Arquivo mensal: Outubro 2018

Empresa portuguesa desenvolve software do arquivo digital da UE

A Keep Solutions está sediada em Braga e foi criada por ex-alunos e professores de Informática e Ciências de Computação da Universidade do Minho. O arquivo digital vai armazenar 75 milhões de ficheiros.

Uma empresa de Braga criou o ‘software’ que vai suportar o arquivo da legislação da União Europeia, um repositório digital que integra mais de 75 milhões de ficheiros, incluindo tratados, regulamentos e acórdãos.

Em comunicado, a Universidade do Minho (UMinho) explica que a tecnologia, apelidada de “Roda”, foi criada por uma das suas ‘spin-offs’*, a Keep Solutions, em parceria com a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas.

“[O Roda] é um repositório capaz de incorporar, preservar e dar acesso a todo o tipo de material produzido por grandes organizações públicas ou privadas. Segue normas internacionais para sistemas de preservação digital, permitindo que a informação permaneça autêntica e acessível ao longo do tempo”, explica o diretor para a inovação da Keep Solutions, Luís Faria.

Segundo a academia minhota, o software português foi selecionado entre várias propostas pelo Serviço de Publicações da União Europeia, sediado no Luxemburgo e que assegura a edição das publicações das instituições europeias.

A Keep Solutions foi fundada há dez anos e dedica-se ao desenvolvimento de soluções avançadas para a área da gestão de informação e da preservação digital, tendo vindo a trabalhar com instituições como a Presidência da República, o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, o Exército e a Marinha, vários ministérios e universidades, dezenas de municípios e outras entidades.

*Spin-off: Empresa derivada, que nasceu a partir de um grupo de pesquisa de uma empresa, universidade ou centro de pesquisa público ou privado, normalmente com o objetivo de explorar um novo produto ou serviço de alta tecnologia.

Adaptação da notícia publicada no Dinheiro Vivo a 25 de julho de 2018

Líderes europeus e asiáticos enfrentam Trump

Cimeira em Bruxelas reuniu 28 líderes da União Europeia, Noruega e Suíça, e mais 21 líderes de países asiáticos, que juntos representam 55% do comércio mundial, 60% da população, 65% do PIB Mundial e 75% do turismo mundial.

Os líderes europeus e asiáticos anunciaram-se a favor de relações de comércio livre.

Naquela que foi a quarta reunião de alto nível da semana foi palpável a tensão comercial das grandes economias mundiais com o presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

O chanceler da Austria, países que lidera a presidência da UE atualmente, sublinhou a importância do encontro europeu-asiático, pois este conjunto detém o “maior índice de crescimento”, e realçou ainda que em breve a China será a maior economia do mundo.

Já a chanceler alemã criticou a atuação norte-americana no domínio comercial realçando a importância de “regras”.

“Esta reunião mostra que há países na Europa e na Ásia que querem um comércio baseado em regras e subscrevem o multilateralismo” afirmou Merkel.

Nesta cimeira, que contou com a presença de países como a China, Índia, Paquistão e Irão, debateram-se também “questões sobre os direitos humanos e valores”.

A União Europeia assinou um acordo de comércio com Singapura e comprometeu-se a  tentar chegar a um acordo com o Japão, Vietname, Indonésia e a Malásia.

Adaptação da notícia publicada no Diário de Notícias a 19 de outubro de 2018

Repertório de filmes europeus em online para fácil acesso

Repertório de filmes europeus passa a estar disponível em online e dá a conhecer os filmes nos serviços de vídeo a pedido. A iniciativa é suportada pelo programa MEDIA da Comissão Europeia e envolve o Observatório Europeu do Audiovisual.

A Comissão Europeia e o Observatório Europeu do Audiovisual apresentaram um protótipo de repertório cinematográfico europeu. O repertório insere-se na estratégia Digital4Culture, inscrita no Ano Europeu do Património Cultural de 2018.

Segundo Mariya Gabriel, Comissária europeia de Economia Digital e Sociedade, “o objetivo do repertório cinematográfico europeu e, de modo mais geral, o desafio da estratégia Digital4Culture, é tirar partido da boa relação entre as tecnologias digitais e a cultura”.

