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Hawking avisa que progresso tecnológico pode ser “autogolo” para a Humanidade

O cientista alerta para o facto de um “desastre para o planeta Terra” ser “quase certo nos próximos mil ou dez mil anos” e aponta as colónias no espaço como a possibilidade de sobrevivência do Homem.

Stephen Hawking alertou para os riscos que a Humanidade tem fabricado para si mesma e para o seu futuro afirmando que o progresso tecnológico e científico criará “várias formas de as coisas puderem correr mal” e pode mesmo significar um “autogolo” da Humanidade contra si própria.

Enumerando a guerra nuclear, o aquecimento global ou vírus geneticamente modificados, que acrescem aos perigos da Inteligência Artificial já anteriormente apontados por Hawking, o físico avisou que “um desastre para o planeta Terra” é “quase certo nos próximos mil ou dez mil anos”.

A sobrevivência da espécie humana residirá, então, na criação de colónias no espaço. “Contudo, não estabeleceremos colónias autossuficientes no espaço pelo menos durante os próximos cem anos, por isso temos de ser bastante cuidadosos neste período”.

Adaptação de notícia publicada no Diário de Notícias a 19 de janeiro

Comissão Europeia aprova medicamento para epilepsia em crianças

O medicamento da Bial, Zebinix, foi aprovado pela Comissão Europeia e está indicado em todos os países da União Europeia para tratar adolescentes e crianças com mais de seis anos com epilepsia.

“Esta aprovação tem como base vários estudos que demonstram a eficácia e segurança deste fármaco, nomeadamente ao nível neurocognitivo (capacidade de concentração, processamento e informação e memória”, refere a Bial, em comunicado enviado às redações.

A epilepsia afeta 50 milhões de pessoas em todo o mundo e seis milhões só na Europa, sendo detetados 100 mil novos casos todos os anos.

In ECO

Comissão Europeia lança programa de voluntariado

A Comissão Europeia lançou no final do ano passado um programa de voluntariado semelhante ao programa ERASMUS para jovens entre os 18 e os 30 anos. O programa tem o nome de “Corpo Europeu de Solidariedade” e foi lançado pela Representação da Comissão Europeia em Portugal, em parceria com a Fundação AMI.

O programa foi lançado em todos os 28 Estados -Membros da União Europeia e tem como intuito promover  oportunidades de solidariedade, sob a forma de voluntariado, estágio ou trabalho, para jovens europeus.

O Corpo Europeu de Solidariedade foi criado com o objetivo de responder às necessidades de comunidades vulneráveis em termos de alimentação, limpeza de florestas ou integração de refugiados.

Os jovens poderão realizar estas atividades voluntárias por períodos de dois a 12 meses e as oportunidades de emprego, formação ou estágio consequentes, por um período mínimo de quatro meses.

As organizações participantes terão que assinar uma Carta dos Princípios Fundamentais e aos jovens será disponibilizado alojamento, alimentação, despesas de viagem, seguro e uma mesada. Por sua vez, os estagiários terão sempre um contrato de trabalho e um salário.

Adaptação de notícia publicada na TSF a 7 de dezembro.

Cidades europeias preparam um futuro mais amigo do ambiente

Copenhaga, capital da Dinamarca, é, há poucos dias, também considerada a capital da bicicleta. Nas ruas da cidade circulam 252 600 automóveis e 265 700 bicicletas, fazendo parte esta última de uma escolha de políticas urbanas amigas do ambiente, que visam a redução da emissão de gases com efeito de estufa.

Outras experiências sustentáveis estão a ser desenvolvidas no seio das cidades europeias, apostando nas energias limpas, na mobilidade urbana eficaz e ecológica. Além do incentivo à utilização da bicicleta em alternativa ao automóvel, também está previsto o aumento do número de ciclovias, de veículos elétricos, e de espaços verdes.

Tais medidas são necessárias para que os países, as suas regiões e as suas cidades cumpras as metas do Acordo de Paris, que têm como objetivo combater as alterações climáticas.

Adaptação de notícia publicada no Diário de Notícias a 19 de dezembro.

