver tanto talento nestes jovens cientistas e inovadores”, disse o comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, citado no comunicado.

O concurso para Jovens Cientistas da UE foi lançado em 1989 pela Comissão Europeia para encorajar a cooperação e permitir aos concorrentes o contacto com investigadores.

Adaptação da notícia publicada no Diário de Notícias a 18 de setembro de 2018

Europa quer que manuais incluam “a discriminação e a violência” dos Descobrimentos

Um relatório publicado pelo Conselho da Europa recomenda a Portugal “repensar o ensino da história e, em particular, a história das ex-colónias” e defende que o “contributo dos afrodescendentes, assim como dos ciganos, para a sociedade portuguesa deve ser tratado” nos manuais escolares.

Apesar de, nos últimos cinco anos, a Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância (ECRI) ter registado vários “progressos” em Portugal, há ainda várias “questões preocupantes”, lê-se no relatório europeu.

A ECRI encoraja as autoridades portuguesas a “repensar o “ensino da história e, em particular, a história das ex-colónias”, defendendo a inclusão do “papel que Portugal desempenhou no desenvolvimento e, mais tarde, na abolição da escravatura, assim como a discriminação e a violência cometidas contra os povos indígenas nas ex-colónias”.

O organismo considera que “a narrativa da ‘descoberta do novo mundo’ deve ser colocada em questão” e “as autoridades deveriam ainda melhorar os manuais escolares seguindo estas linhas de orientação”, conclui.

A comissão destaca, entre outros pontos positivos, que “os comentários racistas, homofóbicos ou transfóbicos pelos políticos são raros e condenados publicamente”, que “muito poucas pessoas ciganas e negras foram vítimas de violência motivada pelo ódio” e que “a grande maioria da população portuguesa pensa que as pessoas LGB devem ter os mesmos direitos que os heterossexuais”.

No entanto, “há ainda algumas preocupantes”, sublinha o relatório, que aponta o dedo às medidas “insuficientes” e às sanções “não dissuasoras” para combater o discurso de ódio no país.

O abandono escolar das crianças afrodescendentes (três vezes maior), o número cinco vezes inferior de alunos de origem africana na universidade, o desemprego elevado entre adultos afrodescendentes e a segregação resultante dos programas de realojamento são outras das dificuldades apontadas no documento, que classifica também como “profundamente preocupante” a situação das crianças de etnia cigana, com 90% a abandonarem a escola.

Adaptação da notícia publicada na Visão a 2 de outubro de 2018

Países da União Europeia querem reduzir emissões poluentes das viaturas novas

Os países da União Europeia chegam a acordo sobre reduzirem em 35% as emissões de dióxido de carbono das viaturas novas até 2030, após uma reunião no Luxemburgo.

Alguns países sublinharam a falta de ambição europeia, após o relatório publicado pela Organização das Nações Unidas sobre o aquecimento global.

Após 13 horas de negociações, a presidência do Conselho da União Europeia obteve votos a favor de 20 Estados-membros dos 28 presentes, de reduzir em 35% as emissões médias por veículo e de 30% no caso dos camiões.

O objetivo é mais ambicioso do que o proposto pela Comissão Europeia no final de 2017, de uma redução média de 30% em 2030, mas está longe dos 40% aprovados , pelo Parlamento Europeu, no início de 2018.

As negociações demonstraram-se difíceis com a adversão da Alemanha e dos Países do Leste a uma redução maior do que 30%, porém no final das negociações votaram a favor. Os Países Baixos, como o Luxemburgo e a Irlanda que propunham medidas mais drásticas votaram contra o compromisso final.

Esta reunião permitiu aos países da UE adotarem uma posição comum para prepararem a 24.º Conferência das Partes, cimeira da ONU sobre o clima, que se vai realizar em dezembro an Polónia.

Adaptação da notícia publicada na TVI24 a 10 de outubro de 2018