O novo repertório vai permitir aos profissionais, entidades públicas e cidadãos aceder a informação sobre os filmes europeus e sobre a sua disponibilidade em online nos serviços de vídeo a pedido (VOD), em todos os países da União Europeia.

A Europa é um ator importante no cinema mundial, com mais de 18 000 filmes produzidos entre 2007 e 2016 e um volume de produção total que aumentou 47%, passando de 1 444 longas-metragens, em 2007, para 2 124, em 2016, no entanto, atualmente, os filmes europeus online representam apenas cerca de 25% do total dos filmes disponibilizados pelos serviços de vídeo a pedido (VOD) na União Europeia.

O repertório, que está ainda em fase de protótipo, inclui dados de 115 serviços VOD e 35 000 filmes europeus. O lançamento da versão inicial deverá ocorrer na primavera de 2019, e a versão definitiva do repertório deve estar concluída no final do próximo ano.

Adaptação da notícia publicada na TVEuropa a 18 de outubro de 2018

Imagem da UE é a melhor de sempre

O Eurobarómetro aponta que a imagem da União Europeia atingiu a maior percentagem favorável de sempre, com 68% dos inquiridos a considerarem positivo pertencerem à UE.

A imagem da UE atingiu o melhor registo de sempre, numa altura em que se aproxima a data de concretização do Brexit. O último barómetro realizado em setembro mostra que 62% dos europeus inquiridos pensam que pertencer à UE é “uma coisa boa”.

Para além deste ponto positivo, sublinha-se o facto de 68% dos entrevistados considerarem que é benéfico  para o país pertencer à UE.

Este estudo conclui ainda o favoritismo português à União Europeia, sendo Portugal o país com o  valor mais favorável do conjunto de 28 países: 67% dos portugueses consideram “uma coisa boa” pertencer à UE. 78% acreditam que Portugal ganhou com a adesão ao bloco europeu.

Quanto à permanência do Reino Unido na UE, 66% dos europeus entrevistados votam em “ficar” enquanto, no caso de Portugal, vota-se 72% a favor.

Este barómetro, no qual participaram 27.474 cidadãos europeus dos 28 países-membros, sinaliza um aumento da satisfação dos inquiridos relativamente ao funcionamento da democracia no projecto europeu. Em Portugal, 61% estão satisfeitos com o modo de funcionamento democrático e 49% mostram-se agradados com o conjunto da UE.

Adaptação da notícia publicada no Jornal de Negócios a 17 de outubro de 2018

Portugueses são os que mais confiam nas vacinas na União Europeia

Portugal é o país da União Europeia com a maior percentagem de população a confiar nas vacinas, considerando-as seguras, efetivas e importantes para as crianças.

Segundo um estudo promovido pela Comissão Europeia, 98% dos portugueses consideram as vacinas importantes para a saúde das crianças, 96,6% entendem que são efetivas e mais de 95% dizem que são seguras. Portugal surge assim como o país com maior percentagem de população a encarar as vacinas como seguras, efetivas e importantes na infância.

O inquérito, feito nos 28 países da União Europeia a cerca de 29 mil pessoas de uma amostra representativa de cada estado-membro, questionou especificamente a confiança na vacina do sarampo, doença que teve recentemente na Europa surtos ou ressurgimento de casos.

Em termos globais na União Europeia, são menos de 80% os que consideram a vacina do sarampo como segura. Relativamente à vacina da gripe, menos de 70% da população europeia encara-a como segura.

Portugal surge com a maior percentagem de pessoas que consideram segura e importante a vacina trivalente contra o sarampo, rubéola e papeira. Suécia, Bélgica, Bulgária e Letónia são os países com menor percentagem de população a considerar a vacina do sarampo como segura.

Segundo um estudo da Comissão Europeia, a cobertura vacinal do sarampo diminuiu em 12 dos 28 estados da União Europeia a partir de 2010 (Bulgária, Croácia, Estónia, Eslováquia, Eslovénia, Finlândia, Grécia, Holanda, Lituânia, Polónia, Roménia e República Checa). O mesmo estudo recorda que os surtos recentes da doença, os mais elevados em sete anos, são consequência imediata de quebras de vacinação.

