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Paulo Rangel exige intervenção da UE na suspensão de voos da TAP na Venezuela

Em relação à suspensão de voos da Tap para Caracas Eurodeputado social-democrata considera “inaceitável” que o Alto Representante “não se tenha ainda pronunciado”

©  JOSÉ COELHO/LUSA

Segundo um comunicado enviado às redações o eurodeputado social-democrata considera “inaceitável” que o Alto Representante “não se tenha ainda pronunciado” derivado á suspensão de voos da TAP para Caracas, capital da Venezuela.

Adaptação da notícia do DN/Lusa no Diário de Notícias a 19 de fevereiro de 2020


Costa contra divisão e defende o projeto europeu

António Costa, primeiro Ministro de Portugal deixou uma mensagem “contra a divisão” e pelo projeto construção europeia

© TIAGO PETINGA/LUSA

“No dia do Brexit, contra a divisão, afirmamos a coesão. Em Beja, dois comissários [europeus] e 17 Estados-membros da União Europeia, do Báltico ao Mediterrâneo, do Atlântico ao Adriático, juntos para uma União Europeia mais coesa, mais próspera e mais solidária para todos”, postou António Costa no Twitter.

O Primeiro Ministro assinalou o último dia de presença do Reino Unido na União Europeia e deixou uma mensagem que afirmou que este país continuará a ter com Portugal uma relação “forte e duradoura”.

Adaptação da notícia de DN/Lusa publicada no Diário de Notícias a 1 fevereiro de 2020


Empresa portuguesa desenvolve software do arquivo digital da UE

A Keep Solutions está sediada em Braga e foi criada por ex-alunos e professores de Informática e Ciências de Computação da Universidade do Minho. O arquivo digital vai armazenar 75 milhões de ficheiros.

Uma empresa de Braga criou o ‘software’ que vai suportar o arquivo da legislação da União Europeia, um repositório digital que integra mais de 75 milhões de ficheiros, incluindo tratados, regulamentos e acórdãos.

Em comunicado, a Universidade do Minho (UMinho) explica que a tecnologia, apelidada de “Roda”, foi criada por uma das suas ‘spin-offs’*, a Keep Solutions, em parceria com a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas.

“[O Roda] é um repositório capaz de incorporar, preservar e dar acesso a todo o tipo de material produzido por grandes organizações públicas ou privadas. Segue normas internacionais para sistemas de preservação digital, permitindo que a informação permaneça autêntica e acessível ao longo do tempo”, explica o diretor para a inovação da Keep Solutions, Luís Faria.

Segundo a academia minhota, o software português foi selecionado entre várias propostas pelo Serviço de Publicações da União Europeia, sediado no Luxemburgo e que assegura a edição das publicações das instituições europeias.

A Keep Solutions foi fundada há dez anos e dedica-se ao desenvolvimento de soluções avançadas para a área da gestão de informação e da preservação digital, tendo vindo a trabalhar com instituições como a Presidência da República, o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, o Exército e a Marinha, vários ministérios e universidades, dezenas de municípios e outras entidades.

*Spin-off: Empresa derivada, que nasceu a partir de um grupo de pesquisa de uma empresa, universidade ou centro de pesquisa público ou privado, normalmente com o objetivo de explorar um novo produto ou serviço de alta tecnologia.

Adaptação da notícia publicada no Dinheiro Vivo a 25 de julho de 2018

Portugal é o terceiro país que mais sofre de cibercrimes na UE

Portugal é dos países que menos investe na cibersegurança, de acordo com um estudo publicado no site do Gabinete de Estratégia e Estudos, do Ministério da Economia. Em comparação aos outros membros da União Europeia, Portugal é o 3º país que mais sofre de cibercrimes.

O país ocupa ainda o terceiro lugar nos países da UE que correm maior risco de sofrer um ciberataque.

Relativamente à situação das empresas portuguesas “ainda parece não se verificar uma aposta forte na cibersegurança”, sendo que “muitas empresas ainda optam pela internalização desta função, por não considerarem uma área prioritária, o que poderá ser explicado pelo facto de o tecido empresarial ser constituído na sua grande maioria por PME [Pequenas e Médias Empresas], com menos capacidade financeira para fazer face às necessidades de uma política de cibersegurança eficaz”, escreve o autor da investigação, Gabriel Osório de Barros.

