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Zona euro cresce mais do que o esperado com ajuda de Espanha e Alemanha

O crescimento económico vai regressar à zona euro que, impulsionada por Espanha e Alemanha deverá avançar 1,7% em 2016, diz o FMI.

Christine Lagarde, diretora-geral do FMI. Fotografia: Mariana Bazo/REUTERS

Alemanha e Espanha vão recuperar o crescimento económico já este ano e ajudar, desta forma, a zona euro a crescer mais do que o esperado. A previsão é do FMI que esta terça-feira atualizou o seu Economic Outlook para a economia mundial.

Num ano que será de “desafios”, com a China a pressionar todos os países do mundo, o FMI reviu em baixa o crescimento para a economia mundial. Em 2015, o mundo terá crescido 3,1%, em 2016 e 2017 crescerá 3,4% e 3,6% – menos do que Lagarde esperava em outubro. Será, por isso, um ano de “desilusão”, diz o FMI.

A pesar no crescimento – ou falta dele – estará a China que “atravessa um período de transição económica” e que deverá crescer ao ritmo mais baixo dos últimos 25 anos: 6,3% em 2016, reduzindo para 6% em 2017. “O crescimento da economia chinesa está a evoluir como o previsto, mas com uma desaceleração mais rápida do que o esperado”, refere o FMI, sinalizando um travão nas exportações e importações como consequência do desinvestimento e da desaceleração da atividade industrial.

Apesar disto, na zona euro, o crescimento será acima do que se previa inicialmente: 1,7%, o mesmo que a Alemanha, sozinha, deverá conseguir já este ano e uma décima acima do que inicialmente se previa.

Notícia publicada no Dinheiro Vivo a 19 de janeiro.

Martin Schulz diz que Europa está a pedir sacrifícios às pessoas para salvar bancos

Presidente do Parlamento Europeu afirmou ainda que as “pessoas estão a pagar uma crise que não causaram”.

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O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, afirmou em Bruxelas que a Europa está a pedir sacrifícios aos cidadãos “para salvar os bancos”, defendendo que é preciso envolver os parceiros sociais e defender o modelo social europeu.

“Estamos a pedir sacrifícios aos cidadãos, aos pais, para aceitarem salários mais baixos, impostos mais altos e menos serviços. E para quê? Para salvar os bancos. E os filhos estão desempregados. Se não mudarmos isso, se não voltarmos a um tratamento igualitário e justo, as promessas feitas pela Europa não serão cumpridas”, disse Martin Schulz na conferência ‘Um novo começo para o diálogo social’, que decorre hoje em Bruxelas.

Num discurso de cerca de 20 minutos, o presidente do Parlamento Europeu referiu-se em concreto ao desemprego jovem na Grécia e em Espanha, sublinhando que “as pessoas falam de uma geração perdida na Europa” e que, “mesmo os que têm emprego muitas vezes estão presos numa espiral de estágios não remunerados e de contratos de curto prazo”.

Martin Schulz afirmou ainda que “estas pessoas estão a pagar uma crise que não causaram e sentem que não é uma sociedade justa”, destacando que compreende este sentimento e defendendo que esta “geração perdida” não afeta só os jovens, mas também os seus pais, que “investiram a vida toda na educação dos filhos”.

“Se somos capazes de mobilizar milhões de euros para estabilizar o sistema bancário e temos de negociar com 28 chefes de Estado durante meses e meses por causa de seis mil milhões de euros para combater o desemprego… Compreendo os que pensam que isto não é uma sociedade justa”, disse Schulz num discurso em que evidenciou várias vezes a importância do envolvimento dos representantes dos trabalhadores e das empresas na construção de políticas e de reformas estruturais.

Notícia publicada no Diário de Notícias a 5 de março.

Casca de caranguejo usada como matéria prima em plásticos

Pierre Assémat, euronews: “Caranguejo, uma iguaria no prato, que depois sobrecarrega os depósitos de lixo. O que fazer com as centenas de milhares de toneladas de casca de caranguejo produzidas pelos consumidores europeus todos os anos? Como reciclá-las de forma eficiente?”