Segundo um relatório do Centro Europeu de Controlo de Doenças, foram reportados mais de 13 mil casos de sarampo na Europa num ano, entre setembro de 2017 e setembro deste ano.

Em Portugal, a vacina contra o sarampo faz parte do Programa Nacional de Vacinação, segundo o qual deve ser administrada aos 12 meses e aos cinco anos.

Adaptação da notícia publicada no Diário de Notícias a 24 de outubro de 2018

Portugal é o terceiro país que mais sofre de cibercrimes na UE

Portugal é dos países que menos investe na cibersegurança, de acordo com um estudo publicado no site do Gabinete de Estratégia e Estudos, do Ministério da Economia. Em comparação aos outros membros da União Europeia, Portugal é o 3º país que mais sofre de cibercrimes.

O país ocupa ainda o terceiro lugar nos países da UE que correm maior risco de sofrer um ciberataque.

Relativamente à situação das empresas portuguesas “ainda parece não se verificar uma aposta forte na cibersegurança”, sendo que “muitas empresas ainda optam pela internalização desta função, por não considerarem uma área prioritária, o que poderá ser explicado pelo facto de o tecido empresarial ser constituído na sua grande maioria por PME [Pequenas e Médias Empresas], com menos capacidade financeira para fazer face às necessidades de uma política de cibersegurança eficaz”, escreve o autor da investigação, Gabriel Osório de Barros.

Gabriel Osório de Barros fala da “importância de os Governos publicarem ou obrigarem as instituições a publicar informação relativa a ciberataques com base em critérios objetivos”, sendo que defende “a adoção de legislação (…) embora, em geral, [esta] demore a produzir efeitos – os processos legislativos tendem a ser mais lentos que a evolução tecnológica”.

Adaptação da notícia publicada no SOL a 9 de outubro de 2018

Portugal é dos países da União Europeia que menos gasta em transportes

Portugal é um dos países da União Europeia que menos gastam no sector dos transportes. A conclusão é do gabinete de estatísticas Eurostat, que comparou a percentagem de despesa dos 28 estados-membros da UE face ao produto interno bruto de cada um destes países.

Em 2016, o investimento de Portugal em transportes (1,7% face ao PIB) ficou abaixo da média da União Europeia, de 1,9% face ao PIB.

O investimento em transportes inclui as despesas com gestão, regulação, construção e manutenção de toda a infraestrutura seja em estradas, comboios, transportes aéreos, gasodutos e oleodutos e qualquer outra infraestrutura para transporte de bens.

Luxemburgo, Hungria e República Checa foram os três países que mais apostaram nesta área; no sentido inverso, Chipre, Irlanda e Malta foram os estados-membros que menos deram prioridade ao segmento dos transportes.

O investimento do Estado português na área dos transportes tem estado em debate por causa da situação na CP. Até ao final do primeiro semestre, a empresa pública de comboios executou apenas 4,7 milhões de euros de investimento, ou seja 10,6% da verba prevista no Orçamento do Estado, segundo informações da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO).

Adaptação da notícia publicada no Dinheiro Vivo a 4 de setembro de 2018

Quatro portugueses premiados em concurso de Jovens Cientistas da UE (sem imagem)

Quatro portugueses foram premiados em Dublin na 30.ª edição do concurso para Jovens Cientistas da União Europeia (UE), tendo um ficado em segundo lugar da prova geral, divulgou a Comissão Europeia.

Segundo um comunicado do executivo comunitário, Francisco Miguel Araújo (17 anos), conseguiu o segundo lugar da prova geral e o prémio de honra do concurso com um projeto no domínio da Matemática. O jovem irá receber um montante de 5.000 euros e uma entrada para assistir à cerimónia dos Prémios Nobel 2018.

Um grupo composto por João Maria Pinto Leite, Mário Ribeiro e Catarina Brandão, (todos com 18 anos), conquistaram o Prémio CarGill com um projeto na área do Ambiente.

