Portugal é o terceiro país que mais sofre de cibercrimes na UE

Portugal é dos países que menos investe na cibersegurança, de acordo com um estudo publicado no site do Gabinete de Estratégia e Estudos, do Ministério da Economia. Em comparação aos outros membros da União Europeia, Portugal é o 3º país que mais sofre de cibercrimes.

O país ocupa ainda o terceiro lugar nos países da UE que correm maior risco de sofrer um ciberataque.

Relativamente à situação das empresas portuguesas “ainda parece não se verificar uma aposta forte na cibersegurança”, sendo que “muitas empresas ainda optam pela internalização desta função, por não considerarem uma área prioritária, o que poderá ser explicado pelo facto de o tecido empresarial ser constituído na sua grande maioria por PME [Pequenas e Médias Empresas], com menos capacidade financeira para fazer face às necessidades de uma política de cibersegurança eficaz”, escreve o autor da investigação, Gabriel Osório de Barros.

Gabriel Osório de Barros fala da “importância de os Governos publicarem ou obrigarem as instituições a publicar informação relativa a ciberataques com base em critérios objetivos”, sendo que defende “a adoção de legislação (…) embora, em geral, [esta] demore a produzir efeitos – os processos legislativos tendem a ser mais lentos que a evolução tecnológica”.

Adaptação da notícia publicada no SOL a 9 de outubro de 2018