Gabriel Osório de Barros fala da “importância de os Governos publicarem ou obrigarem as instituições a publicar informação relativa a ciberataques com base em critérios objetivos”, sendo que defende “a adoção de legislação (…) embora, em geral, [esta] demore a produzir efeitos – os processos legislativos tendem a ser mais lentos que a evolução tecnológica”.

Adaptação da notícia publicada no SOL a 9 de outubro de 2018

Portugal é dos países da União Europeia que menos gasta em transportes

Portugal é um dos países da União Europeia que menos gastam no sector dos transportes. A conclusão é do gabinete de estatísticas Eurostat, que comparou a percentagem de despesa dos 28 estados-membros da UE face ao produto interno bruto de cada um destes países.

Em 2016, o investimento de Portugal em transportes (1,7% face ao PIB) ficou abaixo da média da União Europeia, de 1,9% face ao PIB.

O investimento em transportes inclui as despesas com gestão, regulação, construção e manutenção de toda a infraestrutura seja em estradas, comboios, transportes aéreos, gasodutos e oleodutos e qualquer outra infraestrutura para transporte de bens.

Luxemburgo, Hungria e República Checa foram os três países que mais apostaram nesta área; no sentido inverso, Chipre, Irlanda e Malta foram os estados-membros que menos deram prioridade ao segmento dos transportes.

O investimento do Estado português na área dos transportes tem estado em debate por causa da situação na CP. Até ao final do primeiro semestre, a empresa pública de comboios executou apenas 4,7 milhões de euros de investimento, ou seja 10,6% da verba prevista no Orçamento do Estado, segundo informações da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO).

Adaptação da notícia publicada no Dinheiro Vivo a 4 de setembro de 2018

Portugal com a 3ª maior subida de preços das casas na União Europeia

Os preços da habitação aumentaram, no segundo trimestre, 4,3% quer na zona euro quer na União Europeia (UE) face ao período homólogo. Portugal registou a terceira maior subida (11,2%) entre os Estados-membros, segundo a informação divulgada pelo Eurostat.

De acordo com o gabinete estatístico da UE, comparando com os primeiros três meses do ano, no segundo trimestre os preços da habitação aumentaram 1,4% na zona euro e na UE.

Em Portugal, os preços da habitação subiram 2,3% do primeiro para o segundo trimestre do ano.

Face ao período homólogo, entre abril e junho as maiores subidas do indicador observaram-se na Eslovénia (13,4%), na Irlanda (12,6%), em Portugal (11,2%) e na Hungria (10,4%), tendo sido registados dois recuos: na Suécia (-1,7%) e em Itália (-0,2%).

Comparando com o primeiro trimestre do ano, as subidas mais significativas aconteceram na Eslovénia (4,2%), em Malta (3,2%), na Letónia e Roménia (3,1% cada), e a única baixa foi registada na Croácia (-0,2%).

Adaptação de notícia publicada no Jornal Económico a 5 de outubro de 2018

Bruxelas alerta para risco de incumprimento no Orçamento para 2018

A Comissão Europeia considerou, no passado dia 22 de novembro, que o esboço de Portugal para o Orçamento de 2018 “pode resultar num desvio significativo” do ajustamento recomendado, pelo que há “riscos de não cumprimento” dos requisitos do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC).

O executivo comunitário já tinha escrito uma carta a Centeno, onde apontava as preocupações relativamente ao tema. Na opinião emitida por este órgão, existe um “risco de não cumprimento” do ajustamento necessário para alcançar o Objetivo de Médio Prazo (de 0,25% do Produto Interno Bruto – PIB) “tanto em 2017 como em 2018”.

Assim, Bruxelas convidou as autoridades a tomarem as medidas necessárias para garantir que o orçamento para 2018 está em conformidade com o PEC.

Além disso, a Comissão considera também que “Portugal fez progressos limitados relativamente à parte estrutural das recomendações orçamentais” feitas em julho, convidando também as autoridades a “acelerar o processo”.

No braço preventivo do PEC, em que Portugal está atualmente, há três objetivos que têm de ser cumpridos: o do ajustamento estrutural, o da despesa e o da dívida pública.

Quanto ao objetivo da dívida pública, o executivo considera que os documentos enviados por Portugal “não incluem informação suficiente” para avaliar o cumprimento da regra transitória a que o país está sujeito durante três anos.