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Num laboratório alemão, na Baviera, os cientistas pretendem transformar quimicamente casca de caranguejo em biopolímeros de alto desempenho. Este projeto europeu de investigação adotou a abordagem de uma biorrefinaria para reutilizar os resíduos. E o primeiro passo é extrair a quitina das conchas. Depois de celulose, a quitina é o biopolímero mais abundante na Terra.

Segundo o Bioquímico, Volker Sieber, Coordenador do Projeto Chibio: “Os camarões, caranguejos, crustáceos… Uma grande proporção do seu peso corporal contém quitina. A quitina é um polissacarídeo, um polímero, composto por moléculas de açúcar, que podem reagir quimicamente ou biotecnologicamente ou que podem ser programadas de forma a produzir moléculas diferentes.”

As cascas dos caranguejos contêm outras substâncias biológicas não renováveis​​. Utilizadas para produzir biogás, podem tornar-se numa fonte de energia. Enquanto isso, os bioquímicos de Munique desenvolveram diferentes tipos de leveduras para converter a quitina em ácidos gordos através da fermentação. Um processo que demora entre 5 a 7 dias.

Daniel Garbe, também Bioquímico explica o processo: “Assim que escolhemos as diferentes leveduras através de testes de fluorescência, vamos intensificá-las num fermentador, para as ajudar a produzir ácidos gordos suficientes para novas experiências. Estes óleos são fornecidos aos nossos parceiros na indústria para processamento. As matérias gordas que conseguimos através deste procedimento são como as que se podem ver nesta amostra”.

Pierre Assémat, euronews: “Vimos o caminho para chegar à quitina presente na casca de caranguejo. Qual será a vantagem deste biopolímero?”

Os ácidos gordos são então enviados mais para norte da Alemanha, para um dos parceiros do projeto industrial.

Matthias Ullrich, Químico na Evonik Industries também explica o procedimento: “Nesta unidade, vamos processar as matérias gordas naturais previamente obtidas a partir da casca de caranguejo, através de uma reação que acontece sob alta pressão. Desta forma obtém-se a matéria-prima para os nossos plásticos.”

As matérias gordas foram transformadas a um elevado grau de pureza química. É matéria-prima para o fabrico de plástico. O próximo passo é a polimerização. O futuro biopolímero sai deste reator entre os 250 e os 300°C.

“Usamos este reator, algo que pode ser encarado como sendo uma panela de pressão, que enchemos com matérias-primas. Essa matéria-prima foi transformada a partir das matérias gordas naturais através da catálise. Depois da reação obtemos este polímero, como se pode ver aqui, que depois passa por um banho de água”, acrescenta Matthias Ullrich.

O biopolímero é moldado e as propriedades são testadas exaustivamente. Apenas com casca de caranguejo e um processo químico complexo consegue-se um produto de alta performance. Uma matéria-prima para o futuro.

Joachim Leluschko, Engenheiro na Evonik Industries acredita que:“O mais interessante nestes biopolímeros é que não utilizamos plantas, não estão em concorrência com a indústria de alimentar. Temos uma série de projetos em que usamos resíduos orgânicos. Resíduos que de outra forma seriam destruídos, vamos usá-los como matéria-prima natural para produzir plástico no futuro.”

Esta matéria-prima renovável vai servir para moldar um sem número de objetos num futuro próximo.

Publicado na Euronews a 12 de maio de 2014

Portugal tem saída limpa, com apoio político da Europa

Decisão está tomada e já foi comunicada ao Presidente da República, que acompanhou de perto o fecho do programa de ajustamento.
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A decisão está tomada e até já foi comunicada ao Presidente da República: Portugal sai do programa de ajustamento directamente para os mercados, sem programa cautelar ou qualquer tipo de seguro, mas com o apoio político dos parceiros europeus.