Seis portugueses que influenciam a ciência mundial

Estão na lista dos mais citados do mundo. E estão a fazer um trabalho inovador nas respetivas áreas

Há uma química, dois engenheiros, um físico, um matemático e um biogeógrafo. Os seus nomes: Isabel Ferreira, Mário Figueiredo, José Bioucas-Dias, Nuno Peres, Delfim Torres e Miguel Araújo. São seis portugueses e integram a lista dos cientistas mais citados do mundo da Thomson Reuters 2015, que inclui 3126 nomes. Um reconhecimento que, dizem eles, também é extensivo às instituições em que trabalham, e ao próprio país.

“Este é um dos dados com peso para os rankings internacionais das universidades, e o número de pessoas nesta lista por milhão de habitantes constitui uma das medidas do impacto da ciência de um país”, explica Mário Figueiredo, engenheiro eletrotécnico e investigador do Instituto de Telecomunicações, no Instituto Superior Técnico (IST). Para o cientista, na lista pelo segundo ano consecutivo, seis é “um bom número”. “Estamos bem posicionados nesse parâmetro, entre a França e a Alemanha”.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, confessa-se satisfeito, por este ser “o resultado de uma política científica de várias décadas”. É um “motivo de orgulho”, diz – entre 2005 e 2011, Manuel Heitor foi secretário de Estado do antigo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago. O seu objetivo é continuar esse legado, pelo que vai “mudar a política científica” do anterior governo e voltar a apostar mais na formação avançada e emprego científico, como diz em entrevista ao DN.

Notícia publicada no Diário de Notícias a 10 de janeiro.

“Intolerância ao leite é moda”

A endocrinologista Isabel do Carmo afirma que a suposta intolerância à lactose é uma moda, para a qual não existe qualquer fundamento científico, e que resulta da influência da indústria de produção de soja.

Este tema foi tratado pela especialista durante o seminário “Consumo de leite e laticínios — O que pode estar a mudar”, no dia 13 de janeiro, num painel subordinado ao tema “Elogio do leite”, no qual vai explicar a relação entre o leite e a evolução do ser humano, na Europa.

“O ser humano estabeleceu-se há sete mil anos com o pastoreio. Nessa altura o adulto perdia a lactase. Houve depois uma mutação que permitiu que desdobrasse a lactose”, explicou à Lusa.

Isso significa que há milhares de anos que os europeus possuem essa enzima chamada lactase, que desdobra a lactose, e permite ao organismo processar este açúcar presente no leite, pelo que considera que “a história da intolerância ao leite está mal contada”.

“A mutação tem sete mil anos. E não há nenhuma mutação atual ao contrário. A intolerância é uma moda, que suspeito seja influência da indústria norte-americana de produção de soja e leite soja”, afirmou.

A médica sublinha, a propósito, que a tendência para se deixar de consumir derivados de leite também não faz sentido, visto que estes alimentos não possuem lactose.

“Quando o leite se transforma em iogurte ou queijo, mesmo para quem tenha efetivamente intolerância, deixa de haver lactose e passa a haver ácido láctico [a lactose transforma-se em ácido láctico por fermentação] e o valor nutricional mantém-se”.

Notícia publicada no Diário de Notícias a 13 de janeiro.

Empresas podem vigiar conversas online dos trabalhadores

Tribunal Europeu dos Direitos do Homem decidiu. Conversas privadas online no trabalho são razão para despedimento.

O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) decidiu que uma empresa pode, afinal, vigiar as conversas privadas via chat (online) dos seus trabalhadores e que estes podem, inclusivamente, ser despedidos por isso.

A decisão avançada pelo jornal britânico The Guardian refere-se ao caso de um engenheiro romeno que em 2007 foi despedido porque falava no chat do Messenger com a sua noiva.

No entanto, em abril do ano passado, o Conselho da Europa definiu novas regras a adotar pelas empresas, públicas ou privadas, para reforçar a defesa da privacidade dos seus colaboradores. Uma das regras defendia a proibição de vigiar as redes sociais (Facebook e twitter) dos seus trabalhadores.

Em Portugal alguns casos de utilização de redes sociais no trabalho também já foram notícia: em 2010, um grupo de trabalhadores da TAP foi obrigado pela empresa a frequentar um curso de ética devido a um aceso debate via Facebook em que criticavam abertamente colegas e a própria empresa. Mas as sanções limitaram-se a este processo disciplinar e não chegou a um despedimento.

Notícia publicada no Diário de Notícias a 13 de janeiro.

Consórcio europeu liderado pelo LNEC estuda efeitos de alterações climáticas na água

O projeto conta com uma equipa de 70 elementos, de centros de investigação, autoridades da água, utilizadores, indústria e empresas.