Assim, a Comissão entende que Portugal deverá fazer “progressos suficientes” para cumprir a regra de redução da dívida em 2017 e em 2018, mas alerta para que o país teria de fazer um “ajustamento maior” no último ano do período de transição (2019) “para assegurar o cumprimento do objetivo no final” desse período.

Portugal está, assim, no grupo de cinco países relativamente aos quais Bruxelas entende que há “risco de não cumprimento”, a par da Bélgica, da Áustria, da Eslovénia e da Itália, segundo os documentos do Semestre Europeu divulgados em Bruxelas.

Texto adaptado de notícia publicada no Diário de Notícias a 22 de novembro de 2017

Leite dos Açores é o mais barato da Europa

O leite açoriano é o mais barato da Europa e o líder dos PSD nos Açores, Duarte Freitas, garante que a situação se deve à falta de estratégia na agricultura da região. 

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Duarte Freitas defendeu que os Açores têm “talvez um dos melhores leites da Europa e do mundo” mas que é o mais mal pago a nível europeu. “Isto revela bem aquilo que tem sido uma política errada ou uma falta de estratégia política para a agricultura”, revelou durante o encontro com a direção da Associação Agrícola de São Miguel, no âmbito da análise das propostas de Plano e Orçamento regionais para 2018.

Os Açores produzem cerca de 30% do leite e 50% do queijo do país.  O preço médio do leite na União Europeia foi em outubro de 0,37 cêntimos e a nível nacional foi de 0,31%. O preço médio do leite nos Açores é de 0,28%, o preço mais baixo da Europa.

O líder do PSD nos Açores garante que o setor agrícola tem um peso fundamental na economia e que o seu partido há muito que luta pela valorização do leite da região. Já foi criado, por exemplo, o Observatório Europeu para o Mercado do Leite, em Bruxelas.

Adaptação de notícia publicada no Diário de Notícias a 16 de novembro.

Mais de 442 mil hectares ardidos no pior ano de sempre em Portugal

O número relativo à quantidade de hectares ardidos, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), divulgado em novembro, ficou aquém da estimativa do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais, que apontava para 563 mil hectares ardidos. 

Os incêndios florestais consumiram, este ano, mais de 442 mil hectares, o pior ano de sempre em Portugal, segundo os dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

O último relatório do ICNF, que analisa os dados entre 01 de janeiro e 31 de outubro, indica que arderam, em Portugal, 442.418 hectares de espaços florestais, metade dos quais no mês de outubro (223.901 hectares).

Os números do ICNF ficam, contudo, aquém dos mais 563 mil hectares indicados nas estimativas do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS).

O relatório do ICNF indica um total de 16.981 ocorrências (3.653 incêndios florestais e 13.328 fogachos), com 264.951 hectares de povoamentos e 177.467 hectares de mato ardidos.

Até 31 de outubro de 2017 há registo de 1.446 reacendimentos, menos 8% do que a média anual dos últimos 10 anos.

Os incêndios em Portugal provocaram este ano mais de 100 mortos e mais de 300 feridos.

in Diário de Notícias

Portugal é dos países europeus com mais chumbos nas escolas

Portugal é ainda o país onde as retenções acontecem de forma mais precoce, segundo um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Apenas 14%  dos alunos que chumbam num ano lectivo tem sucesso escolar no seguinte, conclui um estudo promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.  As conclusões do estudo, divulgadas pela TSF, provam que o chumbo dos alunos conduz a uma espécie de ciclo vicioso de insucesso escolar.

“Portugal é um dos países da Europa em que mais se chumba. Destaca-se também pela retenção precoce . É um dos países onde mais se chumba até ao 6º ano”, sintetizou à TSF Mónica Vieira, coordenadora de conteúdos da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Os responsáveis por esta investigação pretendiam perceber qual é o efeito de um chumbo e se contribui para aumentar a exigência e, consequentemente, os resultados do aluno, ou se, pelo contrário, apenas os agrava.

”Chumbar não está, de facto, associado a um ganho de aprendizagem, aliás, isto é uma característica que não é só de Portugal. Os dados do estudo o que apontam é que todos os alunos que tiveram um passado de retenção têm, em média, um pior resultado”, explicou Mónica Vieira.

Adaptação de notícia publicada no TSF a 23 de janeiro