Esse apoio terá a forma de um comunicado em que os outros países da União dizem que, se alguma coisa acontecer, cá estarão para apoiar Portugal. Foi também assim com a Irlanda. As circunstâncias é que eram diferentes, mas no plano essencial o desfecho é o mesmo.

Juridicamente, ao que foi explicado à Renascença, só há três formas de saída do plano de ajustamento: directamente para os mercados ou com um programa cautelar, que pode ser mas leve ou mais exigente. O resto, como disse à Renascença uma fonte do Governo, “são declarações políticas, que dão conforto e segurança”.

E é isso que Portugal terá. Por opção, mas sobretudo por pressão dos parceiros europeus, pois para haver programa cautelar seria necessário que todos quisessem e isso implicaria votações nos parlamentos de alguns países. A Renascença sabe que a posição da chanceler alemã foi que não poderia haver cautelar. Se a Irlanda não precisou e Portugal precisasse, então era porque haveria um problema e, no entendimento da chanceler, havendo um problema então mais valia esperar um ano para Portugal terminar o programa.

Assim também se explica a evolução da posição do próprio Governo. Ainda no princípio do ano, Passos Coelho defendia em privado as virtudes de um programa cautelar. Mas, desde há dois meses que ninguém no Governo considerava outra hipótese que não fosse a saída sem programa.

E é isso que Passos Coelho irá anunciar no domingo ao país, mas que já comunicou ao Presidente da República. De acordo com fontes contactadas pela Renascença, Cavaco Silva acompanhou muito de perto a fase final das negociações e Passos Coelho antecipou-lhe esta sexta-feira o que vai dizer na comunicação ao país que fará no domingo.

Publicado na Rádio Renascença a 03 de maio de 2014

Bruxelas revê em ligeira alta ritmo da retoma económica na Europa

A Comissão Europeia reviu hoje em alta as previsões de retoma da economia europeia, projetando crescimentos de 1,5% na União Europeia e de 1,2% na zona euro, que vão acelerar para 2,0 e 1,8% em 2015.

 Nas previsões de inverno hoje divulgadas, o executivo comunitário prevê “a continuação da retoma económica na maioria dos Estados-membros e na União Europeia [UE] como um todo”, apontando que, depois da saída da recessão na primavera de 2013 e de três trimestres consecutivos de um crescimento muito ténue, o Produto Interno Bruto (PIB) vai crescer de uma forma mais consistente em 2014 e 2015.

Os valores agora projetados por Bruxelas encontram-se ligeiramente acima daqueles antecipados em novembro passado, por ocasião das previsões de outono publicadas a 05 de novembro passado, que projetavam crescimentos de 1,4% e 1,1% na UE e zona euro para este ano, e de 1,9% e 1,7% em 2015, respetivamente, “acrescentando” assim uma décima a cada projeção.

“A retoma está a ganhar terreno na Europa, depois de um regresso ao crescimento em meados do ano passado. O fortalecimento da procura interna este ano deverá ajudar-nos a alcançar um crescimento mais equilibrado e mais sustentável. O reequilíbrio da economia europeia está a progredir e a competitividade externa a melhorar, particularmente nos países mais vulneráveis”, comentou o comissário europeu dos Assuntos Económicos.

Olli Rehn advertiu, todavia, que “o pior da crise pode estar para trás, mas tal não é um convite para ser complacente, uma vez que a retoma é ainda modesta”.

“Para consolidar a retoma e criar mais empregos, precisamos de continuar no caminho das reformas económicas”, disse.

A Comissão considera também que os riscos, como uma nova perda de confiança, estão agora mais equilibrados do que no outono passado, e “arrisca” mesmo que a retoma até pode ser mais forte que o esperado, o que aconteceria no caso do “risco positivo” de serem levados a cabo mais reformas estruturais, o que poderia estimular o crescimento, designadamente através do investimento, e a capacidade do setor bancário para conceder empréstimos.

Segundo Bruxelas, a consolidação orçamental também está a produzir resultados, com os défices a continuarem a descer, devendo cair em média para os 2,7% na UE e 2,6% no espaço monetário único.