Entidades de vários países, lideradas pelo LNEC, obtiveram financiamento europeu de oito milhões de euros para a realização de previsões das mudanças climáticas e análise de formas de gerir os seus efeitos no ciclo da água.

O objetivo “é avaliar, de forma inovadora, os impactos das alterações climáticas no ciclo integrado da água, das águas superficiais, às subterrâneas ou costeiras, promovendo estratégias de gestão do risco e de medidas de adaptação”, disse hoje à agência Lusa a coordenadora do consórcio, Rafaela de Saldanha Matos, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

As estratégias a propor vão basear-se “numa lógica de diminuição de vulnerabilidades e de acréscimo da capacidade de resiliência do sistema”, acrescentou a investigadora e diretora do departamento de Hidráulica e Ambiente do LNEC.

O projeto conta com uma equipa de 70 elementos, de centros de investigação, autoridades da água, utilizadores, indústria e empresas, e vai seguir seis casos, três localizados no norte da Europa (Noruega, Holanda e Alemanha) e três no sul (Espanha, Portugal e Chipre).

Em Portugal, que vai receber dois milhões de euros do total, os parceiros são, além do LNEC, a EPAL, a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT), a Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR) e a Sociedade Portuguesa de Inovação, e foi escolhida a zona da bacia do Tejo.

Notícia publicada no Diário de Notícias a 7 de março.

Duas novas drogas detetadas por semana na Europa em 2014

Número de novas drogas detetadas aumentou no ano passado para 101.

O observatório europeu da droga detetou em 2014 duas novas drogas por semana, num total de 101, mais 20 do que no ano anterior, o que confirma a tendência de aumento do número de substâncias notificadas anualmente.

Segundo informações hoje divulgadas pelo Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (EMCDDA), o Sistema de Alerta Rápido da UE recebeu 101 notificações de novas substâncias psicoativas no ano passado, quando em 2013 foram 81, e encontra-se a monitorizar atualmente mais de 450 substâncias, mais de metade das quais identificadas apenas nos últimos três anos.

A lista de substâncias notificadas em 2014 revela novamente dois grupos predominantes, as catinonas sintéticas (31 substâncias), vendidas como substitutos legais das drogas estimulantes, e os canabinóides sintéticos (30 substâncias), vendidos em substituição da ‘cannabis’.

Estes são os dois maiores grupos atualmente monitorizados pelo Sistema de Alerta Rápido, representando quase dois terços das novas drogas notificadas em 2014, revela o EMCDDA.

Os dados mais recentes relativos às apreensões sugerem um crescimento do mercado das novas substâncias psicoativas, demonstrando que, entre 2008 e 2013, o número de apreensões aumentou sete vezes a nível europeu.

Notícia publicada no Diário de Notícias a 9 de março.

Maioria dos países da UE rejeitam exército europeu

A Alemanha é o único dos grandes Estados membros a defender solução vista como incompatível com a NATO e que traduz, com a bandeira e a moeda únicas, uma solução federal.

A criação do Exército europeu relançada pelo atual presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, tem na Alemanha um dos poucos apoiantes dentro da UE, onde a maioria dos países rejeita enfraquecer a NATO.

Essa opção política implicaria assumir a tese federalista – rejeitada liminarmente por Londres – da integração europeia, que já tem uma bandeira e uma moeda comuns e a que só falta um braço armado único. Mas “não tem pernas para andar. Basta olhar para os orçamentos militares dos países europeus”, diz o general Loureiro dos Santos ao DN.

“O Exército europeu não é uma ideia nova, aparece de vez em quando, sobretudo influenciada por uma visão europeísta continental”, que “poderia constituir um elemento dissuasor” no caso de um conflito militar tradicional como o da Ucrânia, admite o antigo ministro da Defesa e ex-chefe militar do Exército.

Porém, a ameaça terrorista do chamado Estado Islâmico “não se resolve com um exército militar europeu” mas responde-se “essencialmente através da prevenção dos serviços de informações e, na resposta, pelas unidades especiais das forças de segurança” – com apoio das Forças Armadas “de cada um dos países” às autoridades policiais – como sucede em França ou na Bélgica – e “sem ser necessário o exército europeu”, frisa Loureiro dos Santos.

Notícia publicada no Diário de Notícias a 10 de março.