Os jovens portugueses integram o universo de 135 estudantes, com idades entre os 14 e 20 anos, provenientes de 38 países que apresentaram 88 projetos de diversos campos científicos.

Os vencedores partilham, no total, 57 mil euros em prémios monetários e outras recompensas como visitas de estudo aos melhores centros científicos por todo o mundo.

“Felicito os vencedores pela qualidade dos projetos que apresentaram. Fico muito animado de ver tanto talento nestes jovens cientistas e inovadores”, disse o comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, citado no comunicado.

O concurso para Jovens Cientistas da UE foi lançado em 1989 pela Comissão Europeia para encorajar a cooperação e permitir aos concorrentes o contacto com investigadores.

Adaptação da notícia publicada no Diário de Notícias a 18 de setembro de 2018

Europa quer que manuais incluam “a discriminação e a violência” dos Descobrimentos

Um relatório publicado pelo Conselho da Europa recomenda a Portugal “repensar o ensino da história e, em particular, a história das ex-colónias” e defende que o “contributo dos afrodescendentes, assim como dos ciganos, para a sociedade portuguesa deve ser tratado” nos manuais escolares.

Apesar de, nos últimos cinco anos, a Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância (ECRI) ter registado vários “progressos” em Portugal, há ainda várias “questões preocupantes”, lê-se no relatório europeu.

A ECRI encoraja as autoridades portuguesas a “repensar o “ensino da história e, em particular, a história das ex-colónias”, defendendo a inclusão do “papel que Portugal desempenhou no desenvolvimento e, mais tarde, na abolição da escravatura, assim como a discriminação e a violência cometidas contra os povos indígenas nas ex-colónias”.

O organismo considera que “a narrativa da ‘descoberta do novo mundo’ deve ser colocada em questão” e “as autoridades deveriam ainda melhorar os manuais escolares seguindo estas linhas de orientação”, conclui.

A comissão destaca, entre outros pontos positivos, que “os comentários racistas, homofóbicos ou transfóbicos pelos políticos são raros e condenados publicamente”, que “muito poucas pessoas ciganas e negras foram vítimas de violência motivada pelo ódio” e que “a grande maioria da população portuguesa pensa que as pessoas LGB devem ter os mesmos direitos que os heterossexuais”.

No entanto, “há ainda algumas preocupantes”, sublinha o relatório, que aponta o dedo às medidas “insuficientes” e às sanções “não dissuasoras” para combater o discurso de ódio no país.

O abandono escolar das crianças afrodescendentes (três vezes maior), o número cinco vezes inferior de alunos de origem africana na universidade, o desemprego elevado entre adultos afrodescendentes e a segregação resultante dos programas de realojamento são outras das dificuldades apontadas no documento, que classifica também como “profundamente preocupante” a situação das crianças de etnia cigana, com 90% a abandonarem a escola.

Adaptação da notícia publicada na Visão a 2 de outubro de 2018

Portugal com a 3ª maior subida de preços das casas na União Europeia

Os preços da habitação aumentaram, no segundo trimestre, 4,3% quer na zona euro quer na União Europeia (UE) face ao período homólogo. Portugal registou a terceira maior subida (11,2%) entre os Estados-membros, segundo a informação divulgada pelo Eurostat.

De acordo com o gabinete estatístico da UE, comparando com os primeiros três meses do ano, no segundo trimestre os preços da habitação aumentaram 1,4% na zona euro e na UE.

Em Portugal, os preços da habitação subiram 2,3% do primeiro para o segundo trimestre do ano.

Face ao período homólogo, entre abril e junho as maiores subidas do indicador observaram-se na Eslovénia (13,4%), na Irlanda (12,6%), em Portugal (11,2%) e na Hungria (10,4%), tendo sido registados dois recuos: na Suécia (-1,7%) e em Itália (-0,2%).

Comparando com o primeiro trimestre do ano, as subidas mais significativas aconteceram na Eslovénia (4,2%), em Malta (3,2%), na Letónia e Roménia (3,1% cada), e a única baixa foi registada na Croácia (-0,2%).

Adaptação de notícia publicada no Jornal Económico a 5 de outubro de 2018