A nível do desemprego, Bruxelas não é tão otimista, admitindo que continuará a níveis muito elevados, apenas com ligeiros recuos, estimando que, no conjunto da UE, recue para os 10,7% em 2014 e 10,4% em 2015 (depois dos 10,9% em 2013), e na zona euro abrande para os 12% este ano e 11,7% no próximo (contra 12,1% no ano passado).

Publicado em RTP a 25 de fevereiro de 2014

Fraudes com cartões aumentaram na Europa

As fraudes com cartões bancários na Europa aumentaram em 2012 devido, principalmente, a um maior número de burlas na internet, segundo um relatório do Banco Central Europeu (BCE) publicado hoje.

Este estudo abrange os países que fazem parte do SEPA, espaço único de pagamentos em euros, ou seja os 28 da União Europeia (UE), Islândia, Liechtenstein, Mónaco, Noruega e Suíça.

“As fraudes com cartões bancários no seio do SEPA aumentaram em 2012 pela primeira vez desde 2008”, constata o BCE no estudo.

O montante total das fraudes em 2012 foi avaliado em 1,33 mil milhões de euros, ou seja mais 14,8% que em 2011.

No entanto, este valor das fraudes de 2012 representa um decréscimo de 9,3% face ao nível de 2008, tendo as transações com cartões bancários aumentado 17% em 2012 comparativamente a 2008, sublinha ainda o BCE.

Quanto à parte de fraude no total das transações (de 3.500 mil milhões de euros), esta cifrou-se em 0,038% em 2012, depois de 0,036% em 2011, 0,040 em 2010 e depois de um pico de 0,050% em 2009.

Em concreto, os dados reunidos pelo BCE e pelos 18 bancos centrais da zona euro demonstram que em valor, cerca de 60% das fraudes com cartões bancários em 2012 resultaram de pagamentos postais, por telefone e na internet, ligadas à explosão das compras ‘online’ desde 2008.

Este tipo de fraude, que aumentou 21% de 2011 para 2012, também foi observada nos países que se esforçaram para melhorar a segurança dos pagamentos com cartões na internet, adianta o BCE.

“Estes dados demonstram que nos devemos manter vigilantes em relação às fraudes com cartões bancários, mesmo vendo que o nível de contrafação é inferior no seio da zona SEPA como fora, graças à adoção de normas de segurança muito elevadas”, afirmou o vice-presidente do BCE, Vitor Constâncio, citado no estudo.

Publicado em RTP a 25 de fevereiro de 2014

Bruxelas mantém supervisão em Lisboa até 2037

Portugal vai continuar a ser supervisionado por Bruxelas “pelo menos até 2026”, uma fiscalização que poderá ir “até 2036 ou 2037”, havendo missões regulares a cada seis meses, disseram à Lusa dois analistas de mercado.

As regras europeias determinam que, quando um país termina um programa de assistência financeira, a vigilância pós-programa mantém-se até que o país em causa pague pelo menos 75% do montante recebido, havendo missões duas vezes por ano, independentemente da forma como venha a sair do programa.

“De acordo com uma maioria simples, com a previsão do escalonamento de dívida que ainda temos para pagar e sabendo que os prazos [de maturidade dos empréstimos de Bruxelas] são de 19,5 anos, em média, diria que teremos uma supervisão até 2036 ou 2037, por aí”, afirmou João Pereira Leite, analista do Banco Carregosa, em entrevista à agência Lusa.

No entanto, para João Pereira Leite, a maior dificuldade que Portugal enfrenta “são os próximos cinco anos”, período em que haverá “mais certezas sobre o que vai ser o escalonamento do pagamento da dívida portuguesa”, o que estará dependente sobretudo da capacidade de a economia crescer.

“Se temos falta de visibilidade para os próximos cinco anos, para os próximos 25… É muito difícil ter visibilidade sobre 2036. Que seguramente vamos ser vigiados nos próximos 20 anos, não tenho dúvidas; se o pagamento da dívida vai ser feito como nós hoje conseguimos escalonar para os próximos anos, acho que ninguém sabe com certeza se vai ser assim ou ligeiramente diferente ou muito diferente”, resumiu o analista.

Já segundo o presidente da Informação de Mercados Financeiros (IMF), Filipe Garcia, Portugal estará “seguramente sob vigilância” da União Europeia (UE) “pelo menos até 2026”, mas o analista admite que o país só pague 75% do empréstimo europeu “pela década de 2030”.

“Pelo menos até essa altura [2026], em que ainda não pagamos nada, estaremos seguramente sob vigilância”, afirmou, sublinhando que só a partir desse ano está previsto, conforme o perfil de dívida está atualmente negociado, que Portugal comece a amortizar o empréstimo concedido pela União.

Relativamente à eventualidade de Portugal ter que vir novamente a reescalonar a dívida, Filipe Garcia recordou que só se estima que o país reembolse 75% do empréstimo “pela década de 2030”, pelo que, “seguramente, as coisas se alterarão até lá”.

“Há que ter a noção que é um tipo de dívida que já foi reescalonada e que é reescalonável”, afirmou, salientando que “não só os mercados sabem isto, como o consideram saudável para a sustentabilidade da dívida”.

Para o analista da IMF, a “vigilância” europeia manifestar-se-á “sobretudo sob a forma de influência política”: “Estamos aqui sobretudo num jogo político, de influência mútua, em que Portugal vai tentar fazer passar a mensagem de que não pode ajustar de forma demasiadamente rápida, porque isso não trará sustentabilidade à dívida, e a Europa tentará sempre fazer com que Portugal não fuja dos critérios do Pacto de Estabilidade e Crescimento, sob a ameaça velada de retirar esse apoio futuro”.

No caso de Portugal, dos 79,4 mil milhões de euros recebidos no âmbito do resgate financeiro, 27,4 mil milhões vêm do Fundo Monetário Internacional (FMI) e os restantes 52 mil milhões vêm de Bruxelas. Segundo as regras europeias, os parceiros europeus vão continuar a realizar avaliações regulares no país até que 75% deste valor seja reembolsado.

O IGCP, a agência que gere a dívida pública portuguesa, disponibiliza uma simulação do calendário de amortização da dívida de médio e longo prazo, que não inclui a extensão de maturidades, uma vez que o prazo de pagamento final dos empréstimos do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) não está ainda definido e vai ser operacionalizado apenas perto da respetiva data de amortização original.

Publicado em RTP a 07 de março de 2014

Comissão Europeia doa 45 mil euros a associação e liceu portugueses

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, decidiu investitr 45.000 euros do Prémio Europeu Carlos V, entregue esta quinta-feira, em Espanha, no conhecido Liceu Camões e ainda na Associação CAIS, em Lisboa. O mesmo visa distinguir o papel desempenhado pelo português durante a crise financeira europeia, nomeadamente a constante aposta na UE “para enfrentar os desafios da atualidade”.

No total, o montante do prémio ascende aos 90.000 euros, mas, metade é destinada pelos galardoados a bolsas de estudo promovidas pela Academia Europeia de Yuste. No caso de Durão Barroso, este decidiu contemplar aqueles trabalhos que integrassem o domínio das relações entre a Europa, a América do Norte e a América Latina.

Por outro lado, os restantes 45.000 euros foram escolhidos pelo presidente para apoiar causas na área da edução e do apoio social como as  obras de requalificação do Liceu Camões, em Lisboa, e o trabalho da Associação CAIS junto dos sem-abrigo.

Fundado em 1092, o Liceu Camões é uma das mais prestigiadas escolas secundárias de Lisboa e do país, estando, inclusive, classificado como monumento de interesse público desde 2012. Ainda assim, o edifício onde Durão Barroso estudou e fez o ensino secundário encontra-se, hoje, num avançado de degradação e a precisar de financiamento para urgentes obras de restauro.

Publicado em Boas Notícias a 17 de janeiro de 2014

Science4you cria projeto com a Comissão Europeia

A empresa portuguesa Science4you vai criar, em conjunto com a Comissão Europeia, um projeto que tem como objetivo sensibilizar os alunos portugueses para o desenvolvimento sustentável através do envio gratuito de materiais didáticos para entidades escolares. A iniciativa prevê ainda a realização de torneios e concursos.

A Science4you – empresa que se dedica à produção, desenvolvimento e comercialização de brinquedos educativos – acaba de lançar o projeto “Europa Sustentável”, iniciativa promovida pela Comissão Europeia, através do Centro de Informação Jacques Delors.

Através do envio de materiais didáticos, em formato de jogos de tabuleiro, para entidades escolares de todo o país (de escolas a universidades), e através da dinamização de atividades paralelas, o projeto Europa Sustentável irá sensibilizar crianças do 1º ciclo ao ensino universitário para o desenvolvimento sustentável (nas suas três vertentes: económica, ambiental e social) e para a ação da União Europeia nesta área.

Torneios e concursos
Além destes materiais, e com base nos jogos de tabuleiro criados pela Science4you – Rota 2020 – será desenvolvido um torneio nacional com três etapas distintas: Institucional, Distrital e Nacional.

Cada escola/agrupamento inscrito vai receber um jogo por cada três turmas participantes de cada ciclo de escolaridade, até um máximo de cinco jogos por cada ciclo.Paralelamente ao Torneio Rota 2020, decorrerá também o concurso Jornadas Ecológicas que irá desafiar turmas e clubes de alunos dos vários ciclos de escolaridade a desenvolver projetos ligados às várias facetas do desenvolvimento sustentável e a submete-los a concurso nacional.

Está ainda prevista, para Abril, uma atividade destinada ao público universitário designada “Tu Ensinas”, através da qual a Science4you vai desafiar alunos deste nível de ensino a realizar protótipos de brinquedos relacionados com o desenvolvimento sustentável.

Publicado em Boas Notícias a 20 de fevereiro de 2014

Sapatos portugueses vão andar cada vez mais pela Europa

Apesar dos investimentos crescentes na promoção internacional – e que só nos próximos dois anos ascenderão a 20 milhões de euros -, os industriais portugueses de calçado continuam a concentrar o grosso dos seus esforços no continente europeu.

As vendas para os mercados extracomunitários cresceram 160% desde 2009 e representam já 13% do total das exportações de sapatos. Mas a Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes e Artigos de Pele e seus Sucedâneos (APICCAPS) garante que esse peso relativo já não será muito alterado. “A Europa não é um, são 28 mercados ricos”, lembra o diretor geral, Manuel Carlos.

Para a APICCAPS, a perspetiva é que o contributo dos mercados extracomunitários suba até aos 20% até 2020, mas não vá além disso. “A União Europeia é um conjunto de 28 países com realidades diversas, heterogéneas. Um conjunto vasto de países com culturas, hábitos de consumo e tradições distintas, mas com um rendimento per capita médio dos maiores do mundo”, refere Manuel Carlos, que sublinha: “O nível de concentração, num espaço geográfico tão pequeno, de uma população tão rica, faz com que estes territórios sejam mercados alvo prioritários”.

Sobretudo para um indústria que, nos últimos 20 anos, foi evoluindo na gama de produto e de preço. “A indústria portuguesa dedica-se hoje à produção de sapatos mais sofisticados e que se destinam a uma segmento de consumidores com um maior poder de compra”, acrescenta.

O que não significa que os empresários descurem novas oportunidades e novos mercados. Bem pelo contrário. “Estamos muito atentos à evolução do mundo, dos tempos, da história e à volatilidade das economias. Não perdemos nunca a oportunidade de explorar novos destinos, mas mantendo sempre uma posição muito firme e muito forte na Europa”, diz o diretor geral da APICCAPS. Que lembra que este é o percurso oposto ao da economia portuguesa como um todo, que tem “desconcentrado as suas exportações para fora da UE”.

Publicado em Dinheiro Vivo a 10 de março de 2014